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Lundi, février 08, 2010

C'est évident

l'abîme qui existe entre moi et l'auteur de blog Terre Nostra concernant la pensée la politique et qu'il est bien clair [dans celui-ci] post. Bien qu'il respecte sa forme de penser/être à cet égard, jamais il pourrait être d'accord avec elle. Et il ne s'agit pas de situations rapides mais de divergences de fond. Les deux nous buvons des lignes de la Socio-démocratie mais avec une nuance qui me semble significative : c'est que je n'ai jamais cessé ne pas être dans désaccord quand j'ai trouvé qu'il avait des raisons pour cela ni de prendre mes options, aient été elles à niveau local ou national sur base de cette liberté que je n'ai pas jamais laissé qu'ils me volaient.
Mais, depuis José Matos veut parler de politique, parlez alors de politique sur base de son avant-dernier post.
Avant tout, il importe savoir distinguer et éclairer que, et comme ils ont déjà rapporté à plusieurs reprises, actuellement la politique pour moi se réduit à cette cantinho du district d'Aveiro, désigné de commune d'Estarreja, avec particulière incidence dans ma clientèle de Canelas, parce qu'à niveau national, la désillusion est suffisante pour que le découragement et le discrédit ils se soient installés y a déjà quelques années.
Mais passez alors à commenter :
1 - Désastre électoral
J'ai été, peut-être, une des premières personnes à supposer la défaite. Je l'ai écrit [ici] le 12 octobre et le Zé a lu avec toute la certitude. Continuer insistantement à parler des élections et des résultats ils, soient eux bons ou mauvais il me semble déjà malsain.
Combien au chef du PS, rien je n'ai pas à ne pas voir avec la prise de position que la même vienne à prendre. José Matos sait parfaitement les raisons qui m'ont amené à entrer dans ce défi (autarcique) et de ma distance à l'égard de tout parti. Mon indépendance à tous les niveaux a été seule condition imposée de partie la partie. Mais, s'il veut même savoir ce que pansement sur ce point - tel que dit - je lui dis. S'il y a quelqu'un avec droit d'exiger quelque prise de position, explication ou assomption de faute au Marisa Macedo ils, me semblent être militants du PS et non lui José Matos. Ne se perçoit pas la raison de telle façon du dérangement avec l'organisation interne du PS local. Persister dans ce type de discours est symptomatique d'une attitude que je réfute et de laquelle je m'éloigne. Le PSD a perdu 2 élections législatives consécutives venu de deux défaites à des élections présidentielles et je ne ai pas vu par ici autant insistance à vouloir espezinhar qui veut que c'est, ni le PS à demander la tête de la /a leader du PSD.
Fin de
traduction
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Nesta altura, passados 3 meses sobre as eleições, o tempo deve ser de trabalho e defesa dos interesses do concelho, e o José Matos deveria estar mais preocupado com isso do que com o PS.
Sabe, José Matos, até nas vitórias – e sobretudo nelas – é preciso ter dignidade e saber respeitar os que perdem. Lembre-se que um homem não está derrotado quando perde mas apenas quando deixa de lutar.
2 – Contas.
Quanto às contas, que o José Matos tanto gosta de fazer, a mim nada dizem e por uma simples razão: nunca em lado algum disse que o actual presidente da Câmara não fez obra durante os dois mandatos anteriores. Disse, e repito, que tinha ignorado as freguesias mais pequenas do concelho. Disse, e repito, que foram os próprios presidentes das juntas de freguesia do concelho que, quase em uníssono, apontaram o último mandato como sendo mau. E, no entanto, o Dr. JEM voltou a ganhar. Há que respeitar isso e eu respeito, o que não quer dizer que concorde.
