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Quiénes somos

Michele Pacheco y Robson Rocha
Juiz De Fora, Minas Gerais, el Brasil
______________________________________________________________________________________________________________ somos periodistas de la TV Alterosa - afiliado del SBT en Minas Gerais. Esperamos con este Blog para dividir una poco de las historias innumerables que acumulamos en nuestra profesión. Son historias divertidas, tristes, que sorprenden…
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ALIAS PROCESO

domingo 7 de febrero de 2010

Se vuelve al trabajo

Para Robson Rocha

Después de que un mes maravilloso de las vacaciones, en el miércoles, nos volvamos al trabajo.
Bien, el cuerpo se volvió.
Pero, el alcohol es si se acostumbra al pocos.
El calor es infernal.
Pra a ayudar, una de las sustancias estaba en Astolfo Dutra.
Aécio Neves, en política de la campaña, inauguró una ejecución electoral.
El camino que ata a Cataguases el Piraúba fue inaugurado.

El Carlos Candeia pilotó el coche de la TV e era más tranquila la dislocación.
Sin embargo, el calor que hizo en Astolfo Dutra era insuportável.
Dicen que el agua a nadie no está rechazada.
Pero, un habitante en negado los.
Todavía que la mayoría de los habitantes de las vecindades del campo de la ciudad es buena gente y en ellas arregló el líquido precioso bien.

Sacando el calor, una de las sustancias de esta semana en ellas llamó la atención e ella era exclusiva del periódico del Alterosa.
Un habitante de la esperanza cuarta II, norte de la aldea de la zona de Juiz De Fora, en límite ellos que informan que un hombre guardó a hijo como rehén y amenazó hacer saltar la casa.
Cuando llegamos el lugar, el hombre ya si había entregado.

Teníamos eso para hacer la sustancia a los pressas.
El Michele no tenía tiempo para escribir el texto.
Mientras que hizo una verificación rápida, comencé a colocar las imágenes y registramos en plan-sequência.
Él era todo realmente el muy rápido.
Esto, porque el niño estaba dentro del viatura del rescate de los bomberos que eran unpoisened y necesitó ser llevada una unidad de la salud.
Por lo tanto, el padre había abierto al gas y a muchacha dos años de más que respirado el GLP durante veinte minutos.
No tenía afortunadamente problemas más grandes.

Pero, la madre del niño en contado les que el marido no aceptó separación.
Para ya ser atacada para él, dijo que ella está bajo protección de la ley Maria del Penha y que el marido tendría eso para guardar una distancia por lo menos de cientos metros de ella.
Pero, invadió la casa de la suegra, cogida el niño y comenzada las amenazas.
La mujer obtenida para funcionar lejos de la casa y para llamar el P.M.

Según el teniente de Vilaça, cuando los policías habían llegado el lugar, lo huelo del gas estaba muy Fin de la
traducción
Haga clic para traducir el texto luego de este punto forte e o homem estava muito agitado.
Segundo o PM, não daria pra afirmar que o homem tivesse usado droga, mas os sintomas eram semelhantes ao efeito da cocaína.
Por segurança, o tenente pediu para não tentarmos gravar entrevista com o homem, pois ele tinha acabado de se render depois de momentos de tensão e poderia por tudo a perder se exaltando novamente.

Méritos para o Cabo Luiz Filho, da173a Cia., que conhecemos como Bento.
Foi ele que negociou com o pedreiro de 28 anos.
A negociação começou pela janela.
Ele ganhou a confiança do homem e conseguiu entrar na casa.
O pai estava com a criança no colo, uma tesoura apontada para a menina e com o isqueiro apontado para a saída do gás.

O cabo conseguiu inicialmente que o homem soltasse a tesoura e, depois de uma longa negociação, o pedreiro fechou o registro do gás.
Logo em seguida, se rendeu e entregou a criança.
O pai foi levado para a delegacia onde teve o flagrante ratificado.
Ele está no Ceresp de Juiz de Fora, à disposição da justiça.
Já a criança, graças à competência do Cabo Luiz Filho, não teve nenhum problema.

Mas, a semana de volta ao trabalho teve coisas bacanas.
Gravamos uma matéria sobre uma exposição que tem como tema a Banda Daki.
A entrevista foi com José Carlos Passos, o Zé Kodak, que é o General da Banda.
Aliás, o Zé Kodak, como já disse, já merecia uma estátua no Largo do Riachuelo.
Porque ele é a imagem do carnaval de Juiz de Fora.

No sábado, a primeira matéria foi muito legal.
O SBT selecionou em Juiz de Fora candidatos para participar do programa “Qual é o seu talento?”.
Foram escolhidos vários artistas que vão para São Paulo concorrer a um prêmio de 200 mil reais em ouro.
Isso, fora a simpatia do André Vasco.
O cara é nota dez e ficou apaixonado pelo torresmo do Bar do Bigode.
Pra fechar, tínhamos que cobrir o jogo do Tupi com a Caldense, de Poços de caldas.
E não é que o Galo Carijó surpreendeu até o mais otimista dos torcedores e deu um chocolate de cinco a um.
Aí, o trabalho é mais prazeroso, né?

A galera da fotografia que trabalhava no campo parece que não acreditava no resultado.
O ar era de felicidade geral.
Com o placar parece que até o calor diminuiu.
Carlos Mendonça e o Leonardo Costa aproveitaram o intervalo para comentários.

O Leonardo Costa fotografava para o jornal Estado de Minas e não escondia a felicidade, acenando para conhecidos na arquibancada.
Ele nem viu, mas lá da cabine registramos a foto.
Agora, vamos esperar o próximo jogo e que o Tupi continue vencendo e convencendo.

Esses jogos do Campeonato Mineiro têm outra vantagem.
Encontramos equipes de várias emissoras.
É sempre legal trocar idéias e experiências.
Dessa vez, além dos colegas da TVE Juiz de Fora, dividimos nossa cabine com o pessoal da TV Poços, da Rede Minas.
A equipe veio acompanhar o time do Sul de Minas e batemos um papo sobre equipamentos e cobertura esportiva.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pai faz filha de dois anos de refém

domingo, 24 de janeiro de 2010

Inverno em Paris - Da guerra de neve em Versailles às Catacumbas

Por Michele Pacheco

Quando eu e o Robson decidimos dar um presente inesquecível de aniversário de 15 anos à filha dele, concordamos que era melhor fazer uma viagem curta, para ver se eles iriam curtir.
Ficamos uma semana em Paris e a vontade era de prolongar as férias indefinidamente.
A Cidade Luz é maravilhosa em todas as estações.
Mas, no inverno tem um charme especial.
Se um dia conseguirmos voltar lá, com certeza vamos dar preferência aos meses de frio.

Nos últimos dias de viagem, queríamos registrar na memória cada detalhe, para nunca esquecer.
Depois de passar a segunda-feira na Disneyland Parc, em Marne-La-Valée, fizemos outra viagem pelos arredores na terça.
O roteiro escolhido foi Versailles.
Mais uma vez, optamos pelo RER.

A viagem é barata, rápida e confortável.
É uma ótima idéia para escapar do trânsito complicado de Paris e das excursões, que são bem mais caras.
Os viajantes encontram inúmeras opções de agências de turismo e empresas que fazem esse tipo de trajeto.
Mas, não vale a pena.
O trem é muito bom e nos dá a oportunidade de admirar detalhes cotidianos dos moradores.
Como estávamos no Quartier Latin, pegamos o RER na estação Saint Michel-Notre Dame.

A viagem foi rápida. Cerca de 40 minutos.
O trem não estava cheio.
Descemos na estação em Versailles e caminhamos dois quarteirões até o palácio.
É fácil e não tem como errar.
As calçadas são largas e dá para caminhar sem problemas pela distância mínima e cheia de prédios históricos pelo caminho.
O palácio construído por Luis XIV é deslumbrante e serve como aula de história in loco.

Ao escolher o tipo de ingresso, optamos pelo mais simples, que dá acesso ao palácio, com direito ao guia eletrônico.
Há ainda ingressos que dão direito a exposições e a outros pontos do jardim.
O guia é como um walk-man que oferece explicações em várias línguas, inclusive o português.
Cada sala ou espaço visitado tem um número.
É só discar no aparelho e esperar as descrições das obras de arte e de tudo o que se passou em cada aposento.

Eu e o Robson nos distraimos várias vezes com os ambientes requintados e tínhamos que parar para esperar a Paula.
Ela estava em estado de graça.
Parecia perdida em outro mundo.
O duro era tirá-la do transe histórico para se posicionar para alguma foto, enquanto os demais turistas não apareciam.

O que chamou a atenção do Robson e da Paula foi o tamanho do trono e das camas dos Reis e das Rainhas.
Realmente é difícil imaginar como alguém conseguia se sentir confortável em móveis que mais parecem um sofazinho do que uma cama.
As curiosidades sobre os aposentos são muitas.
O narrador nos contava, com a cumplicidade de quem passa adiante uma fofoca, os detalhes que passavam despercebidos, como a porta por onde Maria Antonieta fugiu dos revoltosos.

