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tuesday, 15 of December of 2009

Soccer Memory: Pantry Union of 1987, controversial, controversial, controversial one…


This post will speak on one of the biggest controversies of the Brazilian soccer that was the Pantry Union of 1987. The illustrated and described facts in this text are resulted of a started research two weeks before the elaboration of this edition of the Soccer Memory.

What you he will see written here is of entire responsibility of the author, Wilson Hebert. E can be certain, the search for the exemption of the fact was maximum. It swims is being presented for the look of what it is convenient or pleasant, but yes for the simple fact to have happened.

E all this research, analysis and conclusion of what it happened in the year of birth of this blogueiro, had fomented the final opinion of this post.

Flamengo x Sport. The Cold War


Initially we go to start with the escalações of the two teamses.

The Flamengo finished its participation with the following teams: Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho and Leonardo; Andrade, Aílton and Zico (Flávio); Renato, Bebeto and Zinho. Technician: Carlinhos.

Already the Sport Club finished with: Flávio; Hardened, Estevam, Landmark Antonio and Zé Carlos; Macaé, Rogério, Ribamar and Zico (obvious, another Zico); Robertinho, Nando and Neco.

For the escalações they do not remain doubts of the Carioca superiority in the paper. But clearly that inside at field and pernambucana team it could surprise and conquer a triumph front to the teams of the Topsail. But as it did not have this shock, this is one of the doubts of 87 that it will remain as doubt for the eternity.

In the truth, only the fight between the two clubs was in the tapetão and Justice. In all the spheres, the pernambucanos had left winners. But history goes very beyond this “simple” fact.

Reason of all the confusion

In 1986, as published in post previous here in Pitacos of the Bodaum the CBF (maximum agency of the Brazilian soccer) made what we can call the championship bagunçado of the history of the soccer of this country. Of certain form, this fact sufficiently spotted the image of the organization and placed in doubt as they would be the matches from that moment.

Without blinking, the companies who had always sponsored the Brazilian Championship had decided “to take off the field teams”. The TV Globe, the Varig and the Cocaine Glue had decided not to invest in the Brasileirão that would be organized by the CBF for that year. This left the weakened Confederation. It would be one year without money in the box. Being thus, the CBF arrived to declare that in 87 it would not have Brazilian Championship.

End of
Translation
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But on the other hand the great teamses of inactive Brazil could not be one year entire. Somando esse fator com o total descrédito e até mesmo com uma vontade cada vez maior de criar uma independência (a cada ano os clubes de maior torcida no país acumulavam motivos para estarem sempre em pé de guerra com a CBF, fosse por critérios de classificação, arrumação de tabela, regulamento, etc) nasceu o Clube dos 13, com os 13 times de maior torcida no Brasil (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Inter-RS e Bahia). O objetivo era único e exclusivo: os clubes criarem um campeonato nacional organizado pelos próprios participantes. E isso chegou a acontecer. Nascia a Copa União, que serviria para unir os grandes em uma força organizacional.

Num primeiro momento, a CBF concordou com o novo torneio independente num acordo diplomático entre as entidades, já que apenas com a aprovação da CBF, a FIFA (órgão máximo do futebol mundial) reconheceria o campeão desta competição.

Para esse torneio foram convidados mais três times: Goiás, Coritiba e Santa Cruz. Acontece que um dos motivos que os clubes grandes tinham pra reclamar da CBF era a falta de critério classificatório, que segundo os dirigentes desses clubes, era um erro absurdo.

Mas por ironia do destino, o próprio Clube dos 13 cometeu tal absurdo. Guarani (vice-campeão de 1986) e América-RJ (terceiro colocado) ficaram de fora desse que seria o campeonato da elite do futebol brasileiro.

A CBF reage e entra novamente em cena, mesmo sem patrocínio


A Confederação Brasileiro de Futebol estava ignorada. Nem a TV Globo, principal parceira do futebol brasileiro, nem os grandes clubes que tinham a força de serem os principais filiados e nem mesmo os torcedores, que nunca morreram de amores pela Confederação, estavam preocupados com o que a CBF iria fazer ou deixar de fazer.

Com a Copa União em andamento contando com a participação de apenas 16 clubes, outros clubes que estavam de fora batiam o pé e protestavam muito, principalmente Guarani e América-RJ que tinha total direito de estarem nessa disputa. De fora, eles juntaram força com a CBF e organizaram um torneio a parte, com três módulos e contando com vários times brasileiros que por terem menos força e estarem inativos, corriam o risco até de falência.

Mas com a preocupação de perder força política a CBF foi pra briga contra o Clube dos 13. Se antes a Confederação tinha aprovado o “torneio da elite” para que fosse concedido o reconhecimento da FIFA, ela retirou a legitimidade do torneio, fazendo com que a FIFA também deixasse de oficializar a competição. E isso, com os jogos acontecendo a todo vapor.

O Clube dos 13, na figura do seu presidente Carlos Miguel Aidar (que também presidia o São Paulo) se pronunciou de forma bastante exaltada acreditando que pudesse estar acontecendo um golpe político contra os grandes clubes brasileiros. Mas em reunião interna do Clube dos 13 ficou decidido que o melhor seria sentar para conversar com a CBF, já que na base da briga e da discórdia nada seria resolvido. Então, elegeram um representante para se reunir com membros da CBF e reconquistar o até então reconhecimento da Copa União como campeonato legítimo. O representante eleito pelos membros foi Eurico Miranda, diretor executivo do Vasco do Gama.

Quando tudo parecia resolvido, a confusão estava apenas no início

Em reunião, Eurico Miranda e a Confederação Brasileira de Futebol decidiram que uma grande mudança aconteceria no regulamento da Copa União. Um quadrangular envolveria os dois líderes do torneio do Clube dos 13 e mais os dois líderes do campeonato da CBF.

No retorno de Eurico ao Clube dos 13 para contar a “novidade”, nova rejeição. Os clubes não aceitaram de forma alguma mudar o regulamento por eles idealizado com o torneio em andamento. O dirigente vascaíno prometeu aos membros do C13 que não haveria problema nenhum, pois ele mesmo resolveria o problema com a CBF. Mas até hoje isso não aconteceu.

Flamengo e Internacional chegaram a final com uma decisão unânime dos Clubes do 13, como acordado no início da competição: o vencedor desse confronto seria o campeão brasileiro. Mas a CBF, na intenção de recuperar seu poderia político se manteve firma na sua segunda decisão que foi a de não legitimar aquele vencedor, a menos que Fla e Inter disputassem o quadrangular com Guarani e Sport, que foram os dois finalistas do torneio da CBF.

Flamengo e Internacional disputaram dois jogos, com o do Beira-Rio ficando empatado em 1x1 e o do Maracanã sendo vencido pelo rubro-negro por 1x0.

Sport e Guarani entraram em campo duas vezes de forma simbólica, já sabendo que não teriam adversários. Os dois ganharam duas vitórias cada. Um W.O contra o Inter e um contra o Flamengo. Após essas “vitórias” fizeram aquilo que pra CBF e pra FIFA foi a final do Brasileirão de 87. No segundo jogo, que aconteceu na Ilha do Retiro, Sport e Guarani terminaram tempo normal e prorrogação empatados e foram para os pênaltis.

Com a disputa dos penais empatada em 11x11, um consenso entre os dois clubes decidiu uma divisão do título entre as duas equipes. Mais tarde ficou decidido que o Sport seria o campeão por ter sido o time de melhor campanha no Módulo Amarelo do Brasileirão.

Mas ainda tendo muita briga, a disputa foi parar na Justiça Comum. De um lado CBF e Sport Clube do Recife, do outro Flamengo e Clube dos 13 travando uma batalha tensa para ver quem seria o campeão segunda decisão do Tribunal. Em todas as estâncias o clube pernambucano saiu vencedor.


A parte derrotada no julgamento (incluindo os grandes clubes brasileiros e as empresas que patrocinaram o torneio do C13 como TV Globo e demais veículos da imprensa) até o ano de 2008 nunca tinha reconhecido um campeonato nacional organizado pela CBF no ano de 1987. Mas acontece que com o pentacampeonato do São Paulo e a famosa disputa da taça das bolinhas, o tricolor paulista mudou de idéia e passou a considerar o Sport como campeão legitimo de 87. Kleber Leite (vice-presidente de futebol do Flamengo) e Márcio Braga (presidente do Flamengo) no ano passado, passaram a acusar o SPFC de trairagem.

Opinião do autor do post

Sabendo de todos os acontecimentos, estudando cada capítulo dessa saga eterna, podemos chegar a conclusão que a briga foi muito mais política do que futebolística. No final das contas, os menos culpados nisso tudo são Sport e Flamengo. Um sofreu por não ter força nos bastidores, e o outro sofreu pelo fato de Eurico Miranda se comprometer a resolver o que não resolveu.

Tendo tudo isso em mente o que definimos é o seguinte:

Campeão político de 87: Sport

Campeão na prática de 87: Flamengo

Campeão teórico de 87: Flamengo e Sport.

Para os torcedores, não há verdade absoluta e as duas torcidas tem direito de defender seu clube. Os pernambucanos viram seu time ser campeão, assim como os flamenguistas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Futebol Recordação: São Paulo campeão brasileiro de 1986


Como já estava nos planos do blog Pitacos do Bodaum, conhecemos o campeão de 2009 antes mesmo de terminarmos essa série que fala sobre todas as edições do Campeonato Brasileiro. E este foi o Flamengo.