Obviamente que há mérito do candidato mas é um mérito relativo. Todos sabemos que há ainda uma grande faixa do eleitorado que vota no partido independentemente de quem seja o candidato. Não fosse assim, pergunto como teria ganho o Dr. JEM as primeiras eleições, sendo na altura um quase ilustre desconhecido, no que diz respeito às andanças políticas. Das duas uma: ou as pessoas votaram no desconhecido ou votaram mesmo no partido. Quer queiramos quer não, a realidade (e a história) diz-nos que o peso partidário tem ainda uma relevância suficiente para influenciar o eleitorado. E isso tem até o seu quê de normalidade; o que não me parece normal é negá-lo.
As palhaçadas feitas aqui em Canelas, por exemplo, a dois meses das eleições, são manifestamente a prova provada de que o edifício tremeu. E tremeu porque nessa altura alguém se apercebeu que, de facto, havia razões de preocupação. Se as consciências estivessem tranquilas, tudo teria continuado como até então.
Dizer que há falta de ambição do eleitorado, tendo em contra os projectos que o Fernando Mendonça tinha para cada freguesia e para o concelho, parece-me claramente a expressão certa e não vejo nela qualquer ofensa para quem quer que seja.
Por outro lado, essas contas não são assim tão lineares. Sê-lo-ão quando cada candidato tiver atrás de si um único partido. Quando me referi a este aspecto fui claro ao dizer que o CDS, por si só, poderia ter metido (mais) elementos nas assembleias ou mesmo nas juntas de freguesia. Não me referi à Câmara Municipal.
3 – Manipulações
É o que o José Matos pretende fazer ao insistir que fui atrás de teorias de outrém "... como aquela da Ferreira Leite não querer construir o novo hospital em Estarreja já aqui discutida e na qual o Camilo alinhou sem ver ao certo o que é que MFL tinha dito na verdade".
Não vale a pena insistir, meu caro. Não trago atrás de mim nenhum partido nem ninguém a colocar-me palas nos olhos. E disso me prezo, pode crer.
Lamentavelmente, os link's não funcionam de igual modo em todos os PC's. Caso contrário, não deveriam restar dúvidas do que disse MFL pois bastaria clicar [
aqui] e procurar no 4º comentário os dois endereços que lá constam. De qualquer modo, e na esperança que o vídeo do youtube funcione para todos, aí fica o dito com o que MFL disse e com o que diz que não disse.
Em que ficamos? Claro que não falou em hospitais e muito menos em Estarreja, como não falou em coisa nenhuma sendo que o "todas" me parece claro demais. Obviamente que o Zé sabe que não era isso a senhora não queria dizer... mas nós não sabemos. Quanto ao que englobam as políticas económicas e sociais e, como nada foi referido em concreto além de "todas", no mínimo fica a dúvida...
Bom, mas para que, mesmo assim, não reste dúvida alguma, [
aqui] fica um dicionário da Língua Portuguesa onde se pode ler o significado de "rasgar", "romper" e "todas".
4 - "Chamou burros ou atrasados a quem não votou no PS."
Se há manipulação em algum lado, aqui está ela no seu estado puro. Percorri novamente toda a entrevista (você dá trabalho!!!), não fosse ter-me escapado alguma coisa, mas confirmei que, em lado algum, constam tais palavras. E a dúvida instalou-se-me: será que a entrevistada veio, mais tarde, dar uma de MFL e dizer que... afinal não disse? Francamente!
Eu sei que o JM tem um dom especial que lhe permite traduzir o pensamento dos outros, o que faz com que, quando convém, transforme o que outros dizem no que quer que eles digam. Mas, já agora, a quem [neste] post classifica, de uma assentada, milhões de portugueses de "ingénuos" pelo simples facto de jogarem no Euromilhões... ou se sente com direito de julgar como lixo o que outras pessoas escrevem, como refere no seu último post, não haverá muito mais a dizer.
E, também por isso, encerro aqui a minha "saga" com o amigo José Matos, na certeza de que vemos a realidade de formas completamente distintas.
Por vezes fico com a sensação que o meu caro ficaria bem consigo mesmo se ouvisse ou lesse da minha parte uma palavra de arrependimento pelas opções que tenho tomado, nomeadamente a respeito das últimas eleições autárquicas. Desengane-se. Estou de bem comigo mesmo e faria tudo de novo, pode crer, porque continuo a acreditar nos projectos e nos homens em que acreditei. E faço-o conscientemente.