Conhecemos também a galeria das guerras.
Ela foi elaborada depois da Revolução Francesa e da morte de Napoleão.
Nas paredes, quadros gigantescos reproduziam cenas das principais batalhas enfrentadas pela França na história do país.
O general que se considerava Deus e tentou conquistar o mundo ganha lugar de destaque.
Um dos lados do longo corredor é repleto das glórias e da derrota de Napoleão.

Do lado de fora do prédio, fomos surpreendidos por uma imensidão branca.
Confesso que achei os jardins mais bonitos no verão, com as fontes jorrando e inúmeras estátuas pelo caminho.
No frio, os lagos e fontes estavam congelados e as decorações cobertas para evitar estragos.
Mas, o inverno tem uma vantagem.
A neve!
E nós tivemos o privilégio de pegar o inverno mais rigoroso dos últimos 20 anos na França.

Nenhum turista resistiu à tentação de fazer uma guerra de bolas de neve.
A Paula não perdeu tempo e se sentiu o máximo achando que venceria o Robson.
Terrível engano!
Ele é maior e mais rápido.
Sem falar que as mãos maiores pegam mais neve.
Os dois se divertiram bastante.
A Paula corria atrás dele e só se dava mal.
Para cada bola lançada, ela era atingida por outras duas.
Sem falar nas bolas perdidas, vindas das batalhas em volta.
Pessoas de várias nacionalidades e línguas se misturavam na brincadeira, sem na verdade se unirem nela.

Depois de quase meia-hora de "guerra", a Paula estava toda branca e eu não conseguia deixar de rir.
Claro que me dei mal.
Os dois cansaram de trocar boladas e resolveram me incluir na batalha, mesmo a contragosto.
Meu sobretudo ficou coberto de neve e tratei de espaná-la rápido, antes que derretesse e eu ficasse molhada.

Passeamos bastante pelos jardins gelados.
Depois, almoçamos nos inúmeros restaurantes que existem nos quarteirões entre o palácio e a estação.
Voltamos a Paris e aproveitamos para olhar mais um pouco as vitrines.
Quando os franceses falam em "Liquidação de Inverno" acredite!
No Brasil, os preços são colocados e os comerciantes decoram as vitrines com letras graúdas anunciando as promoções.
No fundo, a gente fica com a sensação de que não teve quase nenhum desconto.
Mas, em Paris, é bem diferente.
Os preços na roupa indicam o valor antigo e o quanto custará com o desconto.
Algumas lojas chegavam a reduzir em 70% os valores dos produtos.
Dava vontade de comprar tudo.
Mas, não havia espaço suficiente nas bagagens.

Na quarta-feira, passeamos pela praça da Bastille, no Marais.
Lá ficava a famosa prisão, demolida durante a Revolução Francesa.
Nela, os maus-tratos representavam para o povo a tirania do Rei Luis XVI e da Rainha Maria Antonieta, que desperdiçavam dinheiro em festas grandiosas, enquanto o povo passava fome.
Foi uma caminhada agradável.
Tiramos foto na Colonne de Juillet, uma coluna oca de 51,5 metros de altura, no centro da praça, lembrando os mortos nos choques das ruas, em 1830.
Debaixo dela, estão restos mortais de 504 vítimas da batalha.

Fomos até a Place Des Vosges.
Construída há 400 anos, a antiga Place Royale mantém a mesma simetria de 36 casas ao redor, nove de cada lado.
Todas são feitas de tijolos e pedras, com telhado de ardósia e janelas estreitas e altas.
O local estava com bastante neve ainda e aproveitamos para sentar num dos inúmeros bancos e admirar a arquitetura.
Lá fica também a Maison Vitor Hugo, onde o escritor morou de 1832 a 1848.
Lá, escreveu a maior parte de Os Miseráveis. Hoje, é um museu.

Terminamos o dia passeando pelo Les Halles.
Além dos prédios diferentes e das estruturas modernas da praça, demos uma volta pelo shopping, que é um dos maiores da Europa.
O Robson parecia criança nas lojas de aparelhos eletrônicos.
A TV de LED, que é um sonho de consumo dele, estava três vezes mais barata do que no Brasil. Mas, ficamos com receio do imposto que teríamos que pagar na alfândega e desistimos.
Sei que o coração dele, pelo menos a parte consumista, ficou por lá!

No último dia em Paris, fomos conhecer as Catacombes.
O ponto turístico aparece em poucos guias e sites.
Encontramos por acaso numa revista só sobre Paris e decidimos ver de perto.
Como era próximo do Quartier Latin, fomos à pé.
Mas, quem preferir pode ir de metrô ou RER (Denfert-Rochereau).
A área das catacumbas tem 11 mil metros quadrados.

Caminhamos por dois quilômetros de labirintos, a mais de 11 metros de profundidade.
De início, você acha que a escada em caracol não vai acabar nunca e que o centro da terra está chegando.
A gente roda, roda, roda...
Até ter a noção de que está a muitos palmos de terra abaixo da superfície.
Claro que bate aquela falta de ar e a sensação de claustrofobia.
Mas, a ventilação é perfeita e logo a curiosidade ocupa todo o espaço do desconforto.

Com o crescimento de Paris, os antigos cemitérios foram desativados.
Onde abrigar todos os ossos era um desafio.
Ainda no século XVIII, foi construída a catacumba.
O labirinto de corredores revela um mundo debaixo da cidade.
Muitos trechos ficam fechados ao público.
O quartel general da resistência ficava ali, durante momentos conturbados da história francesa.
Dava para imaginar homens armados passando de um lado para o outro e saindo em pontos diferentes da cidade, surpreendendo o inimigo.
É surpreendente o que foi feito com os ossos.
Como a cidade na superfície respira arte, no subterrâneo não seria diferente.
Esculturas elaboradas foram feitas com as ossadas.
Crânios e outros ossos decoram as paredes.
Na entrada, uma mensagem esculpida em mármore alerta: você está entrando no reino dos Mortos.

Seria horripilante, se não fosse tão bonito e curioso.
Pelas paredes, entre as esculturas macabras, estão poemas de autores de diferentes séculos sobre a morte.
Algumas pessoas podem pensar que esse é um passeio muito estranho, mas vale a pena.
Em momento algum a gente fica deprimido, pensando em morte.
Pelo contrário, dá uma sensação boa de paz e de respeito com os mortos.
É Paris nos encantando de todas as formas possíveis.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Disney em Paris - Magia com sotaque francês

Por Michele Pacheco

Eu e o Robson queríamos fazer uma surpresa para a Paula no dia do aniversário dela.
A viagem já era a realização de dois sonhos: conhecer Paris e o Louvre.
Ficava sobrando o sonho de ir à Disneyland.
Resolvemos juntar tudo numa viagam só.
Reservamos a segunda-feira, dia do aniversário, para o passeio na Disney Park, em Marne-La-Vallée, a 35 minutos do centro de Paris.

Quem quiser conhecer, é muito fácil.
Fomos de trem.
O RER, linha vermelha, passa por vários pontos centrais.
Pegamos o trem na estação Chatellet-Les Halles, que ficava mais próxima do nosso hotel.
O vagão é confortável e a viagem muito interessante.
Boa parte do trajeto é feita na superfície, o que nos permitiu admirar a vida cotidiana dos franceses.

Só na chegada, quando tínhamos que definir se iríamos ao Disneyland Park ou ao Walt Disney Studios Park, é que a Paula percebeu o que era a surpresa.
Claro que adorou.
Vale a pena dar uma passada por lá.
Optamos pelo Disneyland Park, porque ela queria aproveitar ao máximo os brinquedos e achava que não haveria tantos no outro parque.

A Disney Paris, como é conhecida, é bem menor do que os parques americanos.
Mas, eu até que gostei.
Assim, ficou mais fácil conhecer tudo em um dia.
Não deu para ir em todos os brinquedos, mas fomos nos que mais nos interessavam.
As montanhas russas foram as mais divertidas.

Fomos na Big Thunder Mountain, que reproduz uma mina abandonada.
Foi muito bom.
A Paula se divertiu bastante e tive a certeza de que a ida tinha sido uma boa escolha.
Depois, fomos à montanha russa do Indiana Jones.
Ela se inspira no filme "Indiana Jones e o Templo da Perdição".
A sensação é de estar entrando junto com os personagens do filme naquele vagão desgovernado dentro da mina onde as crianças trabalhavam como escravas.
Tem um looping muito bom.

Tiramos foto com personagens da Disney, fizemos compras, lanchamos e só saímos de lá quando as luzes começaram a se apagar, às seis da tarde.
Lamentamos apenas que a Space Mountain estivesse parada.
A funcionária informou que havia tido um problema técnico.
Fiquei frustrada.
Ela é a montanha russa mais alta e mais radical do parque.

