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Φανταστική αυτόματη γραμματική
Κυριακή, 4 Ιανουαρίου 2009
Το μεγάλο αυτόματο Grammatizator
Γίνοντα σωστό βήμα;
Οποιοδήποτε πράγμα δεδομένου ότι έχει περίπου τρία έτη και δύο μήνες έγραψαν πίσω να καταστήσουν σωστό το βήμα
(έγινε κατανοητό για να κάνει δεξιά το βήμα με αυτό που επιθύμησα να κάνω και ότι δεν είχε κάνει μέχρι τότε αλλά ότι σύντομα θα ήταν να κάνει έτσι σκέφτηκε το Ι για την άγνοια της υπεροψίας της γνώσης)
στα πλαίσια της αποδοχής μου στο mestrado. Η ιδέα μου να γράψω κάτι στην αποδοχή μου που στοχεύει να δώσει στην έμφαση την προπαρασκευαστική όλοι
(οι λεπτομέρειες περισσότερα sórdidos από την επιλογή των εσωτερικών ενδυμάτων με την αναφορά των χρωμάτων τα εσώρουχα το νυχτικό τα παπούτσια και άλλες περισσότερες λεπτομέρειες)
αφήνοντας για ένα δευτεροβάθμιο σχέδιο τη σημασία της αποδοχής. Σε μια φράση, στο τέλος, αυτό desembrulhava όλα και λ$σχετικός με την ΤΠ ότι στη μετάβαση académico μου ένα Mestrado στις μελέτες Comparatistas θα ήταν μέρος.

Τα δύο έτη που πρέπει να έχουν καθυστερήσει είχαν γίνει τρεις και δύο μήνες περισσότερο
(ο ίδιος χρόνος που χωρίζει στο γράψιμο στην αποδοχή μου και αυτό το γράψιμο στο συμπέρασμά του)
ε έως ότου μπορώ να πω ότι η διατριβή γράφτηκε μεταξύ του Λονδίνου, της Λισσαβώνας και της Nova Iorque
(το κράτος όχι αυτό πόλη)
, για αυτήν την διαταγή. Δεν πηγαίνω να εισαγάγω με οποιεσδήποτε λεπτομέρειες, θέλω το προσωπικό ή τα académicos, αλλά ήταν μια μακροχρόνια και επίπονη διαδικασία που άρχισε για την ύπαρξη académico και τελείωσε πολύ για την ύπαρξη προσωπική.
Εάν της αρχής έκρινα ότι το απλό γεγονός για να με έχει εισαγάγει στο mestrado παρείχε ένα οποιοδήποτε καταστατικό της νοημοσύνης
(ως κοινοτική αξιολόγηση)
, με την προώθηση της εργασίας, και σε ορισμένα ύψη για την απουσία από το, κατάλαβα ότι το καταστατικό υπεάρξε μόνο στο κεφάλι μου και περισσότερη θέση καμία. Κατόπιν, τι άρχισε για την ύπαρξη μια δημόσια επίδειξη της νοημοσύνης, τελείωσε, στο τέλος, για την ύπαρξη μια ταπεινή αναγνώριση της άγνοιας.
Επιστρέφοντας, νέου, τρία έτη και περισσότερο οι μήνες πίσω. Τι ένας ότι κάλεσα για να κάνω δεξιά το βήμα ήταν ένα rightness ténue συντονισμένος στο direcção αυτού που διαπίστωσα ότι ήταν τι θέλησε να κάνει
(έκανα δεξιά αλλά σε ορισμένο μέτρο μόνο μιας γωνίας ή μιας άποψης αλλά δεν φεύγω ποτέ σε όλοι αναγνωρίζω τη σημασία της διαδικασίας και όλων ποιο angariei ακριβώς ότι δεν αναγνωρίζει το κοινό για ντροπιάζει)
. Κατόπιν, αυτό είναι η στιγμή όπου, κάνετε την αναφορά για να παραπέμψετε την ημέρα όπου αναγνωρίστηκα στο Mestrado στις μελέτες Comparatistas, μπορώ να πω ότι έχει dezassete τις ημέρες που την ολοκλήρωσα.