Aproveitando o ocorrido, sem discutirmos méritos ou qualquer outro assunto do Brasileirão deste ano, aproveito para convidar os amigos a passarem neste espaço para a última postagem desse ano, que será justamente sobre a polêmica envolvendo Flamengo e Sport e a Copa União de 1987.

Mas, essa semana o Futebol Recordação falará sobre o campeonato de 1986 e o título do São Paulo.

São Paulo, campeão brasileiro de 1986


Ao iniciar a década de 80, o São Paulo começa a preparar desde as categorias de base os chamados Menudos do Morumbi, em alusão a banda porto-riquenha Menudo, que contava com o técnico Cilinho no comando.

E esse tratamento se deveu pelo fato do time ser formado em sua essência por muitos jogadores vindos da base. Entre eles, o atacante Muller.

Esse time vinha numa crescente, conquistando o bicampeonato paulista em 1980 e 1981, e também em 84 e 85.

Após passar por uma fase desagradável na carreira, com lesões e até mesmo problemas de saúde, Careca vinha recuperando seu prestígio tendo sido vice-artilheiro da Seleção Brasileira no Mundial de 86. Na volta para o tricolor, onde ia disputar o Brasileirão daquele ano, chegava com moral.

E uma mudança considerável para a disputa foi no comando técnico. Depois de anos no São Paulo chegando a ser o comandante dos Menudos do Morumbi, Cilinho deixava o cargo de treinador. Para seu lugar chegava José Macia, o Pepe.

Fatos Curiosos

Em 87, quem foi o campeão? Flamengo ou Sport? Leia bem os fatos curiosos da edição de 1986, para na semana que vem, entender tudo o que ocorreu na Copa União de 1987.

Para muitos, o ano de 1986 teve o Brasileirão mais bagunçado da história. Tudo começou com a CBF unindo a Taça de Ouro, de Prata e de Bronze numa única competição. O resultado de tudo isso? Tivemos 80 clubes na disputa.

Inicialmente, de acordo com o regulamento previsto, da primeira fase para a segunda, se classificariam 28 clubes dos grupos A-D (seis primeiros líderes de cada grupo, além dos quatro melhores no somatório das classificações do grupo) e quatro dos grupos E-H (líder de cada grupo), que formariam um total de 32 equipes. Mas infelizmente, não foi assim que aconteceu a transição da primeira para a segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1986.

O Vasco, que acabada a primeira fase já seria eliminado da competição de acordo com a classificação, entrou na Justiça Comum. O objetivo do clube carioca era a eliminação do Joinville que no dia 29 de setembro, empatou em 1x1 com o Sergipe, porém, contando com a atuação de um jogador reprovado no exame anti-doping. Com a anulação dos pontos (na época, um empate valia dois pontos), o Joinville automaticamente perderia a sua vaga para o Vasco da Gama.

Em resposta, o clube catarinense também entrou na Justiça Comum alegando que tal eliminação sob juízo não constava no regulamento assinado por todos os clubes no início do torneio.

Diante da confusão armada, chegando a processos na Justiça, a CBF tomou uma decisão que seria definitiva. Joinville e Vasco da Gama se classificariam, enquanto quem perderia a sua vaga seria a Portuguesa de Desportos sendo penalizada por também ter entrado na Justiça Comum por conta de uma questão envolvendo venda de ingressos. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol, tal situação deveria ser resolvida na Justiça Desportiva.

Acontece que a definição de eliminar o clube paulista gerou uma revolta total em São Paulo. Imprensa, clubes e Federação Paulista se uniram em torno da Lusa. Sob protesto, houve a ameaça de todos os times da cidade que participavam da competição abandonarem o Campeonato Brasileiro de 1986, inclusive São Paulo e Guarani, que acabariam fazendo a final.

Toda essa confusão fez a CBF tomar nova decisão: Vasco, Joinville e Portuguesa estavam classificados para a segunda fase.

Quando tudo parecia voltar à normalidade e que o torneio (paralisado por conta de toda essa confusão) voltaria a acontecer, eis que surge outro problema. Membros da CBF resolveram entrar em confronto interno. O número – ímpar – de 33 classificados para a segunda fase tornou praticamente impossível a montagem da tabela seguindo ainda o regulamento original.

Mais uma vez, foi tomada uma nova decisão. Ficou decretado que seriam abertas mais três vagas de times vindos dos grupos A-D. Esses, de acordo com a classificação, foram Santa Cruz, Náutico e Sobradinho. Com 36 clubes, a tabela foi feita e o campeonato pode seguir.

A leitura desses “Fatos Curiosos” do Brasileirão de 1986 contribui para o entendimento do que aconteceu na Copa União de 1987 envolvendo toda a polêmica de quem foi o verdadeiro campeão, entre Sport e Flamengo.


Regulamento

Grupos A-D: Eram 44 equipes divididas em quatro grupos de 11 times cada. Jogando em turno único dentro de cada chave, classificavam-se os seis líderes de cada grupo, além dos oito mais bem colocados do somatório geral das chaves.

Grupos E-H: Enquanto os quatro primeiros grupos contavam com uma espécie de primeira classe do futebol brasileiro, os grupos E e H ficavam com o ‘restante’. Eram 36 times divididos em quatro grupos de nove, cada. Jogando todos contra si dentro de cada chave em turno e returno, classificavam-se para a fase seguinte o líder de cada grupo.

Inicialmente, de acordo com o regulamento, a segunda fase contaria com 32 equipes, porém, dada a confusão total com Justiça Comum envolvendo Vasco, Joinville e Portuguesa, ficou decidido que seriam 36 times. Foram quatro grupos com nove times, cada. Jogando todos contra si dentro de cada chave em turno e returno, classificavam-se para o mata-mata o líder de cada grupo.

As oitavas, as quartas, as semis e as finais aconteceram em jogos de ida e volta. O time que fizesse o maior saldo de gols na soma dos confrontos, passava adiante.

A grande final


O São Paulo pegou um time muito forte na final. O Guarani (que buscava o segundo título nacional) era formado por jovens jogadores, dentre eles o atacante Evair (22 anos) mas que desde cedo já demonstravam qualidade e disposição.

O Bugre tinha a melhor campanha da competição com 21 vitórias em 34 partidas, tendo perdido em apenas duas ocasiões. Mas o Tricolor tinha um astro que também já tinha feito história pelo adversário dessa final, que era o atacante Careca que naquela altura da carreira, era o principal centroavante de Seleção Brasileira.

Mais de 80 mil pessoas compareceram ao Morumbi para assistirem a primeira final de um campeonato que poderia até não ter terminado.

O primeiro tempo foi bem disputado, com o São Paulo se fechando bem na defesa e saindo com passes rápidos. Enquanto o Guarani jogava nos erros do oponente. Mas mesmo assim, todos foram para o vestiário com o 0x0 no placar.

No segundo tempo logo aos 15 minutos, Evair abriu o placar para o time do interior. Mas não deixando a comemoração durar muito tempo, o São Paulo empatou quatro minutos depois com ele, Careca, que marcava contra o clube que o revelou para o mundo do futebol.

Com igualdade no placar, os dois times entraram em campo mais uma vez no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. E o público presente viu emoções na segunda partida decisiva logo de cara. Aos dois minutos, o Guarani abriu o placar com Nelsinho marcando gol contra seu próprio time.

Novamente precisando correr atrás para alcançar o empate, o São Paulo também não tardou. Curiosamente, o gol tricolor também foi contra, marcado pelo zagueiro bugrino Ricardo Rocha.

O segundo tempo teve uma visível superioridade dos campineiros. Inclusive, o árbitro José de Assis Aragão não deu um pênalti pro Guarani que até hoje ainda gera reclamação por parte dos torcedores do Bugre.

Com mais um empate, a final foi para a prorrogação. Adivinhem qual foi o resultado? Sim, mesmo na prorrogação, cada time fez um gol, gerando o que podemos chamar de um terceiro empate por 1x1. Não teve outro jeito. Tudo teve mesmo que ser resolvido nos pênaltis.

Para o Guarani, Boiadeiro e Tosin erraram as cobranças. Para o São Paulo, o único que desperdiçou a chance foi justamente o atacante Careca. Mas mesmo assim, com 4x3 nos penais, o tricolor pode comemorar mais um título de campeão brasileiro. Festa principalmente na capital do Estado paulista!

Dados do jogo final

Guarani 3x3 São Paulo (3x4 pênaltis)
Local: Brinco de Ouro da Princesa (Campinas)
Juiz: José de Assis Aragão (SP)
Renda: CZ$ 44.222,00
Público: 37.370 espectadores

São Paulo


Em pé: Fonseca, Gilmar, Basílio, Dario Pereyra e Bernardo.
Agachados: Muller, Silas, Careca, Piter e Sidney.

Guarani: Sérgio Néri; Marco Antônio, Valdir Carioca, Ricardo Rocha e Zé Mario; Tosin, Tite (Vagner) e Marco Antônio Baiadeiro; Catatau (Chiquinho Carioca), Evair e João Paulo
Técnico: Gainete

Campanha do campeão

Em 34 jogos o São Paulo saiu vitorioso em 17, empatou em 13 e saiu derrotado em quatro. Balançou as redes 62 duas vezes e sofreu gol por 22 vezes.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Gilberto, Gilmar e Zé Carlos
Laterais: Daniel, Éder Taino, Nelsinho e Zé Teodoro
Zagueiros: Adilson, Dario Pereyra, Fonseca, Oscar, Ronald e Wagner Basílio
Meio Campistas: Bernardo, Márcio Araújo, Pianelli, Pita, Quinho, Rubinho, Silas e Vizzoli
Atacantes: Careca, Claudemir, Muller, Rômulo, Sidney e Tangerina
Técnico: Pepe

Abaixo foto das placas de fundação do São Paulo Futebol Clube:

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Futebol Recordação: Coritiba campeão brasileiro de 1985


Depois de duas semanas sem atualização, o Futebol Recordação volta com tudo para falar do Campeonato Brasileiro de 1985 e o título do Coritiba.