Passamos pelas cinco divisões do Disneyland Park: Frontierland, Adventureland, Fantasyland, Discoveryland e Main Street.
Quem viajar com crianças vai encontrar no parque boas opções de entretenimento.
Há muitos brinquedos mais leves, que as crianças adoram.
Para completar, vimos a tradicional parada com os personagens da Disney.
Foi um dia maravilhoso.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Paris no inverno - Turismo com neve e sem filas

Por Michele Pacheco

Eu só conhecia Paris no verão.
Meu pai achava que no frio seria complicado, com muita neve virando lama nas ruas.
Felizmente, ele estava enganado e foi uma experiência inesquecível.
Sou suspeita para falar, pois adoro frio.
Como disse no texto anterior, fomos recepcionados com oito graus negativos.
No segundo dia, foi melhor ainda!
Nevou o tempo inteiro.
A Paula e o Robson, que já estavam encantados com as ruas cobertas de gelo, ficaram maravilhados.

E não era para menos. O Sena ganhou mais elegância, o degradê de cinza e branco deixou a cidade misteriosa e bela como nunca vi.
Por toda parte, pessoas bem vestidas e monumentos brancos de neve.
Difícil era resistir a fotografar cada pedacinho de Paris congelada.
O Robson soltou a imaginação e não fez por menos.
Só no segundo dia, ele tirou quase 400 fotos.

Nós optamos por conhecer a cidade à pé.
Em vários sites, encontramos sugestões para dar preferência aos metrôs e ônibus e evitar ficar muito tempo caminhando.
Mas, somos teimosos e não nos arrependemos.
Com uma boa dose de agasalhos e sapatos com solado grosso, fomos em frente na nossa aventura.

No segundo dia, saímos do hotel, no Boulevard Saint Michel, e fomos margeando o Sena até o Louvre.
Além da beleza lunar, o inverno na cidade luz tem outras vantagens.
Pasmem, não tinha fila!
Eu reclamei porque o Robson e a Paula demoraram para se arrumar e saímos do hotel por volta de dez da manhã.
Tinha certeza de que não conseguiríamos visitar o museu naquele dia.
Também, todas as vezes que fui a Paris a fila dava voltas no quarteirão!
Fiquei com cara de tacho diante dos dois que não entenderam o motivo da minha pressa.

Foi maravilhoso.
Sem a superlotação tradicional de visitantes, ficou mais fácil admirar as obras de arte da galeria dos pintores italianos.
Vimos raridades e quadros famosos que só tínhamos visto antes em livros de arte ou de história.
A Paula realizou o sonho de conhecer o Louvre e parecia em estado de graça naqueles corredores sem fim.

A Monalisa é parada obrigatória.
É surpreendente como Da Vinci conseguiu dar tanta vida a um retrato e criar suspense em torno de uma personagem.
A gente se move pela sala e os olhos dela parecem acompanhar cada passo.
Dizer que é o quadro mais bonito que já vi, é mentira.
Aliás, no Louvre há centenas de obras mais imponentes e marcantes.
Mas, a Monalisa tem um mistério e um charme que atraem os turistas de todo o mundo.

Além da Monalisa, eu queria muito ver a galeria egípcia.
Mas, fiquei na vontade.
Um conselho para os viajantes: consultem o site do Louvre antes de ir para lá.
Em alguns dias da semana, eles fecham certos setores.
No sábado, as alas egípcia e fenícia não são acessíveis ao público.
Se soubéssemos antes, teríamos mudado o dia da visita.
Mas, até que deu para aproveitar o aperitivo que são as salas com uma pequena parte do acervo egípcio.
Não é a coleção famosa, mas dá para entreter os visitantes.

Saímos do Louvre e caminhamos pela neve no Jardin des Tuileries.
Estava lindo.
A grama ficou branca, as fontes congelaram e as estátuas estavam cobertas de neve.
Só restaram cadeiras vazias no local badalado, onde os parisienses e os turistas se divertem com os pés nas fontes, tomando sol no verão.
No inverno, a beleza é diferente.

Na Place de la Concorde, onde foram decaptados o Rei Luis XVI e a Rainha Maria Antonieta, tiramos fotos com o obelisco e observamos os corajosos que embarcavam numa volta na Roda-gigante montada lá.
Do alto a vista deve ser linda.
Mas, com tantos graus abaixo de zero, não animamos.
Da praça, a vista da Torre Eiffel é linda e abriu nosso apetite turístico.

Mas, tínhamos outros planos para o sábado.
Seguimos à direita da Place de la Concorde e fomos caminhando pela Rue Royale até a Madeleine.
A igreja de arquitetura romana é impressionante.
As colunas e os detalhes prendem a atenção.
Ela fica cercada por lojas caras e elegantes.

Enquanto admirávamos a construção, nosso instinto jornalístico veio à tona.
Uns quatro microônibus cheios pararam e dezenas de gendarmes desceram armados.
A Gendarmerie é o equivalente às nossas Tropas de Elite da polícia.
Com protetores nas pernas e no peito e roupas especiais, eles impressionam.
Na hora, pensamos nos nossos amigos policiais e no quanto eles gostariam de ver de perto todo aquele equipamento moderno.
O motivo do reforço na segurança parecia ser em função dos atentados terroristas recentes.

Deixamos para trás o policiamento reforçado e fomos ao Museu Grevin.
Ele aparece pouco nos sites turísticos e nos guias, mas é incrível.
O preço é alto.
Pagamos 52 euros para dois adultos e uma adolescente de 15 anos.
Mas, valeu a pena.
O museu de cera é muito interessante.
Logo na entrada, a galeria das ilusões.
Numa sala pequena e cheia de espelhos, eles fazem coisas incríveis.
Os sons, a iluminação e a decoração mudam e nos sentimos tranportados para os lugares mais fantásticos.

As estátuas reproduzem artistas franceses e internacionais e momentos marcantes da história.
Napoleão, Joana D'Arc, Da Vinci, Michelângelo, Nostradamus, Gandhi, Papa João Paulo II, Irmã Dulce, Madona, Luciano Pavarotti e outros famosos estavam lá, à disposição das lentes das câmeras fotográficas.
Nós aproveitamos!
Eu e o Robson nos divertimos acompanhando as poses das estátuas de cera.
A Paula foi mais comedida.
Saímos do museu e já estava escuro.
Fomos caminhando de volta ao Quartier Latin e registrando a beleza dos pontos turísticos à noite.

No domingo, terceiro dia de viagem, outra longa caminhada.
Saímos do hotel rumo à igreja de Saint Sulpice.
Quem leu "O Código Da Vinci" ou viu o filme sabe que ela teve papel importante na história de Dan Brown.
Mas, não recomendo a ninguém procurar informações sobre o livro por lá.
A fama gerada pela história incomodou os mais tradicionais.
Uma placa foi colocada próximo ao meridiano, informando que ele é um instrumento astronômico criado para marcar os solstícios e não tem qualquer relação com seitas ou conspirações.

Polêmicas à parte, a igreja é linda e vale a pena dar uma passada por lá.
O altar, os vitrôs e o órgão são atrações imperdíveis.
Tiramos muitas fotos e ficamos observando a linha dourada que cruza a igreja.
Ela é citada no livro como sendo um indicativo de onde estaria o Santa Graal.
Na vida real, a linha faz parte do meridiano.
O sol bate numa das janelas, incide sobre o globo dourado no alto do obelisco e reflete em pontos diferentes da linha dourada, marcando o início de cada estação do ano.

O próximo ponto visitado foi o Museu de L'Armée.
O acervo tem peças de todas as guerras.
São armamentos, roupas, mapas e instrumentos usados nos mais diversos conflitos.
É uma viagem no tempo e uma aula de história.
Mais uma vez nosso lado jornalístico veio à tona e ficamos de queixo caído com os vídeos exibidos e os relatos da imprensa na época das grandes guerras.
Pena que os DVDs com essas imagens são tão caros.

Ainda no museu, visitamos o túmulo do Napoleão.
Fica no Dome.
A construção tem uma cúpula grandiosa, que reflete a imagem de um grande conquistador.
Louco para alguns, brilhante para outros, Deus para ele mesmo.
Napoleão ainda desperta polêmica e admiração.
O túmulo em mármore rosa é gigantesco.
No Dome também estão enterrados outros militares e algumas autoridades.

Seguindo nossa maratona de domingo, fomos para a Torre Eiffel.
Mais uma vez, fiquei agradavelmente surpresa.
Ao contrário das minhas experiências anteriores, de ficar com a perna dormente de tanto esperar na fila, dessa vez não havia ninguém na nossa frente.
Foi só pagar e esperar o elevador.
Viva o inverno!
Quando chegamos no segundo andar, a vista estava inacreditável.
A cidade branca de neve e uma neblina suave davam a impressão de termos entrado num sonho.