Sábado, Fevereiro 06, 2010

A ESCOLHA DA SEMANA

Desta vez são dois os temas a merecer destaque:
- A liberdade de expressão e a Corrupção.
Não sabemos se, de facto, o assunto "Mário Crespo" foi mesmo [assim]. Coloco sempre algumas reservas quando a base de sustentação de uma acusação se situa em "conversas ouvidas nas mesas em redor", posteriormente transmitidas ao visado.
De qualquer modo, foi um tema que agitou a opinião pública e que merece alguma reflexão, quanto mais não seja, porque nos traz à memória vários outros casos.
Num outro plano, valerá a pena referir que a internet é hoje o expoente máximo da liberdade de expressão e da sua universalização.
Ora, o exercício dessa liberdade deveria assentar num código deontológico e não na ordinarice gratuita que emoldura tantos escritos, sobretudo através dos comentários aos mesmos. A divergência entre quem lê e quem escreve, não dá o direito a ninguém de usar de grosserias e insultos, pese embora se saiba ser essa é a única forma de certa gente se exprimir.
No que diz respeito ao segundo tema, o ex-ministro socialista, João Cravinho, não poderia ser mais conclusivo [nesta] sua participação no programa "Res Pública" da RR. Raras são as vezes que alguém coloca assim, desta maneira tão clara, o dedo na ferida. Para ouvir e meditar.

OPINIÃO

O último número do Jornal de Estarreja, de 05 de Fevereiro traz, na sua segunda página, mais um artigo de Opinião de um conhecido e já habitual escriba que, com toda a certeza, se não importará que lhe dedique aqui algumas linhas, uma vez que estes abafos ou desabafos que por aqui se vão escrevendo, não têm público que se veja. Serão, portanto, coisas minhas apenas.
Deglutido (mal) o tal artigo, atrás referido, fiquei na dúvida se teria lido a mesma entrevista que o autor do dito, a tal que lhe terá flashado o pensamento por forma a produzir este escrito impregnado de uma corrosiva acidez. É que, da forma como se atirou à entrevistada, qual cão raivoso - perdoe-me a imagem - parece ter sido severamente sovado.
Confesso que tive de reler a entrevista em causa, para me certificar mesmo que um de nós estava a ver estrelinhas em pleno dia.
Não é minha intenção, nem teria sequer essa veleidade - nem disso se trata - defender aqui a entrevistada; ela, com o seu "autoritarismo e arrogância", saberá bem fazê-lo, certamente, se o quiser, tal como outros bem conhecidos da nossa praça.
Contudo, parece-me já completamente despropositada esta pretensão de querer manter o clima de guerrilha que foi tão criteriosamente instalado junto da opinião pública antes e durante a campanha eleitoral e a que este artigo parece dar continuidade.
E é como leitor anónimo que me refiro à entrevista da Marisa Macedo e ao artigo do José Matos, para dizer que, quanto à primeira, exceptuando algum exagero na comparação com a violência doméstica, considero-a realista, tendo em conta o enquadramento em que a mesma se dá.
Toca, ainda que ao de leve, nalguns aspectos (que podem explicar, em parte, o insucesso eleitoral) da realidade do concelho quando refere, por exemplo, a falta de ambição, o contentar-se com tão pouco, a escolha dos partidos em detrimento das pessoas, etc. E não é isso verdade? E será isso insultuoso para o povo, como se tem dito?
O que tem a entrevista que possa ser considerado "truques de linguagem, insinuações, descontextualização de frases, manipulação e deturpação de factos"?
O artigo do José Matos, começa mal ao voltar a referir-se pela enésima vez ao "desastre eleitoral de Outubro". Já começa a ter sabor a um certo e repudiante sadismo. Fica-lhe mal tanto ódio, enquanto cidadão com responsabilidades políticas, esvaziado que parece de qualquer conteúdo válido que não o servilismo partidário.
Ora, comparar o incomparável (as vitórias de Vladimiro Silva e José Eduardo Matos) é um exercício de clara manipulação. Veremos os resultados eleitorais quando a coligação se desfizer, e os concorrentes partirem assim lado a lado. E estou certo que não faltará muito para que tal aconteça. Só nessa altura saberemos quem tem "pedalada" para lá chegar. Aliás, não tenho qualquer dúvida que o CDS teria, por si só, conseguido alguns lugares nas Assembleias de Freguesia ou mesmo nos executivos, evitando as trapalhadas a que se sujeitou.
Por outro lado, a alusão feita à "ignorância dos eleitores", supostamente referida na entrevista, mas com o sentido que lhe pretende dar, não é uma atitude séria nem isenta. A não ser que se queira referir aqueles que votam sem saberem quem são os candidatos ou sem conhecerem uma linha sequer do que pretendem fazer, e são ainda muitos, infelizmente.
Por fim, a teoria de que a maioria tem sempre razão, como pretende fazer crer, não colhe da minha parte qualquer simpatia. E nem será necessário recuar muitos anos para perceber isso mesmo. Concordará o JM que o povo votou bem quando deu a maioria ao governo PS? Não me parece. No entanto foi uma escolha legítima, tal como em Estarreja, o que não significa que tenham sido as melhores escolhas.
As maiorias são sempre perigosas porque facilmente conduzem ao abuso do poder. Foi assim com Cavaco Silva (talvez o governo mais contestado até hoje, record de manifestações e greves), e foi assim com José Sócrates. É preferível assim, uma boa consertação entre os vários partidos e o governo, para ajudar a repôr as regras da democracia, e evitar os exageros. Mas, para isso é preciso que se abandone o tal "clubismo partidário" instalado na classe política, coisa que parece completamente impossível, mesmo a nível local.
Uma nota final para referir que a mistura de questões politico-partidárias com aspectos pessoais (referências a marido/mulher, etc.) é demonstrativa de alguma falta de decoro, e encerra um texto mau, que não traz qualquer novidade nem acrescenta nada de válido ao panorama político do concelho.

