من هو, خاصّتي…
20 ديسمبر - كانون الأوّل 2007 ب [تسنتسفتسبومفورّا]
يزيل من [بلوغ] القانونية [كستديو] من واحدة, هو ولاءنا صغيرة إلى هذا [مومبيكنو] شابّة, مع [م] من أكثر رئيسيّة… هو رسالة أنّ اضطرّ كنت [فوتوكبيدا] ويسلّم ال [مومبيكنو] مواطنة كلّ, كثير [أبليغتور] من ال [ميليتري سرفيس]!مديونة إلى ال [ك.د.]. ل يفكّر! [إ] خصوصا ل يكرّس بعض من وقته إلى [برتيلهر] النتيجة من هذا فكرة! [كهنيممبو] [أن بهلف وف] هذا [بلوغ] ومن أنّ هم يحلمون ويعيش هم في يومه اليوم مع [مومبيقو], ولما لا, جيّدة, عالم مختلفة أقلّ وأكثر فقط.
هم يفكّرون حول هذا
[تسن] [تس] تافهة
حرف من عطل سعيدة إلى الالناس
هم كلّ خاصّتي, تماما يعرف أنّ سيمرّ أنت عيد ميلاد المسيح دون خبز وأنّ أنت ستدخل لسنة جديدة دون أمل ولا حقيقة.
أنا أشعر جدّا لأنّ نحن نعيش في بلد حيث الحقيقة يكون فاخرة جيّدة ومشية يخفى بين بعض وجيّدة قليل من الناس. سيكون كثير عقوبة لأنّ الذي أن يحاول أن يقول الحقيقة, في هذا بلد [كنوتدو] كعضوة من الحزب من المعارضة, [أس يف] المعارضة كان غير دستوريّ.
ب رغب أنت أحزاب سعيدة, تماما يعرف أنّ سيتلقّى أنت عيد ميلاد المسيح دون أجر وواحدة سنة جديدة دون عدل لأنّ الأجور والمنفذة عدل ليسوا جيّدة لالالناس. الالناس ينبغي استمرّت أن يتلقّى [مينيموم وج] أنّ لا يرضي ولا واحدة غرفة من حاجاته, لذلك لن يعرف هو أن يعيّن أولوياته. هو سيستمرّ أن يعيش في شرط [سوب-هومن] يكون.
سيستمرّ الالناس أن يصرخ لعدل. [إ] إلى العدل خطبة, ينتظر أنا أنّ أنت تفهم أنّ هو بعد يذهب إلى يؤخّر أن يصل في هذا بلد. عقب كان كلّ من حسابات, عندما مؤكّدة خزانة ضدّ الفساد يحاول أن يستثير المحاكم فورا [شكتدو] لأنّ ال يفهم أحد يفتّش أن ينقذ جلده مناسبة? [إ] الالناس? أين هو يكون في هذا كلّ شيء? هو فقط يلاحظ, لا يتلقّى يصحّ الرأي.
فيما بعد, أتى ال هذا خزانة تماما أن يكون فكّكت. فيما بعد كان هم قد أتوا الضوء أنت تشجب [إ], كثير كاتبات أن يتّهم, أن يدافع, أن يفكّر, أن يهين, في نهاية, [إش ون] أن يتكلّم من ماذا هو يعرف, من ماذا سمع, من ماذا يصدق ومن ماذا يجد أنّ ينبغي قلت.
عيد ميلاد المسيح سعيدة الناسي. سنة جديدة أيضا.
Translation
Então, já conseguiste comprar um rádio? Como é que pensas que vais ouvir as notícias. Bom, não estás atrasado, pelo menos não para ouvir sobre o estado da nação. No próximo ano ouvirás o que neste não ouviste, que o estado da nação é bom e que a Cahora Bassa já é nossa. Só não sei se conseguirás perceber porque é que ainda moras em trevas e continuas a pagar muito caro para manteres a luz.
Ouvirás que o estado da nação é bom, mesmo que os teus filhos estejam na décima classe e não saibam ler nem escrever, mesmo que as tuas crianças prefiram a rua que a casa, e mesmo que a prostituição seja agora uma das melhores alternativas para que as tuas filhas possam sustentar a família. E mesmo assim, continuarás a ter cientistas que continuarão a rotular-nos de retardados, ignorantes e alto-falantes de presidentes de partidos políticos na oposição.