Ainda estávamos babando na paisagem, quando veio o aviso de neve.
Claro que adoramos.
Estava tudo perfeito.
Do alto da torre mais famosa do mundo, nos divertimos com os flocos caindo.
Para completar, tomamos uma deliciosa "soupe de champignons" e um chocolate bem quente.
Como disse a Paula, poderia ter sido até um copo de água que lá teria um sabor especial.

Inspirados pela beleza de Paris, seguimos pela margem do Sena e cruzamos a ponte De L'Alma, rumo ao Champs Elisée.
Estava começando a escurecer e tivemos o privilégio de admirar a decoração de Natal da avenida mais chique da Cidade Luz.
Entre as lojas caríssimas, as árvores cintilavam com luzes azuladas e um efeito especial que dava a impressão de que gotas azuis pingavam das copas desfolhadas pelo inverno.

Depois de tirar fotos com o Arco do Triunfo ao fundo, começamos nossa longa jornada de volta.
Por onde passávamos, mais cenas inesquecíveis.
Cada monumento, cada ponte, cada loja.
Tudo isso vai ficar para sempre na nossa memória.
Com certeza, o presente de quinze anos da Paula foi também um presentão para mim e para o Robson.
Nesse dia, ele parecia uma criança num parque de diversões, feliz com a máquina fotográfica disparando sem parar.
E pensar que ainda tínhamos mais quatro dias pela frente.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Férias em Paris - Primeiro dia

Por Michele Pacheco

Enfim, férias!
Estamos planejando esta viagem desde julho.
Nosso vôo estava previsto para às seis e quarenta da noite.
Como sou meio exagerada e odeio atrasos, fiquei turbinando a cabeça do Robson para irmos cedo para o aeroporto.
Resultado: saímos de Juiz de Fora por volta do meio-dia.
Detalhe: com uma tonelada e meia de roupas.
Como pegaríamos neve em Paris, eu não quis ter problemas.
Trocar de roupa no avião ou no aeroporto seria desconfortável.
Por isso, enfrentamos o calor de 40 graus do Rio com tantos agasalhos.

Se o vôo saísse no horário previsto, estaria tudo bem.
Ficaríamos quatro horas no aeroporto.
Poderíamos cuidar da parte burocrática, fazer uma refeição e embarcar.
O problema, foi que assim que fomos fazer o check-in, descobrimos que o avião tinha saído com atraso de Paris e o vôo atrasaria duas horas.
Se eu já estava suando naquele calor, comecei a suar frio com o olhar assassino que o Robson me lançou.
Embalamos as malas no aeroporto para protegê-las, fizemos o check-in, fomos ao bureau da Receita Federal declarar o notebook e a câmera fotográfica e passamos para o setor de embarque.
Valeu a dica do pessoal da Polícia Federal e do Sérgio, tio do Robson, para pegarmos autorização com o Juizado da Infância e da Adolescência em Juiz de Fora.
O documento garantiu a passagem da Paula, menor de 18 anos, sem problemas.

Fizemos um lanche na praça de alimentação.
Todo mundo nos olhava como se tivéssemos saído de outro planeta.
Tanto agasalho em meio a saias, decotes e bermudas.
Tudo bem, gente, estávamos indo para a neve!
Mas, o Robson, avermelhado de calor e com a roupa colada ao corpo, parecia ter esquecido disso.
A Paula até se distraiu com um belo hamburguer.
Mas, assim que a refeição acabou, as reclamações recomeçaram.

Fomos para o setor de embarque esperar apenas umas quatro horinhas.
O ar condicionado do Galeão parecia ter saído de férias.
Passamos pelo free-shopping, olhamos preços, procurei o relógio encomendado pela minha cunhada, não achei e fomos nos sentar perto dos portões de embarque.
A Paula, sentou, levantou, remexeu e por fim se rendeu ao sofrimento e deitou nas cadeiras.
Nem o livro de sudoku, que ela adora, conseguiu distraí-la do calor intenso.
Embarcamos no vôo da Airfrance às oito horas e deixamos o Rio às nove.
Quando viram o tamanho do banheiro do avião, eles entenderam porque insisti tanto em já viajar com os agasalhos.

No trajeto de onze horas, o Robson tirou fotos para se distrair do aperto da classe econômica para um homem de um metro e noventa de altura.
Ele fotografou a Paula estreando em viagens internacionais.
Os dois ficaram meio desconfiados no início, desconfortáveis na decolagem, mas acabaram curtindo a experiência.

O dia clareou e nos descobrimos na costa da África.
Aí, os dois começaram a curtir a viagem.
Ficaram trocando de lugar na janela para fotografar tudo o que viam.
A Paula se divertiu com o gelo que se formava na asa e na janela do Boeing 747-400.
Do alto, já na Espanha, ficou vigiando os trechos de campos abertos e de cidades no caminho.
Quando entramos na França, havia muitos pontos esbranquiçados e ela me perguntava se teríamos sorte de ver um pouquinho de neve em Paris.

No aeroporto Charles De Gaulle, estávamos entre os primeiros a sair do avião e fomos premiados com uma agradável temperatura de oito graus negativos.
Claro que fiz questão de perguntar se eles ainda queriam reclamar da overdose de agasalhos.
Recolhemos a bagagem na esteira e nos preparamos para o primeiro desafio: sair do aeroporto e chegar ao nosso hotel, no Quartier Latin.
Seguimos as orientações do meu primo, Paulo César.
Saindo do setor de desembarque, viramos à direita e seguimos em direção ao hotel Sheraton.
Pegamos o RER, linha B para Paris ou St. Remy.
Cada bilhete custa cerca de oito euros, mas fica bem mais em conta do que pegar um táxi.
E ainda fomos admirando os Banllieus.

Chegamos tranquilamente ao hotel.
Quando decidimos por essa viagem, queríamos um hotel em local estratégico, para que pudéssemo caminhar aos pontos turísticos.
A solução veio com o Hotel de suez, no Boulevard Saint Michel, quase esquina com o Boullevard Saint Germain des Près.
Deixamos a bagagem e fomos direto conhecer a Notre dame, que fica a três quarteirões do hotel.
Visitamos a Cripte, que é um tesouro arqueológico.

Depois, fomos à igreja.
Maravilhosa é pouco para descrever essa maravilha.
Tiramos muitas fotos em todos os pontos interessantes.
Além do altar magnífico, vale a pena ter paciência e admirar os altares laterais, com imagens de vários santos.
Os católicos de todo o mundo têm à disposição velas para comprar e fazer uma prece ao santo de devoção.
Os vitrais são o ponto alto da Notre Dame e merecem uma boa olhada.

Passeamos pela Ile de La Citè e olhamos as lojinhas de souvenirs para ter uma idéia do que teremos à disposição para levar de lembrança.
Um dica para quem vier para Paris é não comprar de cara nas lojas perto da Notre Dame.
Lá, as mesmas coisas que vimos em outros pontos da cidade estão bem mais caras.
No próprio Quartier Latin tem boas opções de presentes e preços melhores.

Voltamos ao Boullevard Saint Michel e fomos caminhando até o Jardin de Luxembourg.
Estava lindo e todo branquinho de neve.
Pena que já era tarde e não deu para rodar toda a área.
Tiramos algumas fotos e voltamos para o hotel.
Antes, paramos num Monop, supermercado que há em vários pontos de Paris e compramos pão, queijos e bebidas para o lanche da noite no quarto do hotel e o café da manhã.
Ao contrário do Brasil, aqui o desjejum é cobrado separado a e dica que aprendi com meus pais é de comprar alguns petiscos e comer no próprio quarto. Saudável e econômico.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Reveillon de chuva e mortes em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O tempo fechado durante toda a semana já era um indício de que o Reveillon seria molhado por aqui.
Dito e feito!
A festa planejada pela prefeitura em quatro pontos diferentes da cidade perdeu muito do brilho.
Na praça de Benfica, zona norte da cidade, estava tudo pronto para uma grande festa.
Mas, uma chuva intensa desanimou muita gente.
Quem resolveu arriscar, disputou espaço nas marquises e nos bares.

Encontram os o pessoal da prefeitura por lá.
Todo mundo estava triste com a festa molhada, mas tentava manter o bom-humor.
Mas, à meia-noite, os dez minutos de fogos de artifício fizeram a galera esquecer o desconforto.
Mesmo no temporal, quem foi para a praça comemorou e dançou ao som de música eletrônica e forró.

Acabamos a cobertura de Reveillon e já sonhávamos com um repouso, já que estávamos trabalhando desde as sete da manhã.
Mas, em plantão de fim de ano, descanso é um sonho!
Chegamos em casa, de olho no chuveiro e na cama, quando uma fonte ligou dizendo que um barranco tinha desabado no bairro Retiro e que havia três pessoas soterradas.

Corremos para lá e encontramos os bombeiros lutando contra o tempo.
Quando se trata de solterrados, cada minuto faz diferença.
As equipes cavavam com pás para retirar a montanha de terra que desabou sobre um ponto de ônibus.
A informação de moradores era de que três pessoas que esperavam o coletivo tinham ficado soterradas.