Τετάρτη, 12 Νοεμβρίου 2008
Γλώσσα
Έχει πολύς που με συζήτησε με το θέμα της γλώσσας. Όποτε σκέφτομαι για αυτήν την αμφιβολία μου
(ότι φθάνει περισσότερο από τι στη δημιουργική εργασία και πηγαίνει μέχρι τώρα μέχρι το académico ο)
Θυμάμαι έναν στίχο ενός τραγουδιού της ηχηρής ζώνης της ταινίας «Juno» End of
Translation
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(i want more fans you want more stage)
cantada primeiro pelos The Moldy Peaches e depois pelo Michael Cera e pela Ellen Page. Eu sinto o mesmo balancé entre escrever em inglês e português, a problemática é semelhante: se por um lado deixo de lado a língua que já começo a dominar e que tem tantas palavras que eu gosto
(uma vez escrevi a lista de algumas das minhas palavras preferidas em português balancé boleima estouraria fornicar glutão mafarrico malandro melodia quebranto reposteiro)
, por outro não consigo resistir à possibilidade
(porque na verdade não passa mesmo de uma possibilidade uma ilusão ou esperança)
de ter mais consumidores. E eu sou vaidoso e arrogante.

Uma vez em conversa com uma colega italiana ela referiu que se encontrava em Londres numa espécie de exílio voluntário porque se sentia melhor em inglês do que em italiano. Não só me pareceu extremamente poético o modo como ela colocou a questão
(que me fez a mim questionar como é que eu me sentia melhor como é que gostava mais de mim)
, mas o alcance da sua ideia. Se só conseguimos pensar assim que dominamos uma língua, diferentes línguas categorizarão diferentes modos de pensamento
(fornecendo infinitos objectos de trabalho aos estudos comparatistas)
. A ideia de que somos pessoas diferentes quando falamos
(e pensamos em)
diferentes línguas é como ser esquizofrénico, é como estar espartilhado, ver a nossa identidade a crescer e a evoluir quando, a partir de uma certa idade, já deveria estar formada. Ainda não sei bem como sou em inglês, ainda não pensei o suficiente
(talvez quando conseguir expressar a totalidade das minhas ideias saiba quão profunda foi à minha traição se é que traição alguma vez existiu)
. Não deve ser muito diferente do brasileiro e o húngaro do “Budapeste” de Chico Buarque.

Assusta-me perder o pouco contacto que ia tendo com a língua materna, mas é talvez necessário, agora. Hei-de regressar, porque não é para sempre que deixarei a língua.
Tuesday, November 11, 2008
Esta noite de estouraria
Friday, October 31, 2008
O tempo
Quase me esqueço que ainda tenho um blogue. Tapamos buracos num lado com a areia dos que cavámos, no fundo pouco muda, apenas a localização e a demora. Não devia estar a referir outra escrita
(pois essa nunca figurará neste blogue que para tal desígnio não foi concebido)
, nem colocar mais excerto algum.
Se a diferença entre um artista e uma pessoa normal é apenas a acção
eu tenho tantas ideias quanto qualquer outra pessoa. Invisto mais numas do que noutras e, por isso, e tendo em consideração as minhas motivações num qualquer tempo presente.
Tenho tido ideias e tenho tido com quem as discutir e conversar. Só não tenho tempo para escrever tudo. E ler tudo
(o eterno dilema literário e musical que tantas metáforas suscita e que do modo mais simples possível me aperta o coração e me tira o sono. quando leio e oiço música)
.
Monday, October 27, 2008
Interlúdio literário
Ando entretido com um conto que ando a escrever. Hei-de regressar em breve porque tenho uma carta aberta para escrever ao Tiago Guillul
(sobre a música a religião e o panque-roque que ele faz produz e promove)
. Eu sei que ele, vai desprezar os meus reparos, mas eu não me importo. Nesse sentido, sou um mártir intelectual de centro-esquerda.
Até lá, fica um parágrafo daquilo que estou a escrever
(um trabalho que longe de estar na forma final ainda está em construção e que é a minha primeira experiência com a língua inglesa)
:
“The post-elation-chill was terrible. My self-awareness, the desire of being the woman, the one who danced, the one who had dared to dance naked, who was so in control of one's body
(the self-assurance i always lacked made me feel embarrassed by my stout and bulky figure some sort of old-fashioned-worn-out-athlete)
. Your hips hovering and your arms going to and fro
(how many times i had imagined you dancing and when i saw you dancing when you were perfectly naked and undressed i hated you for being you and not me. how in that moment i would have swapped bodies)
with melancholic harmony of sensuality achieved. But the reality that I could not be you, that I would have to endure my body until I was no more, left me ecstatic. And despite knowing the you were near, few centimeters away even, I felt alone because you were here.”
Saturday, October 25, 2008
Tudo é para sempre
Nada é para sempre
.