Com certeza a torcida coxa branca não deve estar passando por um bom momento vendo seu time, que antes não estava tão ameaçando, perigando de verdade a voltar pra Série B na última rodada do Brasileirão 09. Espero que esse post sirva como um momento mais ameno nessa situação desagradável vivida pelos alviverdes de Curitiba.

Coritiba, campeão brasileiro de 1985


O ano de 1985 reservou a despedida de um dos maiores ídolos do Cori, o atacante Índio, que deixaria a torcida após ajudar a levar o clube ao título mais importante da sua história.

O setor ofensivo praticamente não sofreu alteração na transição da temporada 84 para a temporada 85. Foram mantidos os jogadores Marco Aurélio, Toby, Lela, Índio e Édson. Já na defesa, aconteceram as aquisições dos jogadores Rafael, Gomes, Heraldo, Dida, Almir e Marildo, que chegaram para fazer companhia na defesa para André e Vavá.

Outros jogadores que chegaram para fazer parte do elenco campeão do ano foram os volantes Almir e Marildo, o goleiro Rafael e o meia-esquerda Paulinho.

No Campeonato Paranaense daquele ano, o Coxa ficou apenas em segundo, mas garantiu participação no torneio nacional através do ranking da CBF (ver na parte Fatos Curiosos).

Para a imprensa do país, ninguém reconhecia o time alviverde do Paraná como candidato ao título. Apontavam apenas para os grandes e já campeões de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Fatos Curiosos

A CBF começava a caminhar na direção de juntar o que era elite e o que era segundo escalão do futebol brasileiro. Taça de Ouro e Taça de Prata foram praticamente misturadas em uma competição apenas.

Os critérios de classificação para a disputa do Campeonato Brasileiro foram profundamente alterados. Os 20 primeiros do Ranking da CBF (anteriormente chamado de Ranking de pontos) classificaram-se para compor os grupos A e B. Já o campeão e o vice campeão da Taça de Prata de 84 e mais os 22 melhores classificados dos torneios estaduais, fariam parte dos grupos C e D.

Pela segunda vez o Brasil via a dramaticidade de uma decisão de campeonato por cobranças de pênaltis.

O Coritiba terminou a competição com apenas 41,37% de aproveitamento. Pior campanha de um campeão até então.

Ênio Andrade se transformava no primeiro técnico a vencer a principal competição do país em três clubes diferentes. Antes foi com Internacional em 1979 e com o Grêmio em 1981. E ele teve importante responsabilidade no triunfo, pois chegou no meio da competição e melhorou o rendimento do Coxa consideravelmente.

Regulamento

Primeira fase: Os times dos grupos A e B. Cada clube enfrentou todos os demais do outro grupo, em turno e returno. Cada chave teria quatro classificados: líder do turno, líder do returno e os outros dois melhores na soma dos dois turnos.

Primeira fase ²: A fórmula de disputa entre os grupos C e D foi a mesma dos outros dois grupos, porém, com cada chave tendo 12 times, ao invés de 10.

Na segunda fase sobraram 16 clubes que foram divididos em quatro grupos com quatro times cada. Cada um jogou contra os três rivais do próprio grupo em turno e returno. Os quatro líderes de cada chave passavam adiante.

A semifinal foi disputada em ida-e-volta com a classificação sendo garantida àquele que saísse vencedor na soma dos resultados.

A grande final


No momento das semifinais tínhamos de um lado a disputa entre Bangu e Brasil de Pelotas. Do outro, a disputa entre Coritiba e Atlético-MG, que pra muitos seria mais justo se fosse a final.

Nesse momento a imprensa nacional já escolhia o time a ser dado como o campeão certo. Este seria o Clube Atlético-MG. Os atleticanos diziam: “até que enfim voltaremos a ser campeões brasileiros”. Nem da semi passaram, sendo surpreendidos pelo bom time do Coritiba.

Para dar tranqüilidade aos seus jogadores, o técnico Ênio Andrade levou seus comandados para a Toca da Raposa, em Minas Gerais, tirando o elenco do calor da torcida coxa-branca que estava bem eufórica na capital paranaense.

Lá na concentração, Ênio passava uma fita de um dos jogos do Bangu no quadrangular final. No meio da apresentação, ele desligou o televisor muito enfurecido e disse aos seus comandados: “esse time do Bangu é horrível! Eu não aceito que nós, que vencemos todos os favoritos desse campeonato, saiamos derrotados dessa final!”

No Maracanã, um acontecimento histórico. As quatro grandes e rivais torcidas do Rio de Janeiro se uniram lotando o até então maior estádio do mundo para prestigiar o time da Zona Oeste carioca (muito veículo de comunicação pelo Brasil acha que o Bangu é do subúrbio)...

Já com a bola rolando, os jogadores do time paranaense se sentiram bastante revoltados e desrespeitados com um caminhão de bombeiro que ficava na parte externa do gramado com uma faixa comemorativa do possível título do alvirubro carioca Talvez isso tenha dado mais força para os visitantes abrirem o placar, com Índio, aos 25 minutos.

Mais tarde, foi a vez do Bangu balançar as redes com Marinho, porém, o árbitro Romualdo Arppi Filho invalidou o gol.

Mas aos 35 não teve jeito. Lulinha tornou a marcar para os donos da casa. A grande final estava empatada e assim permaneceria até o apito final do tempo regulamentar.

Durante as cobranças dos penais, nenhum jogador errou as cinco primeiras destinadas a cada equipe. No início das alternadas, porém, o ponta Aldo, do Bangu, ao ver Rafael caindo para o lado que ele chutaria, resolveu inclinar o corpo para chutar no lado contrário. A bola saiu sem força e sem direção e acabou indo pra fora.

Na entrevista coletiva após o jogo, Aldo foi explicar o pênalti perdido e originou uma das frases mais marcantes do futebol brasileiro: “Ah, eu chutei a bola. Ela foi, foi, foi e iu”.

Na sequência, Gomes do Coritiba chutou, marcou, calou o Maraca e deu início a uma festa gigantesca no Estado do Paraná. A capital Curitiba ficou pintada de verde e branco com buzinaço, gritaria e muita comemoração nas ruas.

Dados do jogo final

Bangu 1x1 Coritiba (5x6 pênaltis)
Local: Maracanã (RJ)
Juiz: Romualdo Arpi Filho (SP)
Renda: CR$ 848.064.000,00
Público: 91.527 espectadores

Coritiba


Em pé: Gomes, Heraldo, Almir, Rafael, André e Dida.
Agachados: Lela, Marildo, Índio, Toni e Edson.

Bangu: Gilmar; Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha (Gilson) e Mário; Marinho, João Cláudio (Pingo) e Ado
Técnico: Moisés

Campanha do campeão

O Coxa venceu 15 jogos, empatou 9 e perdeu apenas dois. Fuzilou as redes adversárias em 37 oportunidades enquanto foi fuzilado por 13 vezes.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Gérson, Jairo e Rafael
Laterais: André, Dida e Hélcio
Zagueiros: Caxias, Gardel, Gomes, Heraldo e Vavá
Meio Campistas: Almir, Aragonés, Eliseu, Luizinho, Marco Aurélio, Marildo e Tobi
Atacantes: Édson, Gil, Índio, Lela, Paulinho, Vicente e Zé Carlos
Técnico: Ênio Andrade

Abaixo, montagem feita pelo meu amigo Pedro Franco do blog Coxamor:

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Provas na faculdade

AVISO!!!

Excepcionalmente nesta terça não será postado o título do Coritiba de 1985. Motivo: o blogueiro que semanalmente os escreve neste espaço virtual, está com seu tempo completamente tomado por provas e trabalhos universitários.

Mas não fiquem tristes. O quadro Futebol Recordação, voltará as suas postagens normais na próxima semana.

Muito obrigado pela compreensão.

Wilson Hebert.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Futebol Recordação: Fluminense campeão brasileiro de 1984


Nesse ano de 2009 o Fluminense vinha muito mal. A campanha no Campeonato Brasileiro estava vergonhosa. Não que agora esteja de acordo com o que o torcedor tricolor espera, mas melhorou um pouco. O time já possui uma boa sequência invicta. Se antes era dado como rebaixado, hoje já não podemos afirmar isso.

E na tentativa de alegrar um pouco mais a cuca do torcedor do Flu, o Futebol Recordação traz nessa série sobre as edições do Brasileirão, o de 1984 e a inesquecível conquista do Fluminense, que pela primeira vez, conquistava um título nacional após ter vencido a Taça Roberto Gomes Pedrosa em 1970.

Fluminense, campeão brasileiro de 1984


O Flu, sem muita grana pra grandiosos investimentos, depositaria todas as suas fichas num elenco jovem e desconhecido que primeiro contaria com Carbone no comando, mas que mais tarde, durante o Campeonato Brasileiro, passaria a ter no banco a sabedoria de Carlos Alberto Parreira, tricolor de coração.