Para agilizar o socorro, os bombeiros conseguiram ajuda de uma escavadeira.
Com a máquina, o trabalho foi mais rápido.
Mesmo assim, três horas depois de começarem a busca, ainda havia muito material para ser removido.
Era preciso cuidado.
Se realmente houvesse alguém debaixo da terra, a escavadeira poderia causar ferimentos.
Por isso, a máquina tirava o volume maior e os bombeiros davam os retoques com pás.
Por sorte, nenhuma vítima foi encontrada.

No bairro vizinho, Jardim Esperança ,
foi o córrego que transbordou.
A BR 267 ficou interditada nos dois sentidos.
Quem queria voltar para casa nas cidades da região ficou preso numa longa fila de veículos.
Até quem mora nos bairros próximos não conseguiu passar.
Houve inundação em várias ruas.
Enquanto esperavam a água baixar, os viajantes aumentaram a multidão de curiosos que acompanhava o trabalho dos bombeiros.

As equipes se dividiram para atender a todas as ocorrências em andamento.
Por volta de quatro da manhã, chegou o chamado mais grave.
Foi no bairro Cesário Alvim.
Um barranco deslizou e carregou junto metade de uma casa de dois andares.
Cinco pessoas da mesma fam ília estavam dormindo na hora da tragédia.

Chegamos logo depois dos bombeiros e vimos a dificuldade deles para trabalhar.
Eles precisavam ser rápidos, mas o gerador estava no suposto soterramento do bairro Retiro.
Com lanternas, a equipe que chegou primeiro escalou o paredão de entulho e destroços à procura de sobreviventes.
Emprestamos nosso iluminador portátil e duas baterias para ajudar na busca das vitimas.
Um casal que dormia num quarto do segundo andar sobreviveu e foi retirado da casa pelos bombeiros.

A situação foi triste demais.
O sobrevivente é o nosso colega da imprensa, Trajano Andrade Neto, motorista do jornal Tribuna de Minas.
Ele estava desesperado e contou que a família inteira se reuniu para celebrar o Reveillon.
A festa acabou por volta de duas da madrugada.
Ficaram na casa: os pais dele, que moravam na parte de baixo, ele, a mulher e a sogra na parte de cima.

Às quatro da madrugada, Trajano acordou com um barulho estranho, foi até à sacada e descobriu que metade da casa tinha desaparecido.
Apavorado, ele começou a gritar por socorro.
Um militar vizinho saía para o trabalho, quando ouviu os gritos.
Ao chegar em frente à casa, levou um susto com o tamanho da destruição e chamou os bombeiros.

As equipes que já estavam exaustas dos últimos atendimentos correram para o Cesário Alvim.
Quando chamam os bombeiros de guerreiros e heróis, é por um bom motivo.
Aqueles homens suados, cansados, imundos de terra e lama, cavaram sem parar de quatro da manhã até às seis, quando o primeiro corpo foi localizado.
Ruth Gonçalves de Oliveira, a sogra do Trajano, foi arrastada com cama e tudo.

As buscas foram retomadas.
Lá pelas nove horas, os bombeiros pareciam sombras humanas, movidas apenas pelo desejo de salvar aquelas pessoas.
Eles não prestavam mais atenção ao frio, às roupas encharcadas, aos braços e pernas dormentes de tanto cavar na mesma posição.
Qualquer descuido poderia colocar abaixo o que sobrou da casa e empurrar a terra para as casas da rua de baixo.

Minuto a minuto, hora a hora, as esperanças iam diminuindo e o desespero da família aumentando.
Além de se preocupar com a segurança dos companheiros, os bombeiros tinham que evitar que o grande número de curiosos invadisse a área isolada para tirar fotos.
O "turismo da tragédia" sempre me assusta.
Basta saber que alguém está sofrendo, para que algumas pessoas saiam de onde estiverem para ver de perto, fotografar e atrapalhar a vida de quem está lá trabalhando.

Deixamos o local por volta das onze horas.
Tínhamos que levar o último material gravado para a TV e eu precisava estar na exibição do jornal, para não deixar o pessoal na mão no feriado.
As buscas foram mantidas.
Duas lajes caídas dificultavam o acesso aos corpos restantes.
À tarde, uma escavadeira foi usada para agilizar o serviço antes que voltasse a chover.
O segundo corpo foi encontrado às quatro e meia.
Era de Cecília Gallo Andrade, de 75 anos.
O marido dela foi encontrado, Gelito Sabatineli Andrade, de 78 anos, foi localizado e removido uma hora depois.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Chuvas e estragos no Reveillon em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Esse foi um dos finais de ano mais turbulentos que já tive na profissão.
Choveu sem parar de quarta à tarde até sexta de madrugada.
O resultado só podia ser um: tragédia!
Hoje pela manhã, fomos a Guarará, cidade próxima, registrar a interrupção parcial da BR 267.
Um buraco, que estava sendo corrigido desde a semana passada, reabriu e deixou o trânsito em meia pista.

Dentro da cidade, um muro de pedra desabou e cobriu de entulho e lama a principal rua de Guarará.
Famílias inteiras juntaram baldes, vassouras e mangueiras para limpar a sujeira.
Os moradores que vivem bem em frente ao trecho que desmoronou contaram que por pouco não perderam o carro.
A kombi estava na rua e foi retirada às pressas.

Segundo a população, não é a primeira vez que desabamentos são registrados no trecho.
Algumas pessoas estavam revoltadas com a falta de apoio da prefeitura.
Como era véspera de feriado, o esquema deveria ser de plantão.
Mas, segundo os moradores, nenhum representante do município
esteve no local.
Apenas policiais militares apareceram para registrar a ocorrência.

De volta a Juiz de Fora, levamos o material para a edição.
Uma fonte avisou que o bairro Santa Cecília estava com problemas no mesmo trecho que vem desabando desde outubro.
No local, terra, vegetação e pedras se espalharam pela rua e quase atingiram a calçada do outro lado.
Robson me deixou na TV, já que estamos em esquema reduzido de plantão e eu estava escalada para ajudar na exibição do jornal, e seguiu para a zona norte, onde rio Paraibuna estava quase transbordando.

Com o rio acima do nível normal, o córrego que corta o bairro Industrial não consegue desaguar no rio e transborda.
As ruas vizinhas ficaram alagadas.
Em toda a extensão do córrego e na beira do rio, os moradores se protegiam com sombrinhas, enquanto vigiavam a água subindo rápido.
Muitos eram curiosos, mas a grande maioria era de pessoas que vivem naquele ponto e que precisam tirar tudo de casa ao menor sinal de inundação.

O que chamou a atenção de todos foi que a sirene da régua que mede o nível do Rio Paraibuna não disparou depois do limite de segurança ser ultrapassado pela água.
Funcionários da Defesa Civil foram avaliar o que tinha ocorrido e descobriram que vândalos cortaram os fios.
Ato irresponsável que poderia colocar várias vidas em perigo se a enchente fosse à noite.
As pessoas ficam confiando na sirene e não notariam o risco que corriam até se tarde demais.

Os moradores enfrentaram frio e chuva para chegar em casa nos trechos alagados.
O jeito foi levantar os móveis e apelar para os terraços e as casas dos vizinhos que são mais altas.
O pessoal trabalhou duro no início da tarde.
A ceia de Reveillon foi esquecida nas casas desmontadas para evitar prejuízos com a enchente. Muitos voluntários saíram de todo canto de Juiz de Fora para socorrer parentes, amigos ou mesmo desconhecidos.

Em meio ao caos, uma cena chamou a atenção do Robson, que fez questão de registrar e me mostrar.
Uma ratazana saiu dos esgotos inundados e ficou acuada num canto seco da calçada.
O bicho estava machucado e com a respiração de quem correu muito para chegar lá.
Mesmo ficando com pena da coitadinha, não esqueci que os roedores são um perigo a mais em tempo de enchente.
A urina deles misturada à água pode provocar doenças como a leptospirose.

Na zona da sul da cidade, os problemas foram com os deslizamentos de terra.
Das seis da tarde de quarta-feira até as cinco da tarde de quinta, a Defesa Civil registrou 87 ocorrências.
No bairro Graminha, a queda de um barranco assustou o motorista de um ônibus.
Para desviar da terra, ele jogou o veículo em cima da calçada, onde ficou preso.
Por pouco não houve um acidente grave.
Dez passageiros estavam no coletivo.