Desejo-te Festas Felizes meu povo. Procure consolar-te no que podes. Consola-te em qualquer coisa, qualquer ideia ou qualquer crença, porque este teu país continuará nas mãos de certa elite, um clube de amigos e de familiares. Tu que és Zé ninguém e com o pé rapado continuarás a pagar os impostos e cada vez mais excluído da riqueza, porque tudo tem um dono. O pior de tudo é que haverá cientistas que te desafiarão a provar que tudo que digo tem uma dose de verdade. Não te preocupes, Jesus já tinha respondido a esse paradoxo: o que foi escondido aos sábios foi revelado as crianças e aos que ainda mamam. O povo consegue ver onde os cientistas não conseguem. Afinal de contas aquele que fala sabe o que sente.
Nesta altura te pedirei somente que não te preocupes com assuntos difíceis, não percas tempo a querer compreender porque é que o Presidente da República manda plantar jatropha onde devias plantar milho, mapira, mandioca ou bata doce. Não percas tempo a querer perceber o que é revolução verde, alguns músicos desta canção ainda nem percebem a sua letra. Não invistas tempo também a procurar saber porque o ministério da agricultura em três ano teve três ministros e o que agora é já foi povo.
Não procures perceber o que são eleições provinciais, parece que ninguém mesmo sabe o que são. Há vezes em que penso que se calhar uma pessoa invisível está a dirigir este país, na verdade são tantas as perguntas sem respostas, são tantos os absurdos que não se percebe de onde eles vêem.
Peço-te que não perguntes porque compraram transportes públicos demasiadamente luxuosos para a nossa realidade? Não te perguntes porquê há sempre enchentes a noite nas paragens de chapas. Não procures saber porque é que a política de transportes públicos deve ser confiada na sua maioria aos chapeiros. Suportas os chapas na estrada?
Te pedirei também que não invistas tempo a querer perceber porque é que em vez de informação só te dão novelas e músicas que exaltam sexo, ócio, riqueza, beleza e nunca o trabalho, a fraternidade, a união e a humildade. Não procures perceber isso, só te roubará tempo.
Evite também ser enganado pelos oportunistas, todos pensam que o povo é burro, é inconsequente e não tem direcção. Mostra que és um povo consciente e que a tua maneira sabes fazer valer os teus ideais. Não te esqueças que mesmo sendo o último na fila, tu é que dás poder a quem está em cima, por isso procure saber usar muito bem o teu direito a voto.
Não te deixes levar pelo discurso segundo o qual a criminalidade reduziu ou está controlada. Afinal de contas, quase ninguém pára para pensar na pessoa do criminoso. Tu que és povo conheces muito bem quem é o criminoso. Ele é teu filho, teu sobrinho, teu irmão teu amigo, produto da exclusão social, alguém que é criado na rua, lava os carros, ganha uns trocos, cresce e quer tomar seu protagonismo.
Quero que tenhas festas felizes e saibas que fazer justiça com tuas próprias mãos não vai resolver o problema. É verdade que o Estado já falhou na sua política de segurança pública, embora haja alguém que ainda queira que apresentemos provas, mas só a ele como Estado, cabe fazer a justiça. Mesmo que o procurador não pronuncie aqueles que tu apresentas como criminosos, não adianta matá-los, insista com os órgãos do Estado porque água mole, em pedra dura tanto bate que chega a furar.
Feliz Natal e próspero Ano Novo meu povo. Confio em ti e estou certo de que conseguirás sobreviver este momento difícil da vida sem pão e sem esperança. Tu já sobreviveste ao muito, ao mais difícil e ao mais pesado, por isso mesmo que acredito que sobreviverás.
Ora bem, para não encher-te de palavras e palavras, vou ter que fechar esta carta. Tu precisas de tempo para reflectir sobre a tua vida, assim como eu preciso de tempo para pensar como fazer te chegar esta carta, já que não usas internet nem tens uma caixa postal.
E mesmo assim: FELIZ NATAL E PROSPERO ANO NOVO!
Texto Retirado do Blog de Custódio Duma ---- AQUI




