Do Sul veio meio time. A começar pelo lateral-esquerdo Branco, que mais tarde disputaria três Copas do Mundo (86, 90 e 94); os meias Jandir e Leomir; o ponta-esquerda Tato. Mas foi no ataque que chegaram os mais importantes desse pacotão sulista. Os atacantes do Atlético-PR (semifinalista do Brasileirão de 1983) desembarcariam nas Laranjeiras para se apresentar ao povo carioca. Tratava-se nada mais, nada menos do casal 20: Washington e Assis.

O mais importante dentre os que subiriam da base seria o zagueiro Ricardo Gomes (hoje técnico do São Paulo). E ele contava com o experiente Duílio (ex-Coritiba e América-RJ) para fazer a dupla defensiva.

Para dar um toque a mais de qualidade, mais tarde chegaria o paraguaio Romerito, contratado junto ao Cosmo dos EUA

Esse time já começava a causar um burburinho no Rio de Janeiro, pois conquistava o seu segundo título carioca (que no ano seguinte acabou formando o tri 83, 84 e 85) em cima do poderoso Flamengo, até então atual bi-campeão brasileiro (82 e 83), e que havia sido também campeão nacional em 1980 e da Libertadores e Mundial em 1981.

Mas nacionalmente, aquele time tricolor ainda teria que provar seu poderio.

Fatos Curiosos

Pela primeira vez, teríamos um campeão brasileiro com um patrocinador estampado na camisa, como foi possível ver na foto mais acima.

Também pela primeira vez, um clássico carioca decidiria o Campeonato Brasileiro.

E apesar de termos dois clubes tradicionais na finalíssima, 1984 foi o ano das zebras. O Cruzeiro não conseguiu sequer passar para a segunda fase. Atlético-MG, Bahia, São Paulo, Palmeiras, Internacional e Botafogo foram eliminados na segunda fase. Por outro lado, entre os dez melhores tivemos clubes sem tantas inspirações como Náutico, Portuguesa e o até então surpreendente Santo André.

E este também foi o ano da chamada “Democracia Corintiana”. Era um time que contava com craques como Sócrates, Casagrande, Zenon, Vladimir, Leão, entre outros.

Começava a acontecer muita reclamação contra a CBF pelo fato dos participantes da série A serem times que boas campanhas nos estaduais. E mesmo diante desse protesto, a Confederação reservou duas vagas para times que foram mal no regional, porém que tinha um bom retrospecto no Brasileirão. Casos de Vasco (7º no Carioca) e Grêmio (3º no Gaúcho).

Regulamento

A primeira fase se manteve com 40 clubes divididos em oito grupos de cinco times cada. Em turno e returno, se classificavam os líderes, vice-líderes e terceiros colocados. O quarto de cada chave jogaria a repescagem.

Na repescagem, repetição dos anos anteriores. Temos oito times sendo divididos em quatro confrontos. O vencedor de cada passaria adiante no torneio.

Já na segunda fase, mudanças. Ao contrário de 1983, quando esta etapa contava com 32 clubes, em 84 passou a ser apenas 28. Seriam os 24 classificados da primeira fase e mais os quatro da repescagem. Divididos em sete grupos com cinco times, com todos se enfrentando dentro da chave em turno e returno, se classificariam os dois líderes de cada grupo.

A terceira fase também foi diferente. Apesar de também contar com 16 clubes, os critérios de classificação com relação a duas vagas mudariam. Continuaria com os classificados vindos da segunda fase (14 times), mais o campeão – vice-campeão não teria mais vaga - da Taça CBF (segunda divisão), e a novidade: o time de melhor campanha da segunda fase entre os não classificados. Maluquice, não?

Na fase final tínhamos quartas-de-final, semifinais e final. Eram jogos de ida e volta com o time de melhor campanha tendo o direito a mando de campo na segunda partida.

A grande final


A troca de técnico aconteceu quando o time estava numa evolução de relacionamento. Muitos jovens talentosos misturados com alguns experientes rendiam até então uma verdadeira família tricolor. Mas em dado momento a diretoria resolveu trocar Carbone por Carlos Alberto Parreira. E isso acabou sendo positivo. Parreira, demitido da Seleção, chegava com o seguinte discurso: cheguei pra ser campeão!

E nos jogos finais, um confronto muito esperado pela imprensa, especialmente a carioca. Como adiantado nos “Fatos Curiosos” desse post, foi o primeiro clássico carioca numa decisão de Campeonato Brasileiro. E isso não foi uma mera obra do acaso. Ali estavam reunidos o melhor ataque da competição (Vasco com 51 gols) e a defesa menos vazada (Fluminense com apenas 13 gols sofridos).

No primeiro jogo tivemos uma confronto interessante e peculiar. Dois times técnicos, porém o tricolor era mais jovem e o vascaíno mais experiente. E a juventude derrotou a bagagem. Com seu refinado toque de bola e jogo envolvente, o Flu chegou à vitória por 1x0 com gol de Romerito, marcado aos 23 do primeiro tempo. O meia paraguaio, inclusive, foi o grande destaque da partida fazendo uma exibição inesquecível.

Para a segunda partida, do lado cruzmaltino a necessidade da vitória. Isso fez o técnico Edu adotar um esquema ultra ofensivo. Jussiê, que era atacante, substituiria o meia Mauricinho.

Com 90 minutos de pura emoção com lances de ataque tanto para um lado como para o outro, o excelente poder ofensivo do Vasco não foi o bastante para vencer a exuberante defesa do Fluminense. Resultado final: 0x0 e festa tricolor.

Um dado interessante após o apito final da segunda partida foi a chuva de pó de arroz feito pela torcida das “três cores”. Fato esse que fazia o lado direito do Maracanã parecer que acontecia uma chuva de neve, ou uma neblina mesmo. A emoção tomou conta dos corações tricolores. A empolgação foi sem limites.

Dados do jogo final

Vasco 0x0 Fluminense
Local: Maracanã (RJ)
Juiz: Romualdo Arpi Filho (SP)
Renda: CR$ 638.160.000,00
Público: 128.781 espectadores

Fluminense


Em pé: Aldo, Paulo Vítor, Duílio, Ricardo Gomes, Jandir e Branco.
Agachados: Romerito, Delei (ali no meio da criançada), Washington (do outro lado da taça), Assis e Tato.

Vasco: Roberto Costa; Edevaldo, Ivã, Daniel Gonzáles e Airton; Pires, Mário e Arturzinho; Jussiê (Marcelo), Roberto Dinamite e Marquinho
Técnico: Edu

Campanha do campeão

Em 26 jogos, o Flu atropelou os adversários em 15 vezes e foi atropelado em apenas duas. Foram 9 empates. O ataque fuzilou com 37 gols e tomou apenas 13.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Paulo Vitor e Ricardo Lopes
Laterais: Aldo, Beto, Branco, Carlos Eduardo, Getúlio e Renato Martins
Zagueiros: Duílio, Maurão, Ricardo Gomes e Vica
Meio Campistas: Assis, Delei, Edson, Jandir, Leomir, Renê e Romerito
Atacantes: Daíco, Paulinho, Paulinho Cascavel, Rogério, Ronaldo, Tato, Washington e Wilsinho
Técnico: Carlos Alberto Parreira

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Futebol Recordação: Flamengo campeão brasileiro de 1983


E aqui no Pitacos do Bodaum o Flamengo segue soberano. Agora ele empata com o Internacional. Para cada clube, são três postagens sobre título de campeão brasileiro.

E para refrescar a memória da galera, em todos esses post’s já falamos sobre superlotação de campeonatos com edições em que o Governo Militar impôs a presença de alguns clubes; já falamos também do momento em que o Inter de Porto Alegre foi o time sensação do país e falamos também da invasão da torcida corinthiana numa semifinal contra o Fluminense em pleno Maracanã.

Tudo isso e muito mais, é fácil de você conferir e passar a ficar sabendo. Basta acompanhar as postagens do Futebol Recordação e você se tornará um expert quando o assunto for acontecimentos antigos do Campeonato Brasileiro.

Flamengo, campeão brasileiro de 1983


Nos últimos três anos, campeão do mundo, duas vezes campeão brasileiro e um time que na verdade era uma seleção. Desde as categorias de base até os profissionais jogando o fino do futebol. Encantando e mostrando um lado romântico e particular de como o futebol poderia ser praticado.

O Mengão entrou pra disputa em 1983 como o franco favorito. Mas as coisas foram caminhando numa força paralela. Enquanto o Fla mais uma vez atropelava todo mundo durante a competição, Zico, o Deus rubro-negro, acertaria uma transferência para a Itália. Já durante as finais, isso viria à tona. Então, ao mesmo tempo em que a Nação esperava por mais um título, ela também sabia que seria obrigada a encarar uma despedida dolorosa.

O grande craque que agitou o início da década de 80 fazendo do Clube de Regatas do Flamengo, um clube vencedor no Rio de Janeiro, se tornar uma potência mundial, iria sair do seu time para ganhar o mundo no futebol europeu, mais precisamente na Udinese. Muita alegria e muita tristeza marcariam o final da temporada para o torcedor flamenguista.

Fatos curiosos

Pela terceira vez um clube conquistava um bicampeonato (dois anos seguidos). Antes do Mengão fazer a dobradinha 82-83, a marca do bi já havia sido feita por Palmeiras e Internacional.