No bairro Santa Luzia, a terra cedeu e um vão se formou debaixo de uma calçada.
Um poste ficou pendurado, para desespero dos moradores.
A família que mora na casa bem em frente ao deslizamento passou o Reveillon na casa de parentes.
O medo dos moradores era de que a chuva constante acabasse de tirar a terra e derrubasse a rua e o poste./

Em outro trecho do mesmo bairro, o deslizamento foi nos fundos de uma casa.
Dois quartos e um banheiro foram atingidos e destruídos.
Havia mato e entulho por toda parte.
A quantidade grande de brinquedos soterrados revelava que um dos cômodos que ficaram debaixo da terra era onde as crianças dormiam.
A casa foi interditada pela Defesa Civil.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Depósito clandestino de fogos de artíficio em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Uma denúncia anônima pelo telefone 181 levou policiais civis e bombeiros até uma loja no bairro Cerâmica, zona norte de Juiz de Fora.
O depósito era discreto e passava despercebido entre outras lojas.
No local, foram apreendidas mais de 200 caixas de fogos de artifício.
O material estava acondicionado de forma errada.

Encontramos no local o Carlos Mendonça, fotógrafo, e o Marcus, repórter, do jornal JF Hoje.
Colocamos a conversa em dia, enquanto apurávamos o caso.
O Robson e o Mendonça trabalharam em conjunto, sem incomodar um ao outro.
Muitas vezes, alguns colegas esquecem que estamos todos no mesmo barco, o do jornalismo, e se empenham em atrapalhar o serviço alheio.
Acho desnecessário e absurdo.
Ainda que a gente apure as mesmas coisas, cada um tem o seu jeito de contar a história.

Os bombeiros disseram que não havia qualquer mecanismo de prevenção a incêndio no local.
A loja pequena e abafada tem dois basculantes, que eram mantidos fechados, tornando impossível a ventilação.
Entre as pilhas de caixas de fogos havia alguns de destaque.
As girândolas de 1080 tiros estavam entre os produtos mais potentes, com maior carga de pólvora.
Elas são usados em shows pirotécnicos.

As embalagens informavam a data de validade sem irregularidades.
A maioria dos fogos só vai vencer em 2014.
A suspeita dos policiais era de que o estoque foi reforçado para as festas de fim de ano.
O depósito é de uma loja de artigos para caça e pesca.
Os responsáveis afirmaram que têm as notas fiscais na loja.
O problema é que o material não poderia estar acondicionado de modo irregular.

Os bombeiros e os policiais civis apreenderam tudo o que foi encontrado.
O risco de uma explosão era grande.
Ninguém soube informar o impacto que tantos fogos de artifício confinados num ambiente tão pequeno poderia ter na vizinhança, formada por imóveis residenciais e comerciais.
A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros agradecem a quem informou a irregularidade pelo Disque Denúncia.
Quem souber de casos parecidos pode ligar para o 181.

Dengue - surto em Carangola/MG

Por Michele Pacheco

Carangola fica a 359km de Belo Horizonte, na Zona da Mata Mineira.
A cidade de 32 mil habitantes luta contra um inimigo desleal: o mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue.
Só neste mês, já foram registradas 152 notificações e 22 confirmações.
Muito mais do que em todo o ano.
De janeiro a novembro, foram 38 notificações e 9 confirmações.

Por toda parte, a dengue é o assunto mais discutido.
No bairro Triângulo, estão 90% dos casos registrados.
Ana Cristina passou aperto com a filha de 4 anos.
A menina ficou 5 dias com febre alta, vermelhidão pelo corpo e reclamando de dores.
A criança foi medicada e já está bem.
Mas, o susto preocupou a família.
Dona Maria Helena viu nossa equipe e foi logo perguntando se estávamos cobrindo a dengue.
Ela explicou que não mora no Triângulo, mas estava lá cuidando do filho que teve a doença.
Perguntei se ela não estava com medo e a dona de casa foi logo dizendo que está apavorada.
"Eu tenho que ter medo, né? Fiquei cuidando dele e o bairro está cheio de mosquitos.
Qualquer um pode pegar dengue" falou ainda assustada com o sofrimento do filho.

No PAM, Pronto Atendimento Médico, do bairro Triângulo chegam por dia cerca de 50 pessoas com sintomas parecidos com os da dengue: dores pelo corpo, febre, manchas vermelhas pelo corpo, falta de apetite...
Enquanto fazíamos as entrevistas e as imagens, o Anderson chegou com a mulher dele.
Abatido, o ajudante de caminhão mal conseguia ficar em pé, enquanto a esposa preenchia a ficha dele.
Desde sábado, ele estava com mal-estar e suspeitava de dengue.

O Anderson e todos os pacientes com suspeita da doença são medicados no PAM e liberados.
Eles são orientados a procurar os postos de saúde sete dias depois do início dos sintomas.
O objetivo é recolher amostras de sangue para enviar a análise em Belo Horizonte.
Antes de uma semana, não adianta coletar material para exames.
A enfermeira Poliane de Oliveira explicou os procedimentos adotados e disse que os casos suspeitos são frequentes.

O trabalho preventivo foi intensificado nas últimas semanas.
Equipes da Vigilância em Saúde percorrem os bairros onde foram identificados focos do mosquito.
Eles revistam os quintais das casas à procura de recipientes que possam armazenar água e se transformar em "berçário" para as larvas do Aedes aegypti.
Onde há suspeita de larvas, as equipes usam o larvicida.
O índice de infestação em Carangola é de 2,6%.
O recomendado pelo Ministério da Saúde é menos de 1%.
As autoridades não sabem explicar o que levou a esse surto.
Elas afirmam que o trabalho preventivo foi mantido durante todo o ano.
O coordenador de Vigilância em Saúde, Airton Nunes, disse que foi um ano com muitas pancadas de chuva fora de hora, o que pode ter ajudado a eclodir os ovos e aumentar o número de mosquitos na cidade.

Um problema que anda desfiando as autoridades de saúde do município é a falta de colaboração da população.
O acúmulo de lixo fora do lugar é uma preocupação constante.
Sacolas plásticas, latas, garrafas e todo tipo de material descartado em terrenos baldios podem se transformar em reservatório de água e foco de dengue.
Um campanha educativa deve ser posta em prática logo, segundo o Secretário de Saúde, Amauri Costa.
É bom lembrar que o combate à dengue é uma responsabilidade de todos!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Reveillon - atenção dobrada nas estradas de Minas Gerais

Por Michele Pacheco

No fim do ano, nenhum órgão de imprensa escapa das tradicionais reportagens sobre as
condições das estradas e o alerta da Polícia Rodoviária Federal para quem for viajar nos feriados prolongados.
Em Minas Gerais, a situação é mais complicada.
O estado tem a maior malha viária do país.
E, consequentemente, o maior número de acidentes automobilísticos.
Desde a semana passada, temos percorrido as estradas da Zona da Mata e feito entrevistas com os policiais.

Para o Robson, fazer imagens das estradas nessa época é um sofrimento.
Das duas uma: ou ele vai trabalhar debaixo de um temporal ou vai suportar o sol escaldante.
Hoje, ele aguentou o sol na BR 116.
Paramos para registrar os trechos mais complicados e perigosos e juntar na matéria sobre as rodovias.
Apesar do sufoco, ele ainda encontrou tempo para posar para foto, fazendo graça!

Na semana passada, o problema foi a chuva constante.
Fomos para a festa de fim de ano da TV Alterosa em Belo Horizonte e voltamos na quarta-feira direto para o trabalho.
Gravamos entrevista com o Wallace Wischansky, Inspetor da Polícia Rodoviária Federal em Juiz de Fora.
Ele falou sobre as condições das BRs 040 e 267 e pediu cautela aos motoristas.

A previsão de chuva sempre deixa os policiais rodoviários em alerta.
A Zona da Mata Mineira é marcada por muitas serras e montanhas.
As curvas são inevitáveis e os acidentes também.
A imprudência dos motoristas é outro fator importante.
No trecho entre Juiz de Fora e Santos Dumont, o índice de acidentes preocupa.
Na maioria dos casos, o descuido dos condutores foi a causa do problema.
Em alguns pontos, as batidas são tradicionais.

Um deles é o trecho em Ewbanck da Câmara, conhecido como Viaduto da Morte.
Acabamos a entrevista com o inspetor e ficamos sabendo que um carro tinha caído do viaduto.
Todo ano, em especial nos feriados, alguém despenca dele.
Foi o que registramos na semana passada.
Fomos para lá e encontramos várias pessoas tentando ajudar o motorista de um Fiat Fiorino que estava desacordado dentro do veículo.

Segundo testemunhas, ele perdeu o controle da direção na entrada do viaduto, no sentido Santos Dumont-Juiz de Fora, invadiu a contra-mão e derrubou a mureta, caindo de uma altura de 30 metros.
Por sorte, o carro ficou preso dentro de um córrego, na posição normal, sem capotar ou tombar.
A violência da queda deixou o motorista caído no banco do passageiro, preso pelo cinto de segurança.
Quem passava pela estrada e moradores da região foram os primeiros a prestar socorro.

Eles tiveram ajuda de policiais militares de Ewbanck da Câmara e de uma equipe de socorristas que passava pelo trecho na hora do acidente.
Pouco depois de começarmos a gravar, os bombeiros chegaram.
Eles avaliaram as condições de descida e de retirada da vítima.
Alguns agilizaram o trabalho e desceram de rapel.
Outros preparavam os equipamentos necessários para o resgate.