Thursday, October 23, 2008
Em estilo
Até ia começar por explicar porque é que tive esta ideia
(que tem origem num livro intitulado os cem clássicos resumidos para o leitor com pressa)
, mas achei que já não consigo mesmo um estilo qualquer de diário pessoal, que só já consigo mesmo escrever como se alguém fosse ler um ensaio
(mais ainda porque também considero que não quero expor aqui a minha vida privada e dada a organização do blogue é muito difícil escrever ficção pelo menos de forma linear)
. Depois da escrita académica torna-se extremamente difícil partir para um estilo de escrita que julgávamos ter o nosso cunho pessoal. Mas, por outro lado, não há ideias originais e tudo aquilo que julgamos ser inovador em nós é apenas um construto sobre ideias anteriores de outros, directa ou indirectamente.
Eu tenho imenso dificuldade em perceber humor
(especialmente quando não sou eu a fazê-lo e quando não fico com a melhor posição)
e já variadas vezes me têm dito que levo a vida demasiado seriamente
. O objecto em causa deixou-me incomodado porque transmitia uma mensagem que me parece perigosa, a de que o que interessa é o enredo. Volto a sublinhar de que se tratava de uma obra humorística, mas por detrás disso há uma ideia
(consciente ou inconsciente que até pode estar em concordância com uma linha editorial ou pensamento político filosófico social cultural)
que relega a importância dos clássicos para o enredo apenas
(as ideias filosóficas que transmitidas o conceito artístico que dá origem ao enredo o estilo não interessam)
.
Oscar Wilde é um dos melhores exemplos de que o enredo nem sempre interessa
(utilizava até os seus personagens para canalizar as suas ideias e argumentar contra si mesmo)
. “O Retrato de Dorian Gray” tem um argumento central – em que o próprio Oscar Wilde acreditava e razão pela qual escreveu o romance – que é o da arte pela arte, o da beleza estética
(cuja representação essencial é o personagem de dorian gray que mantém a sua beleza pela mesma medida que o seu quadro envelhece e se vicia por si)
. O enredo que, de modo mais directo ou indirecto, já conhecemos, toma um lugar menor ao lado das ideias que são canalizadas. Uma das mais importantes vai ser um marco central no modernismo: a arte pela arte – a exploração do medium.
E a obra foi resumida do seguinte modo
(era uma vez um rapaz muito bonito que para não envelhecer fez com que um quadro envelhecesse por si. um dia ao tentar destruí-lo matou-se)
.
Tuesday, October 21, 2008
Medidas de peso
Ainda agora me lembrei porque é que gosto tanto do romance do Milan Kundera
(a insustentável leveza do ser)
. A mesma razão que me faz sentir tão intimamente ligado ao romance é a mesma pela qual nunca serei capaz de fazer uma análise crítica à obra
(na sua totalidade talvez num personagem ou no seu carácter leve e pesado a que italo calvino se refere nas seis propostas das quais apenas escreveu cinco)
: a razão reside ser leve e pesado ao mesmo tempo. Apercebi-me há pouco que levava uma vida extremamente leve e despreocupada. Emociono-me facilmente com o que me rodeia
(até com a joaninha que no parque enquanto comia bolachas de gengibre resolveu descansar numa página especialmente bélica do livro que estou a a ler)
, sem nenhuma razão particular, apenas porque gosto de viver. As vida é, geralmente, para mim, leve.
Encontrar entre Tomas e eu um paralelismo, é a metáfora mais correcta. Porque mais do que nos encontrarmos num ou mais pontos, não nos encontramos definitivamente. Mas também não nos afastamos. Vivemos à mesma distância constante. E onde a vida é mais leve para ele
(as mulheres e os homens e o sexo)
é onde para mim se torna mais pesada. É aí que me torno Tereza, empregada de cafés e bares e lojas e museus e cuja pudícia na sua nudez e na partilha do seu corpo é muito grande
(é a mulher que eu sou que me torna pesada não o homem)
. Nesse momento em que sou mulher a vida torna-se tão pesada que se caísse ao rio e não nadasse o meu corpo afundar-se-ia como se nele houvesse ar algum
(e mesmo que nadasse duvido que as forças me elevassem à superfície)
. Quando a vida assim pesa tanto quero morrer. Mas quando se torna leve quero viver.