O número de participantes continuava o mesmo dos anos anteriores: 44.

E a fórmula não sofreu mudanças profundas. Grande parte foi mantida. Mas o que tivemos de novo foi a criação de uma terceira fase de grupos antes dos jogos finais.

Novamente os quatro primeiros da primeira fase da Taça de Prata (segunda divisão), garantiriam acesso a segunda fase da Taça de Ouro (primeira divisão).

Em 1981 e 1982 a definição de participantes levava em conta o resultado final dos campeonatos estudais. Porém em 83 abriu-se um parênteses. O Santos, vice-campeão do ano anterior, terminaria o Paulistão da temporada em questão apenas em oitavo. Com isso, pelo regulamento ele deveria disputar a primeira fase da Taça de Prata. Mas foi gentilmente convidado pela CBF para começar o certame nacional na elite.

Regulamento

A primeira fase tinha 40 clubes divididos em oito grupos de cinco times cada. Em turno e returno, se classificavam os líderes, vice-líderes e terceiros colocados. O quarto de cada chave jogaria a repescagem.

Na repescagem, temos oito times sendo divididos em quatro confrontos. O vencedor de cada passaria adiante no torneio.

Na segunda fase, temos 24 classificados diretamente e mais quatro vindos da repescagem e ainda os quatro líderes da primeira fase da Taça de Prata. Formaram oito grupos de quatro times cada. Em turno e returno, se classificavam os dois líderes de cada grupo.

Já na terceira fase, restavam 16 clubes. Estes foram divididos em 4 agrupamento com 4 times em cada. Passavam para os quartas-de-final os líderes e vice-líderes de cada grupo.

Na fase final tínhamos quartas-de-final, semifinais e final. Eram jogos de ida e volta com o time de melhor campanha tendo o direito a mando de campo na segunda partida.

A grande final – Pancadaria no segundo jogo.


Primeiro jogo da final num Morumbi lotado. Eram incríveis 114.481 torcedores se apertando nas dependências do estádio são paulino. Apesar da torcida santista ser ampla maioria, a presença rubro-negra também foi bastante notável. Em vão...

No jogo só deu Santos. O primeiro tempo foi todo dos paulistas que pressionaram, mas foram para o intervalo com apenas 1x0 no placar, gol de Pita. No segundo tempo, aos 18 minutos, Serginho Chulapa aumentou a vantagem. Festa no estádio. Os torcedores acreditavam no que parecia difícil: bater o tão temido time do Flamengo.

Com tanta empolgação por parte dos alvinegros, os cariocas se aproveitaram para diminuir num contra-ataque fulminante. Baltazar (que chegara ao time naquele ano para substituir Nunes) foi o autor do gol.

Segundo jogo no Maracanã. Duas certezas de cada lado. O time liderado por Chulapa, artilheiro da competição, chegava para sacramentar o título em cima do time sensação do Brasil. O time comandado por Zico, que dava seu adeus da Gávea, não queria apenas desfazer a vantagem do adversário, mas sim devolver o baile que havia tomado em São Paulo.

Com 40 segundos de jogo, Júnior chutou uma bola forte. Marolla rebateu deixando rebote para Zico, que marcou o primeiro gol. A partir daí, o Santos tentava na base da individualidade equilibrar a partira para tentar empatar o placar. Mas o Flamengo inflamou a sua galera, que comparecia num número recorde para final, 155.523 pessoas. Partindo pra cima com tudo, o Fla ampliou aos 39 da primeira etapa com gol de cabeça do lateral Leandro, após cobrança de falta de Zico.

No segundo tempo o Peixe não quis saber de mais nada e partiu pra cima quase que de forma irresponsável. Abusando de deixar espaço pro Mengão, Robertinho pegou uma bola e deu uma arrancada estupenda pela direita, chegou a linha de fundo e cruzou na cabeça de Adílio, 3x0 pro Fla.

Com o resultado, conforme chegava o final do jogo, repórteres, fotógrafos, profissionais do Flamengo e do Maracanã se amontoavam na beirada do campo. Nas cobranças de laterais santistas começava a acontecer muita reclamação, pois os jogadores alegavam que aquela multidão atrapalhava o prosseguimento do jogo.

Já perto do término da partida, o Santos tinha uma lateral pra cobrar, mas segundo seus jogadores, um dos fotógrafos escondeu a bola. Como eles já estavam nervosos com toda aquela bagunça, além de estarem perdendo, partiram pra cima daquele pessoal que estavam na beirada do campo. Socos, chutes, xingamentos, empurrões e até mesmo cusparadas no rosto foi possível se observar, tanto do lado dos jogadores do time paulista, como dos jornalistas cariocas na beirada do campo formando uma pancadaria generalizada. Fato lamentável.

Bem distante dessa confusão, os jogadores do Fla esperaram o apito final para comemorar, junto do mar de torcedores presentes, o seu terceiro título de campeão brasileiro. Depois de uma pancadaria, festa total no Maraca!!!

Dados do jogo final

Flamengo 3x0 Santos
Local: Maracanã (RJ)
Juiz: Arnaldo César Coelho
Renda: CR$ 168.700.000,00
Público: 155.253 espectadores

Flamengo


Em pé: Bigu, Raul, Mozer, Marinho, Leandro e Júnior;
Agachados: Élder, Adílio, Baltazar, Zico e Júlio Cesar.

Santos: Marola; Toninho Oliveira, Joãozinho, Toninho Carlos e Gilberto; Toninho Silva (Serginho II), Paulo Isidoro e Pita; Camargo (Paulinho Batistote), Serginho e João Paulo
Técnico: Formiga

Campanha do Campeão

Em 26 jogos, foram 14 triunfos, 7 jogos em igualdade e 5 resultados negativos. Os gols marcados foram 57 e os sofridos 30.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Cantarele, Luiz Alberto e Raul
Laterais: Adalberto, Ademar, Cocada, Junior e Leandro
Zagueiros: Figueiredo, Marinho, Mozer e Ronald
Meio Campistas: Adílio, Andrade, Bigu, Gilmar, Vitor e Zico
Atacantes: Baltazar, Bebeto, Edson, Élder, Felipe, Julio César, Lico e Robertinho
Técnico: Carlos Alberto Torres

Zico dá adeus à Gávea

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Futebol Recordação: Flamengo campeão brasileiro de 1982


Vamos dar continuidade a uma série, dentro de outra série que pertence a um quadro. Sim, porque no Futebol Recordação, estamos falando de todos os Campeonatos Brasileiros, desde o primeiro. Chegando à década de 80, nos deparamos com o segundo título do Flamengo, numa série que você não perde por esperar nas postagens seguintes aqui no Pitacos.

Mas por enquanto, vamos conter a ansiedade, principalmente dos amigos leitores flamenguistas e vamos aqui, neste espaço, falar sobre o bi-campeonato conquistado no ano de 1982 pelo Mengão.

Flamengo, campeão brasileiro de 1982.


Seria impossível o Flamengo chegar pra aquela disputa com mais moral do que já chegava. No ano anterior, apesar de não ter sido campeão brasileiro, havia conquistado o Carioca, a Libertadores e o Mundial. Se no título de 1980 o Fla provou sua grandeza além das fronteiras do Rio de Janeiro, em 82 não precisava provar mais nada, pois o mundo todo já tinha conhecimento da força do clube.

A base do time foi mantida, mas mesmo assim houve uma mudança significativa. Com a morte do treinador Claudio Coutinho, dias antes do terceiro jogo da final do Campeonato Carioca de 1981, Paulo Cesar Carpeggiani assumiu o comando técnico da equipe e se manteve durante toda a disputa do Brasileirão de 1982.

Zico permaneceria no papel de estrela, capitão, craque e ídolo do time, além de ter sido também, o artilheiro do torneio.

Fatos curiosos

Apesar do Grêmio, atual campeão brasileiro na época, ter feito a final da competição com o Flamengo, atual campeão mundial, foi o Guarani que conseguiu certa marca até invejável.

Com um ataque formado por Lúcio, Jorge Mendonça, Careca e Ernâni Banana, o Bugre conseguiu atingir a maior média de gols de uma equipe numa única edição inteira de Campeonato Brasileiro. Foram 53 gols em apenas 20 jogos, totalizando uma média de 2,65 gols por partida. O Palmeiras em 79, fez 16 gols em cinco jogos, média de 3,20 por jogo. Mas o alviverde entrou na disputa já nas quartas-de-final.

Como as duas partidas das finais terminaram empatadas (você verá mais adiante nesse post) pela primeira vez o Campeonato Brasileiro seria decidido na disputa de um terceiro jogo na grande final.

Regulamento

Em 82 o regulamento foi diferente do ano anterior. A primeira fase, também tinha 40 clubes, porém, divididos em oito grupos de cinco times cada. Em turno e returno, se classificavam os líderes, vice-líderes e terceiros colocados. O quarto de cada chave jogaria a repescagem.

Na repescagem, temos oito times sendo divididos em quatro confrontos. O vencedor de cada passaria adiante no torneio.

Na segunda fase, temos 24 classificados diretamente e mais quatro vindos da repescagem e ainda os quatro líderes da primeira fase da Taça de Prata. Formaram oito grupos de quatro times cada. Em turno e returno, se classificavam os dois líderes de cada grupo.

Na fase final foi mantida a formula do ano anterior com oitavas-de-final, quartas-de-final, semifinais e final. Eram jogos de ida e volta com o time de melhor campanha tendo o direito a mando de campo na segunda partida.