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

A BATER NO FUNDO

Não fosse a seriedade do assunto e começaria por dizer que Portugal é hoje o bobo da corte europeia.
Não me parece que seja necessário vir um Comissário Europeu dizer [aqui] o que qualquer cidadão responsável e minimamente atento há muito sabe. Mas nós portugueses somos assim; tem de vir alguém de fora colocar a chancela na nossa triste realidade para que acreditemos, pelo menos um pouco, que isto está mesmo mau. Está-nos na massa do sangue.
De facto, há muito que o país caminha para o abismo, muito embora ninguém pareça importar-se com isso.
Diz o tal Comissário que "Portugal perdeu competitividade desde que aderiu à Zona Euro". É óbvio! Que se espera quando se dão subsídios para que não se produza, para que não se pesque, para que não se trabalhe ou para adiar o encerramento de empresas por dois ou três meses? Sim, que esperar de um país que gasta milhões em rendimentos mínimos, ao invés de apostar forte na criação de emprego? Que esperar de um país que se endivida a cada dia que passa, mas que não abdica, por exemplo, de algumas obras públicas monstruosas e de interesse relativo? Que esperar de um país que vai sufocando o seu povo para que a classe alta mantenha o seu padrão de vida?
E quando é que vem aqui alguém dizer que os responsáveis por esta miserável situação económico-financeira têm nomes? Nomes que importa responsabilizar e afastar para sempre da gestão pública.
A verdade é que quando é o PS a "lixar-nos", o PSD entretém-se a ajudar à festa; quando a situação se inverte, é exactamente o mesmo. E disto não saímos.
O parlamento é hoje um palco onde se produz teatro com péssimos actores para o povo ver e aplaudir.
O país precisa urgentemente de uma nova geração de políticos mas precisa, sobretudo, de uma nova cultura política.
Uma cultura política assente em gente que tenha um verdadeiro sentido de Estado, e que não diga uma coisa quando está na oposição e faça o contrário quando chega ao poder.
Gente que entenda que é preciso:
- cortar drasticamente na despesa pública;
- acabar com mordomias mais mordomias, que elevam os salários base dos que mais ganham para mais do dobro;
- exigir rigor a si própria antes de o exigir ao resto do país;
- explicar conveniente e claramente onde vão parar os impostos que nos são cobrados;
- mostrar em que beneficiou o país com os biliões e biliões de Euros que a Europa aqui injectou até hoje;
- responsabilizar quem mal governa;
- deixar-se de Magalhães e de Novas Oportunidades, que apenas emburrecem o povo;
- apostar, sem reservas, no combate à criminalidade e à insegurança;
- exigir aos contribuintes - mas a todos - o cumprimento dos seus deveres;
- enfrentar seriamente o problema da fuga aos impostos e resolver todos os casos de corrupção que vão surgindo;
Gente que nos explique convenientemente e traga credibilidade aos casos: Casa Pia, Portucale, Operação Furacão, Cova da Beira, Herdade dos sobreiros, da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, da compra dos submarinos, das escutas ao primeiro-ministro, dos casos das Universidades Independente e Moderna, Apito dourado, dos terrenos do Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais, da Braga parques, dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida, do processo Costa Freire / Zézé Beleza, do miúdo electrocutado no semáforo, do outro afogado num parque aquático algarvio, das crianças assassinadas na Madeira, do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico, do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal, dos crimes de evasão fiscal, dos negócios do grupo Carlyle, do médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência, etc, etc... Enfim, gente que nos tire deste lamaçal.
O problema é que, ao olhar em redor, não se vê ninguém capaz de o fazer.