Tuesday, October 14, 2008
O engano
Há muito que oiço
(com algum prazer privado e quantas piadas privadas para mim mesmo não terei feito à custa disse e quantas correcções com pós- só mesmo para me não fazer entender)
moderno, modernismo, modernices utilizados de modo indiferenciado. Um pouco como a história da senhora que foi ver o Shakespeare em noventa e sente minutos
(que segundo consta são quase
ou mais de
três horas)
e quando saiu comentou que tinha achado que aquilo era um conjunto de lugares-comuns colados uns aos outros. Sem se aperceber que é em Shakespeare que têm origem
(o consumidor indirecto de literatura que defendo)
. Nem sempre há uma completa identificação daquilo que dizemos, apenas sabemos o lugar onde devemos utilizar. Isso é a definição de literatura: não é um conjunto de características que podemos atribuir um objecto, mas sim a circunstância correcta em que podemos utilizar a expressão literatura.
Moderno e todos os seus derivados são utilizados como adjectivos, mais do que uma corrente conceptual e artística
(e muitas vezes os utilizadores dessa expressão não sabem a que com moderno se referem)
, são sinónimos de contemporâneo e coevo.
Ser moderno neste contexto é fazer parte do zeitgeist mais recente
(porque zeitgeist não pode ser presente apenas o passado mais recente dado a impossibilidade crítica do presente)
.
E a dúvida do pós-modernismo
(porquê falar de pós- se o modernismo ainda não terminou e se as características fundamentais do modernismo são as mesmas do seu pós-)
e do pós-colonialismo
(e como falar de pós-colonialismo se o colonialismo em si ainda acontece não por via de armas mas por via da língua e do british council e outros adidos culturais)
não se coloca porque o modernismo, ao que parece, ainda está vivo. Moribundo, mas vivo
.
Friday, October 10, 2008
Pêndulo cultural e social, o equilíbrio
Mui rapidamente e evitando outros detalhes que para aqui não são chamados, hoje estive num evento em que as Girls Aloud estiveram a dar autógrafos a uma fila de quinhentas pessoas das quais trezentas ficaram extremamente satisfeitas e as outras duzentas extremamente desoladas.
Deisando o contexto de lado
(a localização onde tudo isto teve lugar)
estava a pensar no movimento entre o irreal e o real que acontece entre as Girls Aloud
(e tudo o que elas representam e como representam porque pessoalmente o silicone que elas transportam é extremamente agradável de ver)
e a base de fãs a que apelam. Eu aqui entendo – e quero que quem lê entenda também o irreal como uma representação de uma realidade que não existe, um como se
(como os romances fantásticos ou de ficção científica)
. O extremo oposto desta representação da realidade
(porque nunca há uma realidade cada realidade é um representação apenas)
encontra-se outra realidade, e por consequência outra representação: a dos aduladores desta realidade.
Existe nesta separação e atracção entre extremos um equilíbrio kármico ou que a filosofia oriental
(que diria edward said de mim e o oriente que é tão grande e tão diferente que que não cabe todo no mesmo rótulo que lhe quero colocar)
há muito tempo adora. O mesmo equilíbrio que nós
(ocidental pela mesma medida que outro é oriental)
tanto valorizamos.
O pólo
(que por razões práticas chamarei um para não cair em juízos de valor e em que se encontram as girls aloud e a realidade que elas representam)
é repelido pelo pólo três
(que representa a realidade da classe média intelectual)
que por compreender a falácia filosófica do vinho branco gelado e do capuccino do Starbucks, o fenómeno manipulado e de manipulação não embarca na histeria celebratória
(que anos antes teria feito pelos the beatles)
. Ao pólo dois
(representado pelo conjunto de fãs a que as girls aloud apelam que mais não dizemos que aqui era ainda mais fácil cair na armadilha dos juízos de valor embora isso pudesse ser também um bom exercício de adjectivação)
escapa a análise crítica para compreender a significância e significado da realidade representada e defendida pelo pólo um. Contudo, os pólos um e dois necessitam um do outro para se definirem e validarem
(como o mal necessita do bem e como todas as dialécticas hegelianas absolutas)
relegando para uma terra de ninguém o pólo três que despreza ambas os outros mas não deixa de se sentir atraído por um deles, ou pelos dois, conforme os sentimentos de desejo ou pena
(ou outras motivações intrínsecas ou extrínsecas tão difíceis de perscrutar)
.
Mais tarde neste dia fui ver um concerto da Emiliana Torrini. Ninguém me revistou, ninguém lhe serviu vinho branco nem ela chegou de limusina. Não havia seguranças. Ela, eu, outras pessoas
(e eu saí do concerto com uma infinita tristeza que me assola quando sai de concertos que me tocaram porque sei no fundo de mim que nunca possuirei música)
.
fgautomatica@gmail.com | 'é necessário ter o espírito aberto, mas não tão aberto que o cérebro caia'
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