A grande final – terceiro jogo com ofensas e clima de guerra


Não há dúvidas nenhuma que ali acontecia o encontro das duas melhores equipes do país no momento. O Grêmio tinha sido campeão brasileiro no ano anterior. Já o Fla, tinha conquistado o caneco em 80 (ambas as conquistas você já viu, ou pode ver aqui no blog mais abaixo). O time gaúcho tinha a vantagem de jogar a segunda partida e uma eventual terceira em casa e ainda tinha a seu favor o fato de precisar, apenas, de três empates para ser o campeão.

O primeiro jogo caminhava para o que seria o segundo triunfo gremista. Com um 0x0 muito disputado, aos 38 do segundo tempo, Tonho abriu o placar para os gaúchos. Os mais de 138 mil torcedores que abarrotavam o Maraca pareciam não acreditar no que viam. Nem mesmo a parcela de torcedores visitantes. Mas como prometido logo após o golpe, Zico empatou o jogo numa bela jogada individual aos 42 minutos da etapa final.

Para a segunda partida, do lado tricolor, a certeza era uma: seremos campeões em cima dos campeões mundiais. Com isso, foram nada mais nada menos do que 74.238 torcedores para lotarem o Olímpico.

Apesar de um jogo muito truncado com o Grêmio fazendo a maior parte das jogadas ofensivas do jogo e não conseguindo furar a forte e competente retranca rubro-negra, o jogo acabou mesmo em 0 a 0 obrigando as equipes a protagonizarem um terceiro encontro.

Nas entrevistas após o término da segunda partida, o clima esquentou de vez. O goleiro Leão, do Grêmio, disse que o Flamengo era um time de covardes. Durante a semana que intermediou o segundo e o terceiro jogo da final, o centroavante flamenguista Nunes, não satisfeito com a declaração do rival prometeu um gol em cima de Emerson Leão. No Globo Esporte que foi ao ar no dia da final, Zico disse que havia sonhado com a vitória por 1x0, sendo Nunes o marcador do gol.

O jogo decisivo, conseqüente dessas polêmicas, começou bem quente. Logo com dois minutos de bola rolando, Leão defendeu uma bola e sofreu carga do seu “inimigo” Nunes. Em resposta, o goleiro gremista não pensou duas vezes e mandou o cotovelo no rosto do 9 da Gávea. O atacante rubro-negro virou, apontou para o rosto de Leão e disparou: vou fazer um gol em você, seu babaca! Foto da cena abaixo:


Com dez minutos de bola rolando, Zico pegou uma bola no meio campo, saiu driblando meio time do Grêmio e deixou o “João Danado” na boa para tocar na saída de Leão e fazer o gol único da partida. Com o resultado, o Mengão passou a se segurar no jogo, segurando as investidas tricolores ao ataque.

Mas com o gol de Nunes ficou visível que a partida tomava outra característica com os gremistas construindo jogadas e partindo pro ataque de forma desesperada. Nesse momento cresceu a figura do goleiro flamenguista Raul, que em um dos lances, chegou a tirar uma bola de dentro do gol. Até hoje há muita reclamação dos gaúcos por causa desse lance. Em sites de vídeos, é possível observar que a bola chegou a entrar no gol, que não foi validado. Mas no resumir dos fato, o título acabou mesmo indo para a Gávea.

Para o técnico Paulo Cesar Carpeggiani, o gosto foi mais do que especial. Revelado e tendo atuado boa parte da carreira de jogador no rival do Grêmio, o Internacional, sendo inclusive vencedor da maioria dos GRENAIS que disputou, ele comemorou a conquista duplamente.

Festa na casa do oponente. Mas em todo o Brasil, a torcida que crescia cada vez mais, (principalmente no Nordeste, influenciado pelas rádios que haviam transmitido a Libertadores e a final do Mundial de 81) gritava e comemorava o segundo titulo do Flamengo.

Dados do jogo final

Grêmio 0x1 Flamengo
Local: Olímpico (Porto Alegre)
Juiz: Oscar Scolfaro (SP)
Renda: CR$ 29.579.900,00
Público: 62.256 espectadores

Flamengo


Em pé:
Leandro, Raul, Marinho, Figueiredo, Andrade e Júnior;
Agachados: Tita, Adílio, Nunes, Zico e Lico.

Grêmio: : Leão; Paulo Roberto, Newmar, De Leon e Paulo César; Batista, Paulo Isidoro e Vilson Tadei; Renato, Baltazar (Paulinho) e Tonho (Odair)
Técnico: Ênio Andrade

Campanha do campeão

O Mengão, em 23 jogos, venceu 15, perdeu apenas 2 e empatou 6. Balançou as redes adversárias em 48 oportunidades e lamentou gol sofrido por 27 vezes.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Cantarele e Raul
Laterais: Junior e Leandro
Zagueiros: Marinho e Mozer
Meio Campistas: Adílio, Andrade, Tita, Vitor e Zico
Atacantes: Anselmo, Chiquinho, Edson, Lico, Nunes, Peu, Popéia, Reinaldo e Zezé
Técnico: Paulo César Carpeggiani

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Conhecendo a Vizinhança: entrevista com Carlão Azul do Sou Cruzeirense



A volta do Conhecendo a Vizinhança vem em grande estilo. Este é um dois grandes amigos feito por este blogueiro que vos escreve nesse mundo da blogosfera. Foi a segunda pessoa a comentar no “Futebol, Música, Etc” (meu primeiro blog) logo após a sua estréia. Portanto, tenho uma admiração especial por ele.

Carlão Azul é um cara que mesmo sem tempo, permanece atualizando o Sou Cruzeirense. Talvez, seja um dos blogueiros que mais tenha paixão pelo seu blog.

Acompanhe essa entrevista sincera e interessante:

Quando, como e por que nasceu o Sou Cruzeirense?

Nasceu sem planejar, isso é certo. Eu já visitava bons blogs sobre o Cruzeiro, e um dia comecei criando um blog, quase sem querer. Depois de criado gostei demais da possibilidade de falar sobre o meu time, de divulgar tudo que eu pudesse sobre ele. O blog nasceu depois do site que também começou mais ou menos assim, meio que por acaso. Infelizmente tiraram meu site do ar, em julho desse ano, era servidor free. Criei também esse ano o Blog Sou Cruzeirense-Brindes, para postar vídeos, figuras e qualquer coisa sobre o Cruzeiro e assim disponibilizar para a torcida esses conteúdos.

Quais são os blogueiros em que você se espelha?Por quê?

Admiro muito o Jorge Santana do Blog Páginas Heróicas Digitais. Ele é inteligentíssimo, culto e toca muito bem o melhor blog que existe sobre o Cruzeiro. Tem também o Benny The Dog do Blog do Cruzeirense que além de muito bem humorado é um perfeito mago das imagens. Também o Vinícius Grissi (Marcação Cerrada) é um blogueiro que eu leio constantemente e pra mim é um dos melhores da blogosfera, isso entre os que ainda não tem uma carreira jornalística.

O que você mais foca para falar do Cruzeiro? Quais suas fontes e inspirações para escrever seus textos?

Últimamente só tenho conseguido postar sobre os jogos do Cruzeiro. Não ta dando tempo nem pra cuspir por compromissos e obrigações profissionais, mas o pouco tempo que tenho, limitando-se aos posts sobre os jogos eu retiro a inspiração do próprio jogo. Claro que pesquiso alguns itens do jogo nos sites específicos e no site oficial.

Entre tantos posts, você consegue escolher um como aquele que mais te marcou?

É difícil demais escolher um, mas tem o da Sassá, que me recordo foi um dos campeões de comentários no blog. Fiz com muito carinho esse post, pois além de conhecer pessoalmente a jogadora de Vôlei eu sempre lutei para que a grande carreira dela fosse mais valorizada e reconhecida em Barbacena.



O que você dá mais importância nos blogs alheios? E por quê?

Com certeza ao conteúdo, a um texto bem feito e inteligente. É agradável e faz bem ler bons textos, agora figuras e fotos bonitas também são importantes.

Desde que você faz parte da blogosfera, qual a melhor e a pior situação ocorrida em seu blog e/ou em algum outro blog?

Sem dúvidas foi agora há pouco quando fomos vice-campeões da Libertadores. Tive muitos comentários ofensivos de argentinos (?!) e de torcedores do inexpressivo rival local. Tive tantos problemas que optei por moderar todos os comentários naquele período.

Existe alguma coisa que outros blogueiros fazem no próprio blog que você, como visitante, reprove totalmente? Se sim, o que?

Não é o caso de reprovar, mas tem uma coisa que acho que não deveria ser utilizada em blogs ou até msmo sites. É a música no blog. A gente entra no blog e logo uma música começa a tocar só que quase sempre estamos no local de serviço e isso não é legal.

E o que você tem a dizer, a respeito daqueles blogueiros que vão a outros blogs APENAS para deixarem o endereço do próprio blog, fazendo divulgação e nem sequer comentam o post do blog que está visitando?

Nunca utilizei deste instrumento de publicidade desta maneira, só colocando o link. Mas é uma ótima maneira de divulgar seu blog, só que tem de ser utilizada com critério, pois muitas pessoas não gostam desse tipo de publicidade que é invasiva. Eu sempre utilizo, mas não coloco meus links sem antes comentar sobre o conteúdo do post. Só colocar o link eu creio que seja desrespeito.

Você consegue descrever pra gente o perfil da maioria dos seus leitores?