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

CARNAVAIS

Vem aí o Carnaval - já apelidado como "o maior evento de Estarreja"- e com ele a loucura repartida por três ou quatro dias de folia, alegria e excessos.
Faça-se festa - porque não? Haja alegria - pois então! - que a vida são dois dias...
Nada me move contra os festejos - mesmo que Câmara Municipal os subsidie com verbas que dariam muito jeito para outras coisas - mas adiante.
O que revolta é [isto], que nunca haverei de compreender.
O Centro de Saúde disponibiliza médicos e enfermeiros - neste período e durante 24 horas - para aturarem os excessos e as bebedeiras de quem se anda a divertir, enquanto que durante o resto do ano, a partir da meia noite, um cidadão com um qualquer problema de saúde, tem de se dirigir a Aveiro e esperar 4 ou 5 horas contorcendo-se de dores até ser atendido, porque não há um médico disponível em Estarreja.
Não se pense, por isto, que sou contra o Carnaval. Muito pelo contrário; a bem dos idosos e das crianças do concelho (os que mais necessitam de apoio médico fora de horas), a proposta vai no sentido de se oficializar o Carnaval de Estarreja durante todo o ano. Sim, porque o que falta é tão só a oficialização do mesmo...

Domingo, Janeiro 31, 2010

FUTEBOL E POLÍTICA

Nunca a política e o futebol estiveram tão próximos um do outro.
No futebol, muda o treinador e logo traz atrás de si os amigos a equipa da sua confiança. Na política também.
No futebol, mesmo que a equipa jogue mal e os resultados sejam, na sua maioria negativos, o nosso clube é sempre o nosso clube; na política também.
No futebol, um adepto do Porto nunca aceita que o Benfica tenha feito um bom jogo; na política passa-se o mesmo.
No futebol, o nosso clube é sempre o melhor; na política também.
No futebol, quando as coisas correm mal, corre-se com o treinador, não sem antes lhe ter enchido bem os bolsos; na política é exactamente o mesmo.
No futebol, criam-se ódios aqueles que são de outros clubes; na política também.
No futebol há aqueles adeptos ferrenhos que defendem o clube com unhas e dentes (mesmo sem saberem o que defendem), que se zangam e que por vezes são mal educados e desordeiros; na política também.
No futebol há campeões que o são porque nem sempre jogam limpo; na política também.
No futebol, há muita gente que apenas quer o "seu", e que pouco se importa com os resultados; na política também.
No futebol, há os que se fartaram de ver maus jogos e que deixaram de ir aos jogos; na política também.
Obviamente que há também os adeptos que reconhecem quando o seu clube joga mal e que sabem aplaudir o adversário quando este o merece. Serão, contudo, poucos e cada vez mais raros.
A política é assim, hoje e em grande parte, um mero acto de paixão. Uma cega paixão clubística, para melhor exemplo, geradora de ódios pessoais e em que o exercício da razão está relegado para segundo plano. O adepto não pensa; apoia cegamente o que os dirigentes do seu clube determinam, mesmo que os mesmos venham a conduzir o clube para o abismo.
A política futebolizou-se.