Foram momentos de tensão.
A chuva não parava e o volume de água do córrego subia depressa.
Com o carro represando o curso d'água, o medo era de que a vítima morresse afogada antes de ser retirada.
Dentro da água fria, no meio da lama, entre a vegetação densa,
bombeiros e voluntários trabalharam duro para ajudar o homem ferido.
Pedaços de metal e até uma marreta foram usados para abrir a porta do carro.
Foi difícil, mas eles conseguiram.

O cinto de segurança foi cortado e a vítima foi retirada aos poucos, com muito cuidado, e colocada numa maca.
Os primeiros socorros foram prestados e o motorista foi amarrado para ser levado encosta acima.
Moradores que conhecem melhor do trecho foram na frente, usando foices e facões para abrir passagem no mato fechado.
O deslocamento foi lento e todos temiam pela vida do ferido.

Entre os voluntários, estava um homem que, pelo segundo ano seguido, salvou acidentados no mesmo local.
Ele se arriscou no terreno perigoso para ajudar.
"Não há como medir esforços para salvar uma vida.
A gente nem pensa no risco que corre.
É o segundo Natal que eu ajudo a salvar pessoas que caíram deste viaduto" explicou o herói anônimo que estava à caminho da casa da sogra em Santos Dumont quando viu o acidente.
Sujo, molhado e satisfeito com a boa ação, ele seguiu viagem.

O motorista ferido foi colocado numa ambulância do Resgate.
Antes de deixar o local, os bombeiros estabilizaram a vítima.
O homem foi colocado num aparelho de oxigênio e preso à maca.
Uma manta térmica foi usada, já que o acidentado ficou muito tempo desmaiado na água fria.
Ele foi levado para o Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora e ficou a semana inteira internado no CTI.

O Natal foi marcado por muitos acidentes no estado.
Agora, fica a preocupação com o Reveillon.
O tempo ainda é instável por aqui e tem chovido todo dia.
Quem for passar pelas rodovias mineiras deve ter mais atenção do que o normal.
Na BR 040, próximo a Congonhas há um trecho em obras.
Na serra da Matiqueira, as curvas exigem cautela.
Na BR 267, há muitos buracos entre Juiz de Fora e Leopoldina.
Em Argirita, a queda de uma barreria na serra ainda deixa uma pista interditada, colocando em risco quem passa.
Na BR 116, de Muriaé a Fervedouro há vários pontos perigosos, com muitos desníveis na pista.
Alguns degraus mais acentuados, em Miradouro, podem provocar acidentes.
Os veículos mais pesados quase tombam ao passar.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Festa de fim de ano da TV Alterosa em Belo Horizonte

Por Michele Pacheco

Depois da nossa festa animada em Juiz de Fora, nos desdobramos para adiantar o serviço e viajar para Belo Horizonte.
A "delegação" juizforana foi uma das maiores.
Todos os departamentos se uniram para essa viagem.
Do jornalismo, uma equipe teve que ficar, para não prejudicar o direito do nosso público à informação.

A Festa de Fim de Ano da TV Alterosa virou uma tradição nos Associados.
É uma oportunidade ímpar para encontrar o pessoal e atualizar as fofocas.
Por isso, todo ano ela é concorrida.
Quem não pode ir, por qualquer motivo que seja, fica na esperança de viajar no ano seguinte.
Acho muito legal ver a ansiedade dos funcionários mais novos da casa.
Muitos não conheciam a emissora de Belo Horizonte ou nunca tinham ido à festa.
No ônibus e pelo caminho, as brincadeiras e o bate-papo ajudam a passar o tempo.
O Jobinho e a vaquinha dele foram um detalhe à parte.

Para mim e para o Robson, tem um significado ainda mais espacial.
Ele está na TV Alterosa há 13 anos e eu, há 12.
Nesse tempo todo, conhecemos inúmeros colegas.
Alguns foram para outras emissoras, outros desistiram da profissão e o restante continua na casa.
Encontrar essas pessoas é sempre sinônimo de contar e relembrar muitas histórias.
É muito bom ver alguns amigos conquistando mais espaço e realizando os projetos profissionais que tinham.

A festa é um momento de descontração.
Diretores, gerentes, editores e todos os funcionários se unem para comemorar as vitórias do ano que está acabando e trocar idéias sobre os projetos que virão.
Tudo isso, regado a muita fartura.
Seguem algumas fotos.











































quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Festa de fim de ano da TV Alterosa em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Fizemos a festa de confraternização da TV Alterosa em Juiz de Fora na cobertura de um Hotel da cidade.
A vista linda e a alegria de encontrar o pessoal fora do ambiente de trabalho já seriam suficientes para tornar a noite especial.
Mas, neste ano a nossa festinha foi ainda mais legal.
Estávamos todos unidos, com olhos para o futuro.

Tudo bem que a maioria estava mais interessada em enxergar os petiscos e bebidas.
E, diga-se de passagem, capricharam no cardápio.
Estava tudo muito gostoso.
O Jobson, nosso querido estagiário Jobinho, não perdeu tempo e fez questão de provar cada tira-gosto.
Claro que o Robson não deixaria isso passar sem uma foto.

O papo animado, o balanço divertido de 2009, os desejos para 2010...
As festas de fim de ano são um momento que esperamos com ansiedade o ano inteiro.
Na nossa rotina corrida, nem sempre dá tempo de discutir assuntos que não sejam ligados a trabalho.
Com isso, perdemos a chance de trocar idéias com os colegas e descobrir afinidades.

Nosso diretor, Gleizer Naves, veio de Varginha para participar da festa.
Ele não só é super animado, como acaba incentivando todo mundo a se divertir também.
E trata a todos, independentemente do cargo, com a mesma consideração.

O Robson estava animado com a máquina fotográfica.
Fez questão de registrar as equipes de cada departamento.
No jornalismo, os sorrisos são de quem está empolgado com os novos projetos do SBT e da TV Alterosa para 2010.
Nessa foto, nossa editora, Kelly Scoralick, ainda não tinha chegado.

O departamento administrativo sempre foi o mais festeiro de Juiz de Fora.
André, Rafael, Beth e Jobinho estão em todos os eventos.
E ainda ajudam a mobilizar a galera para os churrascos e saídas.

No comercial, Renan e sua turma nos enchem de orgulho.
Enfrentam alguns leões por dia atender às demandas de todos os clientes e oferecer o melhor a cada um deles.
Renan, Gleice, Gabriele, Patrícia e Douglas:
Que 2010 seja ainda melhor!

No departamento de Comunicação, a Nickole se desdobra para organizar os eventos.
Em 2009, retomamos alguns projetos que marcaram a TV Alterosa, mas estavam meio esquecidos.
No ano que vem, quando estaremos completando 10 anos de emissora de Juiz de Fora, a nossa assistente de comunicação terá trabalho dobrado.
A lista é grande!

O mais difícil foi juntar o Departamento Técnico.
O João chegou cedo.
O Daniel, estagiário, também.
Os dois estavam aproveitando a festa, quando chegou o Thiago.
Com os novos desafios e investimentos, ele tem passado mais tempo na estrada do que em Juiz de Fora.
Felizmente, o Fabrício foi contratado para ajudar nessa fase de implantação do novo sistema e da transferência de satélite.

Numa emissora enxuta, somos todos uma grande família.
Inclusive, os colaboradores que fazem parte do cotidiano da TV.
As meninas da recepção nem sempre ficam tão animadas.
Não é mole ficar na portaria, atendendo o público e o telefone.
E a Vivian e a Flaviane tiram de letra!
O João e o Mauro também fazem parte da nossa história. Eles estão há muito tempo como nossos vigias.
Nas festas, eles e os familiares sempre marcam presença.
São parte do time.

O José Luiz Magrão, do "Fatos em Foco" é outro colega que está sempre envolvido nas nossas comemorações. Ele participou do amigo-oculto e da festa com toda a equipe do programa. Não dá para citar todos os bons momentos que vivemos na festa.
Mas, aqui estão mais algumas fotos da nossa confraternização.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Acidente entre ônibus e caminhão em Minas

Por Michele Pacheco

O acidente foi no km 772 da BR 040, na saída de Juiz de Fora.
Os bombeiros foram chamados por volta de oito e meia da manhã para atender os feridos.
Uma fonte nos avisou e fomos rápido para o local.
Ainda encontramos um carro de salvamento e um Resgate a caminho para dar apoio às equipes da Zona Norte que foram deslocadas primeiro.
Os bombeiros tiveram que driblar o trânsito congestionado na rodovia e fazer manobras complicadas entre os veículos parados.

Para as vítimas, cada minuto é precioso e significa a diferença entre viver e morrer.
A primeira imagem que vimos foi um caminhão de Conselheiro Lafaiete com a frente e a lateral destruídas.
Havia um buraco enorme no baú.
Vários potes de creme de massagem e condicionadores estavam espalhados.
Alguns estouraram, espalhando os produtos pela pista.