Outra coisa difícil. Mas as maioria dos que me visitam e comentam são blogueiros. Agora os que só lêem não dá nem pra gente saber quem é.

Liste agora pra gente, os sete melhores blogs em sua opinião.

PHD do Jorge Santana;
Blog do Cruzeirense - Benny The Dog;
Blog Azul Cruzeiro – Rafael Amaral;
C.I.Informando – Lú Silva;
Torcida Cinco Estrelas;
A Bela e a Bola – Clítia Milagres;
Blog LC – Leônidas;
E tem mais, muito mais, mas você só pediu sete aí ficou difícil de falar de todos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Futebol Recordação: Grêmio campeão brasileiro de 1981


O Futebol Recordação volta com tudo para fazer um lembrete aos amigos leitores do Pitacos do Bodaum. Este quadro tem certo de postagem. Ou seja, toda terça-feira a noite vocês podem passar por aqui que com certeza terão mais uma postagem dessa série que fala sobre acontecimentos do passado futebolístico.

E caso você visite esse blog numa terça no inicio da noite e ainda não haja uma nova postagem, pode ter certeza, ela estará sendo preparado. Se não houver, sempre haverá um aviso.

Grêmio, campeão brasileiro de 1981


O Grêmio era um time considerado raçudo, aguerrido, mas que estava em dívida com sua torcida, pois ainda não tinha dado nenhum conquista importante aos seus apaixonados, enquanto o Internacional já era tri campeão brasileiro. Daí em diante, a década de 80 veio para mudar todo esse panorama.

Um grande campeão gaucho passava a se firmar como vencedor a nível nacional e mais tarde, continental e mundial também.

E tudo começou com a contratação de um comandante que já tinha sido campeão brasileiro com o próprio Internacional, Ênio Andrade. Mas havia um problema sério. Por mais que a torcida começasse a pressionar cada vez mais, o clube não tinha dinheiro para grandes contratações.

Com uma verdadeira bomba na mão Ênio olhou para os meninos das categorias de base e vislumbrou jogadores que poderiam dar conta do recado.

Começando a temporada com um time nada promissor, cheio de jovens desconhecidos e que não despertava nem um pouco de confiança por parte da torcida, a pressão e exigência por um resultado satisfatório ao final do ano só aumentava.

Mas o Tricolor dos Pampas sempre foi Copero y Peleador. Começou aí a ser escrita, pelo menos a nível nacional, a sua tradição de crescer nos momentos de maiores dificuldades. Um clube iria mostrar ao país que não está morto quem pelea. Muito pelo contrário. Todos iriam passar a conhecer o verdadeiro Imortal do futebol brasileiro.

Fatos curiosos

A CBF mudara os critérios de acesso à Taça de Ouro (primeira divisão). A partir desse ano, passariam a valer os resultados e classificações finais dos campeonatos estaduais para decidir quais clubes teriam condições de jogar na elite do futebol brasileiro.

Seria mantida, entretanto, o acesso na segunda fase dos quatro primeiros da primeira fase da Taça de Bronze (segunda divisão) do mesmo ano.

Como o Palmeiras fez uma péssima campanha no Paulistão de 1980 e não conseguiu ficar entre os seis líderes (vagas a Taça de Ouro), acabou iniciando o Nacional na Taça de Bronze. Era a primeira vez que um campeão brasileiro jogaria a segunda divisão. Mas como terminou a primeira fase entre os quatro, ao lado de Náutico, Bahia e Uberaba, disputaria a segunda fase da primeira divisão.

A quantidade de vagas por campeonato estadual era a seguinte: São Paulo (6), Rio de Janeiro (5), RS, MG, PR, BA, PE, CE e GO (2). E mais 13 Estados seriam representados apenas com os respectivos campeões.

Regulamento

A primeira fase, com 40 clubes, foi dividia em quatro grupos de dez. Os sete primeiros se classificavam.

Com 28 advindos da primeira fase mais os quatro que subiam após jogar a primeira fase da Taça de Prata, totalizando 32, foram divididos em oito grupos de quatro, cada. Em dois turnos, os dois líderes de cada chave passariam a diante.

A fase final sofreria mudança com relação ao ano anterior. Dessa vez passaríamos a ter oitavas-de-final, quartas-de-final, semifinais e final. Eram jogos de ida e volta com o time de melhor campanha tendo o direito a mando de campo na segunda partida.

A grande final


Logo de cara o São Paulo foi considerado favorito, principalmente pela imprensa de fora do Rio Grande do Sul. Acontece que dentro da sua cidade, todos sabiam do esforço gremista para montar aquele time. No início daquela temporada (como dito nesse post) ninguém acreditava que o Grêmio pudesse chegar onde chegou. Ninguém daria um centavo numa aposta pelo Tricolor. Mas a torcida, apesar de cobrar bastante esse título, sempre depositou muita fé, mesmo se tratando de um time de desconhecidos, de jovens.

Inclusive, em São Paulo, até pelo fato da haver a vantagem do jogar o segundo jogo em casa, havia parte da crônica especializada encarando a grande finalíssima como combate já vencido pelo tricolor... Paulista.

O São Paulo tinha um time com grandes craques, nomes conhecidos e que já serviam a seleção. Dentre os que viveram a época, muitos chegam a mencionar um certo menosprezo paulista para com os gaúchos. Mas fez bem quem esperou ver, para crer.

Primeira partida no Olímpico e no finalzinho do primeiro tempo, Serginho Chulapa abria placar. Os sorrisos paulistas pareciam dizer: “óbvio que seria dessa forma, já somos campeões”. São paulinos desciam ao vestiário tentando esconder a empolgação. Já os gremistas pareciam estar com o sangue fervendo. Ninguém imaginava o que iria acontecer no segundo tempo.

Relembrando tudo aquilo que tinha sido o ano, com uma batalha do inicio ao fim para montar um time barato, porém que jogasse bem, a torcida não hesitou em gritar o nome do time e dar apoio, mesmo que o título não viesse.

Com dez minutos de segundo tempo, Paulo Isidoro transforma o que seria mais uma final de Campeonato Brasileiro, num verdadeiro conto épico do nosso futebol. O Grêmio havia empatado o jogo. Os são paulinos por sua vez, poderiam chegar a seguinte conclusão: tudo bem, empataremos aqui e venceremos em casa.

Mas aos 24, novamente ele. Paulo Isidoro marca mais um gol e por incrível que pudesse parecer para alguns, coloca o time gaucho na frente. E com esse placar, até de certa forma improvável, as atenções se voltariam para o Morumbi. Muitos se perguntavam: o que vai acontecer agora?

O primeiro tempo da segunda partida teve certa pressão do São Paulo, mas o 0 não saía do placar. O time gremista já estava satisfeito com o que havia conseguido até então, pois aquele resultado já dava o titulo ao Grêmio, mas eles queriam mais. Muito mais. Enquanto os paulistas tinham certeza absoluta que iriam desfazer a vantagem dos gaúchos.

Com 9 minutos de segundo tempo, Baltazar fez o inesperado. Grêmio 1x0. Em pleno estádio do Morumbi. Aí o São Paulo foi à loucura. O jogo começava a ficar nervoso e quente ao mesmo tempo em que os, até então derrotas, não acreditavam no que estava acontecendo. Tanto que faltando poucos minutos para o fim da partida, Chulapa se descontrolou e acabou sendo expulso.

A apito final veio com uma definição: Não está morto quem pelea. O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é sim Imortal. É sim campeão! Festa no Rio Grande do Sul regada a chimarrão e muito churrasco para comemorar.

Dados do jogo final

São Paulo 0x1 Grêmio
Local: Morumbi (SP)
Juiz: José Roberto Wright (RJ)
Renda: CR$ 33.819.400,00
Público: 95.106 espectadores

Grêmio



Em pé: Leão, Paulo Roberto, China, Casemiro e Hugo De León;
Agachados: Tarciso, Vilson Tadei, Baltazar, Paulo Isidoro e Odair.

São Paulo: Valdir Peres; Getúlio, Oscar, Dario Pereyra e Marinho Chagas; Élvio, Everton (Assis) e Renato; Paulo César, Serginho e Zé Sérgio
Técnico: Carlos Alberto Silva

Campanha do campeão

Em 23 jogos, os gremistas comemoraram 14 vitórias, choraram 7 derrotas e ficaram insatisfeitos com 7 empates. Marcaram 32 gols e sofreram 21.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Leão e Remi
Laterais: Casemiro, Dirceu, Paulo Roberto e Uchôa
Zagueiros: De Leon, Newmar, Vantuir e Vicente
Meio Campistas: Bonamigo, China, Flávio, Jurandir, Paulo Isidoro, Vilson Tadei
Atacantes: Baltazar, Héber, Odair, Plein, Renato Sá e Tarciso
Técnico: Ênio Andrade

Abaixo a foto do troféu do Brasileirão de 1981


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Futebol Recordação: Flamengo campeão brasileiro de 1980


A maioria com certeza sabe. A minoria, talvez não saiba, mas agora ficará sabendo. Este que vos escreve nunca escondeu, muito pelo contrário, sempre assumiu com todo orgulho o time que torce. Este é o Flamengo.

A partir desse fato, podem certeza, vocês estão diante de um dos posts que mais vão marcar a vida blogueira deste ser. Já estava marcando antes mesmo das primeiras tecladas.

Vamos nessa, saber como foi a primeira conquista nacional do Mengão!