A ESCOLHA DA SEMANA

Desta feita, a selecção da semana vai para um blog de conteúdo histórico-desportivo, que dedico a todos os amigos do desporto e em particular aos Sportinguistas.
Que saudade do tempo em que o desporto era desporto e não comércio... um comércio mal gerido, enraizado em corrupção e desvarios, e onde imperam verdadeiras loucuras financeiras que levam os clubes para o abismo.
[Aqui] o Armazém Leonino.

Sábado, Janeiro 23, 2010

A ESCOLHA DA SEMANA

recai desta vez neste post do blog Terra Nostra, e para dizer o seguinte:
Considerando:
1- que o novo Hospital foi um compromisso assumido pelo governo Socialista;
2- que a drª Manuela Ferreira Leite disse, publicamente, que os compromissos assumidos pelo PS seriam para rasgar, caso fosse eleita (excepção feita ao aeroporto de Alcochete);
3- que a maioria dos Estarrejenses (37,91%) escolheu a dita senhora para chefiar o governo,
não me parece que sejam os 5330 eleitores que nela votaram a ter legitimidade para, honestamente, questionar se o novo hospital vem ou não.
O mesmo seria escolher um de dois, e depois exigir ao preterido o protagonismo da acção. É tudo e apenas... uma questão de coerência...

PDM

Terminou no passado dia 07, o período que a Câmara Municipal de Estarreja concedeu a todos os munícipes para a Discussão Pública da Alteração Regulamentar do PDM.
O Relatório da dita Discussão pode ser lido no site da CME.
Diz o mesmo que "foram prestados diversos esclarecimentos, não tendo sido, no entanto, formuladas pelos particulares quaisquer reclamações, observações, sugestões ou pedidos de esclarecimento."
Pois bem; à semelhança do sucedido a respeito do Traçado do TGV, poderia perguntar-se quantos munícipes souberam da tal Discussão Pública sobre as alterações do PDM. Claro que o site da Câmara e os Editais, etc...
Mas a questão que se põe, é saber se há interesse nestas discussões, ditas públicas, ou não. É que se há, deverá ser dada uma maior publicidade e deveriam ser agendadas em todas as freguesias sessões de esclarecimento sobre o assunto, para que depois os cidadãos pudessem efectuar as tais reclamações, observações e sugestões que se não verificaram. É que nem todos se dão muito bem ainda com estas coisas da net e dos e-mails (a começar por alguns Executivos). Outros há que teriam de faltar ao serviço para se deslocarem à Câmara a fim de serem esclarecidos, uma vez que tenho por certo que qualquer deslocação às juntas de freguesia com esse fim seria infrutífera.
Aqui por esta terra ainda foi sugerida uma dessas sessões, mas o assunto parece não ter sido importante o suficiente para que tal viesse a acontecer.
É por isso que a conclusão é óbvia: ou vivemos num concelho hiper-esclarecido, ou quer lá o povo saber do PDM para alguma coisa?
É triste... mas é verdade.

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

CONDECORAÇÃO!...