O motorista do caminhão, Leonardo Tavares Miranda, de 30 anos, ficou ferido e foi socorrido pelo Resgate.
A cabine ficou amassada do lado do motorista e ele se machucou nas ferragens.
A acompanhante dele não teve ferimentos, mas seguiu na ambulância com o caminhoneiro para o hospital.

Quem olhava meio distraído, não entendia nada.
Só o caminhão estava na rodovia.
Mas, olhando com mais atenção a gente via um ônibus parado no acostamento, como se tivesse sido calmamente estacionado.
Só quem estava lá dentro sabia o desespero que tinha passado.
Os 45 passageiros, o motorista e o ajudante dele saíram da rodoviária de Juiz de Fora às 8 horas e 15 minutos da manhã.

Na saída da cidade, próximo ao viaduto da Mercedes Benz, houve o acidente.
A frente do ônibus ficou amassada.
O motorista João Batista de Oliveira, de 47 anos, foi retirado das ferragens pelos bombeiros e estava com o rosto machucado.
Ele ficou preso entre o banco e o pára-brisa quebrado.
Apesar da dor, conseguiu ter sangue frio e levar o ônibus mais à frente, parando num local seguro no acostamento.

Outros passageiros também tiveram ferimentos.
O caso mais grave foi o de um homem que estava sentado na primeira poltrona.
Com a violência da batida, partes do coletivo se soltaram.
Uma barra de metal perfurou o peito do passageiro.

Por sorte, a pessoa que estava sentada na poltrona ao lado era uma médica.
Parece um milagre, que numa situação tão desesperadora, ele tivesse um "anjo da guarda" de prontidão bem ao lado.
A médica Patrícia Gonçalves contou que prestou o primeiro atendimento.
Ela disse que a barra que soltou do ônibus bateu direto no peito do passageiro, perfurando o pneumotórax.
Perguntamos se a situação era complicada e ela confirmou que o estado da vítima era grave.
O passageiro foi removido do local pela equipe do SAMU.

Ao todo, quatro pessoas ficaram feridas e foram atendidas em hospitais de Juiz de Fora.
O passageiro que estava em estado mais grave permanece internado no CTI.
Uma mulher que estava nas primeiras fileiras de poltronas não quis ser identificada, mas contou que viu o motorista do ônibus invadir a contramão durante uma ultrapassagem.
Ela estava revoltada e reclamando que tudo tinha acontecido por conta da imprudência do condutor.

A equipe da Tribuna de Minas também estava cobrindo o acidente.
O Olavo Prazeres ia de um lado ao outro da rodovia registrando os dois veículos envolvidos no acidente.
Enquanto ele fotografava, a Sandra levantava as informações sobre feridos e conversava com os passageiros e policiais rodoviários federais.

Num acidente na estrada, eu e o Robson procuramos nos separar para agilizar o trabalho.
Enquanto ele registra as primeiras imagens, eu vou apurando quem estava em que veículo, quem viu alguma coisa, quantas pessoas estavam no ônibus e no caminhão, etc.
Como em TV a imagem é o mais importante, tenho o cuidado de fazer planos sequência ou passagens sem atrapalhar muito o registro que ele está fazendo.

Neste caso, acompanhamos o resgate das vítimas, fizemos as entrevistas com passageiros e esperamos para ver o que seria feito com os veículos.
O trânsito foi liberado em meia pista, autorizando a passagem em um sentido de cada vez.
Os produtos de beleza espalhados deixaram a pista escorregadia.
Um caminhão-tanque dos bombeiros foi chamado para lavar a área.
Mas, teve que esperar que a perícia fosse feita para poder terminar o trabalho.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Natal Alterosa para todos

Por Michele Pacheco

Esse domingo foi inesquecível para adultos e crianças.
No Parque Halfeld, bem no centro de Juiz de Fora, foram montados vários brinquedos para animar a garotada.
Tudo de graça!
A idéia da TV Alterosa era dar um presente de natal aos juizforanos e aos visitantes que vieram aproveitar o horário especial de compras no fim de ano.

É a terceira vez que a TV Alterosa promove esse evento na cidade.
Confesso que sempre me emociono ao ver a alegria das crianças com tanta diversão.
Algumas, mais tímidas, ficavam pelos cantos, com olhos brilhando e vidrados nos brinquedos.
Cheguei perto delas e perguntei por que não estavam se divertindo.
Meio sem jeito, responderam que era porque não tinham dinheiro para pagar os brinquedos.
Eu expliquei que o dia era delas e todo aquele sonho de criança era de graça, porque a alegria delas não tinha preço.

Fiquei com um nó na garganta.
As pessoas mais humildes estão tão acostumadas a ser excluídas da vida social das cidades, que não acredita que alguém seja capaz de proporcionar tanta diversão de graça.
Esse é o maior mérito do evento: um Natal PARA TODOS!
Sem preconceito de cor, raça, religião ou escolha sexual.
Tem espaço e alegria para quem quiser participar.

Vibrei muito ao saber da retomada do projeto.
A TV Alterosa é uma empresa preocupada com a questão social.
Nossos telejornais têm como base a prestação de serviços.
E nunca nos falta trabalho.
Infelizmente, há muitos bairros precisando de melhorias e poucos recursos do município para isso.
Todo dia fazemos matérias de bairro, em que a população apela para a TV como se usasse um megafone para ser ouvida.

Hoje, encontramos muitos desses moradores que lutam para melhor as condições dos bairros onde moram.
E eles estavam com sorrisos lindos no rosto.
Por alguns momentos, esqueceram as dificuldades e se divertiram.
Foi lindo!
Ver aquelas crianças dançando e rindo no parque.
Ver os pais emocionados com a felicidade dos filhos.
Ver que há espaço para todos, quando o assunto é Natal.

Cada sorriso, cada olhar brilhante de emoção, cada grito surpreso.
Tudo isso vai ficar guardado para sempre na nossa memória.
Foi mais um ano de sucesso.
O Natal Alterosa para Todos cumpriu mais uma vez com a obrigação dele: alegrou a população.
As crianças enfrentaram as filas longas com disposição.

Elas pintaram o rosto.
Ganharam bichinhos feitos com balões.
Se fartaram com algodão-doce.
Se refrescaram com água, picolés e sorvetes.
Foi um domingo especial.
Foram montados no Parque Halfeld dois pula-pulas.
Um no modelo tradicional, com cercadinho de tela.
O outro, inflável, com um touro no meio.
Todos dois foram muito disputados.

De longe, a gente via a cama-elástica.
Uma equipe de recreadores do SESC foi responsável pelos brinquedos e distribuiu simpátia.
Com paciência e carinho, eles acompanharam cada uma das milhares de crianças que estavam na fila.
Depois, foi a vez dos shows encantarem o público.
O Robson ia de um lado para o outro registrando tudo.
Apesar do calor, ele encontrou energia para caprichar nas imagens.

O primeiro a subir ao palco foi o Coral do Pró-música.
Os integrantes levaram ao público um show de competência vocal.
No repertório, estavam canções eruditas e outras bem populares, como "Noite Feliz".
O público adorou e cantou junto com os integrantes do coral.

Depois, foi a vez do Papai Noel saudar o público.
Para as crianças, foi o momento mais esperado.
Nos ombros dos pais, nos colos das mães ou dividindo espeço no chão, elas aguardavam com os olhos brilhando de emoção.
Quando o Bom Velhinho apareceu, cheio de sorrisos e mandando beijos para a garotada, foi lindo.
Entre lágrimas e aplausos, pais e filhos viraram crianças e curtiram um dos símbolos mais tradicionais do Natal.

Para encerrar a festa, o grupo Beatles Forever, cover da banda de Liverpool.
Eles são uma tradição no Natal Alterosa Para Todos e sempre fazem muito sucesso.
As canções famosas em todo o mundo embalaram casais, amigos e até quem estava trabalhando.
As crianças podiam não entender a emoção dos adultos, mas dançaram e se divertiram junto com eles.
As melodias que sobreviveram a várias gerações foram cantadas e encantaram.

No palco, o Robson aproveitou para registrar detalhes da apresentação do grupo.
Os amigos que formaram o grupo cover se emocionam tanto e se entregam de tal forma às performances, que parece que estão em transe, em êxtase!
O resultado não poderia ser outro: sucesso total.
Mesmo debaixo de um temporal.
Faltando uma hora para o fim do evento, a chuva torrencial fez o público correr para se abrigar.
Nem assim, a animação foi esquecida.
Debaixo de marquises, de tendas e das árvores, o pessoal se esbaldou.
Parabéns a todos que trabalharam para realizar essa grande festa.
Enquanto tanto se fala de teconologia nas empresas de comunicação, na TV Alterosa tecnologia é importante, mas as pessoas ainda são consideradas prioridade.