Flamengo, o maior campeão nacional da década de 80


Nos últimos anos da década de 70 uma revolução aconteceu na Gávea. Estava sendo construída a máxima rubro-negra que diz: craque, o Flamengo faz em casa.
De 77 em diante, Zico e sua turma começava a ganhar um entrosamento dentro das quatro linhas. E fora também. Não apenas como um time de futebol, mas como uma família. As vitórias começavam a virar rotina à medida que os títulos eram somados.

Como tradicionalmente acontece no mengão, o tri campeonato carioca conquistado em 1980 embalava mais uma vez a equipe para o Brasileirão. Mas ao contrário dos anos anteriores, estava no ar a sensação de que aquela equipe (que tinha jogadores como o goleiro Raul, Rondinelli, Marinho, Paulo Cesar Carpeggiani, Andrade, Adílio, Tita e os grandes craques do time, Zico e Júnior) estava enfim, preparada pra uma conquista como o Campeonato Brasileiro. Mas o objetivo mesmo, era degrau por degrau, chegar ao título de campeão mundial.
E todo esse esquadrão que viria a caminhar cada vez mais vitorioso nos anos seguinte tinha o comando de Claudio Coutinho.

Mas bastava sair da Gávea, para as expectativas com relação ao Fla mudarem de tom. Principalmente fora do Rio, o time era conhecido como caseiro; aquele que só ganhava disputas domésticas muito influenciado pelo fato de jogar no Maracanã. A imprensa de outros estados costumava dizer que quando o time carioca saía do Rio de Janeiro, se tornava uma equipe comum, que não ganhava nada. Mal sabiam do que estava por acontecer no futuro próximo.

Fatos Curiosos

Com uma confederação própria pra cuidar do futebol brasileiro – a Confederação Brasileira de Desporto havia se desmembrado em várias entidades em 1979, sendo uma delas a Confederação Brasileira de Futebol – os clubes brasileiros resolveram dar seu primeiro grito de independência contra o que vinha acontecendo no regulamento. Ano após ano, o governo militar incluía cada vez mais participantes no Brasileirão. Justamente no ano que a CBD deixou de existir, nascendo assim a CBF, o número de equipes na disputa foi de 94.

A CBF cedeu as investidas dos clubes e dividiu as equipes em três escalões. O mais alto ficou sendo chamado de Taça de Ouro, que contava com os 40 clubes considerados mais fortes na época. Também foram criadas as Taça de Prata e de Bronze.

O sistema de acesso também foi um pouco “diferente”, porém menos absurdo do que vinha acontecendo anteriormente. Na primeira fase da Taça de Prata, os quatro melhores colocados já passavam a jogar a Taça de Ouro, no mesmo ano. Ao término da segunda fase do escalão intermediário, as duas melhores equipes habilitavam-se a jogar na elite do futebol nacional no ano seguinte.

Outro fato curioso é o questionamento da arbitragem das duas finais feitas por parte dos atleticanos. Segundo os vice-campeões daquele ano, as duas arbitragens (Romualdo Arppi Filho e José de Assis Aragão, que seria apelidado mais tarde de José de Assis Mengão) haviam sido tendenciosas em favor dos cariocas num esquema que envolveria Rede Globo, (canal de televisão sediada no Rio de Janeiro e que começava a exercer cada vez mais influencia na organização de datas e regulamento do campeonato); a recém nascida CBF, que também era fixada na Cidade Maravilhosa e contava com diretores que nunca esconderam serem torcedores fanáticos do Flamengo e também ao fato de que havia uma pressão muito forte da imprensa carioca para que um time da cidade voltasse ao topo mor do futebol nacional. Até então, apenas o Vasco tinha sido campeão brasileiro.

As reclamações atleticanas são baseadas em dois gols anulados na primeira final, que poderiam abranger o placar para uma vitória por 3x0. Também pelo cartão amarelo de Reinaldo por cera, que alias, sairia de campo machucado, sem que nenhum jogador rubro-negro tivesse sido expulso. Os mineiros também ficaram descontentes alegando um exagerado número de inversões de falta, que fugiriam do normal.

Mais reclamações ainda aconteceram na segunda partida. Durante o jogo, a cada falta marcada contra o Galo, os alvinegros, já revoltados pela arbitragem da primeira partida, reagiam com veemência na tentativa de pressionar o arbitro José de Assis Aragão. Os noventas minutos correram num clima de muita tensão. Sem dúvida nenhuma, àquela altura, Atlético e Flamengo davam início a maior rivalidade do futebol brasileiro naquela época. O nervosismo foi de parte a parte, com muitos xingamentos, jogadas truculentas e atitudes ríspidas.

O que pesou a favor dos campeões, foi o fato de Reinaldo – machucado – ter perdido a paciência com o arbitro chegando a ofender sua honra. Não obstante, o juiz tomou a atitude de expulsar o principal jogador do Atlético. Esse foi o estopim para o que era apenas reclamação, se transformar em revolta por parte dos mineiros.

Regulamento

A primeira fase, com 40 clubes, foi dividia em quatro grupos de dez. Os sete primeiros se classificavam.

Com 28 advindos da primeira fase mais os quatro que subiam após jogar a primeira fase da Taça de Prata, totalizando 32, foram divididos em oito grupos de quatro, cada. Em dois turnos, os dois líderes de cada chave passariam a diante.

Quatro grupos com quatro times. O campeão de cada grupo jogaria a semifinal.

As semifinais tiveram Atlético-MG eliminando Internacional e Flamengo eliminando o Coritiba.

A grande final


Como já visto, toda a polêmica envolvendo as arbitragens em conseqüência da atenuada reclamação atleticana, foi descrita na parte de Fatos Curiosos desse post.

O primeiro jogo aconteceu no Mineirão para a presença de 90 mil atleticanos que tinham convicção total na segunda conquista do Campeonato Brasileiro da equipe. Uma torcida apaixonada e aguerrida que não poupou esforços para fazer uma linda festa e empurrar seu time para uma vitória pra cima do Flamengo, fazendo com que o segundo jogo no Maracanã acontecesse com uma boa vantagem.

E de fato eram dois times de impor respeito. Deixando de lado as brigas, desentendimentos e rixas da maior rivalidade do futebol brasileiro na década de 80, os finalistas, até de forma inteligente, se respeitavam bastante. Se de um lado tínhamos Adílio, Andrade, Junior, Zico e Cia; do outro tínhamos Toninho Cerezo, Palhinha, Eder Aleixo e o craque Reinaldo.

O primeiro jogo da final, de certa forma teve domínio atleticano. Se aproveitando da ausência de Zico, o Galo ditou o ritmo da partida exercendo uma pressão tamanha nos cariocas. Reinaldo não apenas marcou o gol do jogo ao dez do segundo tempo, como também fez uma das mais belas jogadas de sua carreira, quando aplicou dois lindos chapeis em Júnior, que ficara sentado no gramado do Mineirão. Resultado final: 1x0 pro Atlético.

O segundo jogo não teve domínio de nenhum dos dois. O que sobressaiu mesmo foi o nervosismo da parte a parte. Os mineiros vinham muito nervosos pela arbitragem do primeiro jogo e os cariocas, pela necessidade vital de desfazer a vantagem construída pelo rival.

Logo aos sete do primeiro tempo, Nunes conseguiu soltar o grito de gol de mais de 150 mil torcedores que lotavam o Maraca numa quantidade incrível. Mas um minuto depois, o Galo jogava um banho de água fria empatando o jogo com Reinaldo. Aos 44, Zico colocava de novo o Fla na frente. Reinaldo, aos 21 da segunda etapa, novamente empatava o placar, devolvendo a condição de campeão ao seu time.

Eis que faltando menos de dez minutos pro encerramento da partida, Nunes mudou tudo. Fez seu segundo gol na final fazendo o povão rubro-negro explodir de alegria na comemoração daquele que marcava o gol do primeiro título de campeão brasileiro do Mengão. A imprensa brasileira se via obrigada a se calar, pois o time taxado como caseiro, se sagrava vencedor do torneio nacional mais importante do Brasil.

Dados do jogo final

Flamengo 3x2 Atlético/MG
Local: Maracanã (RJ)
Juiz: José de Assis Aragão (SP)
Renda: CR$ 19.762.210,00
Público: 154.355 espectadores

Flamengo


Em pé: Andrade, Marinho, Raul, Rondinelli, Carlos Alberto e Júnior;
Agachados: Tita, Adílio, Nunes, Zico e Julio Cesar.

Atlético-MG: João Leite; Orlando (Silvestre), Osmar, Luisinho (Geraldo) e Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder
Técnico: Procópio

Campanha do campeão

O Mengão, o mais querido do Brasil, fez sua vasta Nação comemorar 14 vitórias, lamentar apenas duas derrotas e desanimar em seis empates. Balançou as redes adversárias em 46 oportunidades e chorou o gol do oponente por 20 vezes.

Jogadores que fizeram parte da campanha

Goleiro: Cantarele, Hélio dos Anjos e Raul
Laterais: Carlos Alberto, Junior e Toninho
Zagueiros: Manguito, marinho e Rondinelli
Meio Campistas: Adílio, Andrade, Paulo César Carpeggiani, Tita, Vitor e Zico
Atacantes: Anselmo, Carlos Henrique, Juninho, Julio César, Nunes, Reinaldo I e Reinaldo II
Técnico: Cláudio Coutinho

Abaixo foto da torcida do Flamengo fazendo festa em 1980