A recente decisão do Sr. Presidente desta República de condecorar Pedro Santana Lopes é o mais flagrante exemplo de hipocrisia política dos últimos tempos.
Será necessário lembrar ao professor que foi ele um dos principais críticos à gestão governativa de Santana Lopes? Haverá mesmo necessidade de recordar que a sua avalizada opinião serviu de alavanca para a queda do executivo do agora condecorado?
Confesso que nutro alguma admiração pelo Pedro. Não tanto pelas trapalhadas governativas em que se meteu, (não estaremos melhor agora), mas por que está sempre disposto a enfrentar os mais diversos desafios, facto que o levou a aceitar o presente envenenado deixado por Durão Barroso em 2004, que abalou à procura de melhor vida, pois claro!
Mercê dessa sua passagem pelo governo - severamente criticada da esquerda à direita, incluindo o próprio PSD - foi agora agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, que é concedida por destacados serviços prestados no exercício de funções em órgãos de soberania ou de administração pública.
E eu fico-me num pasmado, incrédulo e sepulcral silêncio... perante tamanha hipocrisia.
Vinda de quem vem, melhor teria feito PSL se desse um murro na mesa, ao jeito daquele que deu [aqui]na SIC, em directo, aquando da chegada de Mourinho ao aeroporto de Lisboa.

Domingo, Janeiro 17, 2010

DEFINIÇÃO

de Economia:

Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

DIFERENÇAS

Deixo aqui um aplauso a [esta] maneira de fazer as coisas no concelho vizinho. Sem desonestidade, com planeamento rigoroso e de utilidade reconhecida. Há, de facto, projecto, trabalho e mérito. Parabéns!

ANEDOTA OU REALIDADE?

CUNHAS

Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo ??!!!
Ministro: Olha, olha, está tudo bem?!
Empresário: É pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado. Tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.
Ministro: E que habilitações tem ele?
Empresário: Tem o 12.º completo.
Ministro: E o que sabe fazer?
Empresário: Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã!
Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor, fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?
Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça. Não arranjas algo com um ordenado mais baixo?
Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000 !...
Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada à volta dos 600/700 ???
Ministro: É pá, isso não, para esse ordenado tem de ser Licenciado, falar Inglês , dominar Informática e tem de ir a concurso!!!..

Terça-feira, Janeiro 12, 2010

PEDIDO DE DIVULGAÇÃO

Diariamente circulam pela net montes de mails com os mais variados pedidos de ajuda, sendo que a grande maioria não passa de uma sórdida forma de apanhar os endereços dos nossos contactos. A este propósito, mandam as regras da boa utilização que os mails reenviados deverão ser limpos de todos os endereços e que se utilize o campo Bcc (Blind Carbon Copy, ou Cópia Oculta), podendo assim enviar-se o mail para uma centena de contactos sem que algum endereço seja visível.
Ora, devido ao grande número desses mails, acima referidos que por aí circulam, torna-se difícil perceber os que, de facto, são gritos de desespero de pais, filhos, amigos ou desconhecidos, o que faz com que os eliminemos, mesmo antes de serem lidos. É certo que muitos nem lemos porque nos incomodam.
Este que a seguir reproduzo é um pedido verdadeiro, que me chegou através de pessoa amiga e de total confiança. Vem acompanhado de uma pequena introdução que também transcrevo.

"Desculpem lá o incómodo, pois normalmente não costumo enviar mensagens destas.
Mas hoje, o nome desta criança, a idade e sei-lá-mais-o-quê... sensibilizaram-me de uma forma particular.
Aqui vai, com um pedido desculpa e outro de divulgação pelos vosso contactos."

O Afonso tem 6 anos
, sofre de leucemia linfoblastica aguda e precisa, urgentemente, de encontrar um dador compatível para transplante de medula... às vezes é necessário tão pouco para podermos salvar uma vida... e quem sabe se amanhã não vamos ser nós a precisar... para se ser potencial dador de medula é apenas necessário ter entre 18 e 45 anos, não ter feito nenhuma transfusão de sangue e ter mais de 50kg... e fazer uma recolha de sangue (cerca de 10ml) num dos Centros de Histocompatibilidade, ou então numa das diversas acções móveis de angariação de dadores... não custa absolutamente nada, é como tirar sangue para fazer análises, só que em menor quantidade... quem não estiver dentro dos parâmetros necessários, também pode ajudar, tentando divulgar e convencer quem possa ser dador... vamos fazer com que 2010 seja o ano do Afonso... e da Carmen... e de tantos outros Afonsos e Carmens que precisam da nossa ajuda...


A INDIFERENÇA NÃO PODE SER OPÇÃO... temos o hábito de pensar sempre que estes problemas são resolvidos por outros... mas afinal quem é que serão esses outros!? há coisas que dependem exclusivamente de nós... de todos nós... sem excepção...

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próximas acções de angariação de dadores:

- ESPINHO, 31 de Janeiro (14h-19h) Centro Paroquial de Espinho
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Centros de Histocompatiblidade:

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO NORTE

Rua Dr. Roberto Frias

Pav. Maria Fernanda

4200-467 Porto

http://www.chnorte.min-saude.pt/
Telf. +351 225 573 470; ax. +351 225 501 100

de 2ª a 6ª feira das 9h às 17h30 (sem interrupção de hora de almoço)

Nas traseiras do Hospital de São João, junto ao Pavilhão das consultas externas na direcção da Faculdade de Desporto (sempre dentro do recinto do Hospital)

NA ORDEM DO DIA

Numa altura de profunda crise económica, o país entretém-se a discutir o casamentos entre homossexuais, como se fosse esse um assunto de capital importância para a generalidade da sociedade portuguesa.
Não me perturba minimanemte a forma como cada um quer viver a sua vida mas, legislar de ânimo leve sobre assuntos que invertem valores em que assentam as sociedades, é de alguma forma, preocupante. No mínimo, este tema seria merecedor de consulta popular.
O jornalista Portuense João Pereira Coutinho, escreveu no Expresso, o melhor e mais elucidativo texto que já li sobre o assunto.
CASAMENTO GAY

Uma agressão somente à religião Católica? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma religião).
Uma agressão somente à Civilização Ocidental? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhuma civilização).
Uma agressão somente à humanidade? Não (não existem casamentos entre indivíduos do mesmo sexo em nenhum grupo de humanos).
Uma agressão à Natureza? Certamente não há no Reino Animal situações de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo.

Abomino histerias. E o casamento "gay" é histeria. Segundo dizem, recusar o casamento a pessoas do mesmo sexo é uma "discriminação". As pessoas dizem a palavra - "discriminação" - e esperam que eu me comova. Não me comovo. Claro que é uma discriminação. E daí? Todos os dias, a todas as horas, sobre as mais variadas personagens, a sociedade exerce as suas "discriminações".
Se, por mera hipótese, eu pretendesse casar com duas mulheres, estaria impedido pela força da lei. Não será isto uma "discriminação"?
Por que motivo o Estado impede que três adultos que se amam possam construir uma família em conjunto? Arrisco hipótese: porque a sociedade estabeleceu os seus códigos de conduta, os seus símbolos, as suas "instituições". São estes códigos, estes símbolos, estas "instituições" que sustentam a vida em sociedade e não vale a pena questioná-los por cálculo racionalista. Acabamos por chegar a conclusões francamente lunáticas. Se o casamento passasse a ser um mero contrato baseado no afecto (a visão sentimental da tribo), não haveria nenhuma razão substancial para impedir todas as formas possíveis de casamento: entre pais e filhos; entre irmãos; entre duas mulheres e um homem; entre uma mulher e vários homens; etc.
É justo que duas pessoas do mesmo sexo que partilham uma vida em comum possam assegurar certos direitos sucessórios ou fiscais. Não é justo desmontar o casamento tradicional para acomodar o capricho de uns quantos. Pior: o gesto apenas abriria uma nova forma de "discriminação" sobre todos os outros - pais e filhos; irmãos; duas mulheres e um homem; uma mulher e vários homens - que são deixados injustamente à porta do matrimónio. Tenham juízo e, já agora, portem-se como homenzinhos.