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谁我们是

Michele Pacheco & Robson Rocha
juiz De Fora,米纳斯Gerais,巴西
______________________________________________________________________________________________________________我们是电视Alterosa的新闻工作者-参加SBT在米纳斯Gerais。 我们等待以这Blog划分我们在我们的行业积累的一点无数的历史。 他们是滑稽,哀伤,惊奇的故事…
要形象化我的外形完成

别名过程

星期一, 16 11月2009年

巴西小姐同性恋者2009年-赢取它超过侵略

为Michele Pacheco

小姐Espirito Santo, Ava Simões,给了加上一个克服的例子。
在被攻击在最后事件的以后为小姐Saoo Paulo, Taysa Shinayder,优胜者超过了意志恐慌和显示的力量,当回来的palco和面对照相机和谁的求知欲仍然在地方。

巴西小姐同性恋者2009年担心图象的它并且恐惧是对空气的材料denigrated事业它。 但,我们评估它不会做正义对美好的举例子它的那不显示事实。 我们决定显示一切,与突起为triunfal回归它,超过侵略。 E今天,我是知道transformista的朋友增加我的倾慕的另一件事。 任何一个在那个情况,将有处理,叫政策等等。 但, Ava Simões在一切是优越这。 它不去移动过程和只不想要跟随以谁的责任赢取了一个那么重要标题为巴西社区同性恋者。
下面,侵略的物质在巴西小姐同性恋者2009年,显示Alterosa的期刊,在贝洛奥里藏特和对边Alterosa的期刊显示的完全物质,在Juiz De Fora。

星期天, 15 11月2009年

巴西小姐同性恋者2009年-魅力到侵略

Michele Pacheco

许多人去巴西小姐同性恋者保留2009年的最后图象为赢取的候选人遭受的是侵略。
Ava Simões,保卫Espirito Santo的状态的transformista,是与我们的队的录音采访,当 saoo Paulo小姐回来了对passarela被激怒并且拔出了选举小姐的假发与冠和一切。
它是非常快速的一切,亦不被察觉的组织的职员。
小姐没愉快地得到疼。
但,它是场面哀伤看。

它有最大的喧哗。
folloied祖父,如果有叛乱和拔出小姐Saoo Paulo的假发的某些人。
End of
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Houve troca de socos e pontapés e o clima ficou pesado.
Os seguranças correram, os organizadores também.
A Miss Brasil Gay 2009 foi levada para um canto do palco, para se recompor.
Enquanto isso, defensores das duas candidatas batiam boca para saber quem tinha razão.

É triste pensar no trabalho que tantas pessoas tiveram para organizar o evento.
O Miss Brasil Gay estava previsto para agosto, mas foi adiado em função das recomendações preventivas da gripe A.
Com quase três meses de atraso, parecia que tudo estava perfeito.
Até o final lastimável.
Um desrespeito com o público e com toda a equipe de organização que trabalhou tanto.
Todo concurso tem o risco de alguém se considerar injustiçado.
Mas, isso não justifica a violência!

O Miss Brasil Gay é o maior evento de transformismo do país.
Vinte e sete transformistas participaram, defendendo estados da Nação.
A festa deste ano foi no ginásio do Sport Club, onde tradicionalmente era feita desde a criação, há 33 anos.
No ano passado, os organizadores tentaram mudar e levaram o Miss Gay para o Cine Teatro Central.
Não funcionou tão bem e, atendendo a pedidos, o evento voltou ao ponto de origem.

É um grande espetáculo, que mobiliza toda a comunidade GLBT do país e também a mídia.
O público acompanha, logo no início, a galeria da beleza.
Travestis, transsexuais e Drag queens de todo o Brasil capricham nos trajes elegantes ou irreverantes para fazer bonito no tapete vermelho do Miss Brasil Gay.
É um desfile de charme e beleza.
Todo ano, ouço comentários do tipo "nossa, nem parecem homens!".
Com certeza, os convidados estão entre os profissionais que mais se destacam em shows gays.

Depois da galeria da beleza, os apresentadores chamam os jurados.
Eles desfilam um a um pela passarela e tomam os lugares reservados, bem ao pé da passarela. De lá, têm visão privilegiada de todo o espetáculo.
A tarefa é difícil: eleger o transformista mais bonito do Brasil.
A dificuldade do concurso é uma atração a mais e alimenta os sonhos de muitos gays pelo país a fora.

O evento é inspirado nos concursos de Miss Brasil, que fizeram tanto sucesso nas décadas de 70 e 80.
As candidatas se apresentam primeiro com trajes típicos.
Elas escolhem alguma característica marcante do estado que estão defendendo e traduzem isso para o pano e as alegorias.
Neste ano, a criatividade estava à solta.
Foi difícil escolher a apresentação mais bonita.

Entre os que me chamaram mais atenção, estava o transformista que representou Minas Gerais.
Uma caixa foi colocada no palco.
As luzes se apagaram e, de dentro dela, saiu a candidata mineira.
Ela estava com um traje prateado, lembrando um robô.
Inúmeros leds deram um efeito especial à roupa.
No escuro, ela brilhava e seguiu pela passarela na performance lembrando um robô e homenageando o Vale do Aço, que exporta diversos produtos.

A Miss São Paulo também abusou da imaginação.
Um enorme cofre foi colocado no palco.
A música foi rolando, enquanto a porta era destravada por dentro.
Quando o cofre abriu, a candidata estava sentada em meio ao dourado de moedas e riquezas.
Foi a forma encontrada para lembrar da Bolsa de Valores do maior centro financeiro da América Latina.

Um flor gigantesca no meio da passarela anunciou o início do desfile da Miss Santa Catarina.
Aos poucos, as pétalas se abriram e revelaram outra flor.
Por fim, a candidata saiu de dentro dela e começou a apresentação performática que ganhou muitos aplausos do público.
Antes do desfile, a Carol Zwick contou que vinha se preparando desde junho e que gastou em torno de 22 mil reais na confecção dos trajes.

A Miss Espírito Santo apelou para uma tentação.
Ela veio dentro de uma lata grande, com várias imagens de bombons da Garoto.
A estrutura rodou e ela estava sentada num banco em meio a tubos de cobre, lembrando a fábrica de chocolate.
Aliás, o cheiro da guloseima se espalhou no ar, junto com centenas de bombons jogados para o público.

No desfile de trajes de gala, a maioria das candidatas optou por tecidos transparentes e muitos bordados.
Achei até que ficou meio repetido.
Modelos justos muito bordados e muito coloridos.
Todos maravilhosos, claro, mas alguns eram parecidos.
Poucos transformistas apostaram em modelos mais volumosos.
Mas, não resta dúvida de que foi um banho de glamour na passarela.

Entre os desfiles, o público conferiu diversos shows.
Foram muito bem escolhidos, diga-se de passagem.
A irreverência da Kayka é sempre bem recebida.
As apresentações sensuais aumentaram em alguns graus a temperatura na ginásio.
Os transformistas parecem cada vez mais inspirados para se apresentar no Miss Brasil Gay.
É como um Oscar no mundo gay.

A juizforana Xuxu, que se destacou na internet com um dos clipes mais acessados e está prestes a gravar um DVD ao vivo, foi um dos destaques.
A performance lembrou o vídeo gravado no centro de Juiz de Fora que fez sucesso na internet. Misturando irreverência e sensualidade, Xuxu ganhou o carinho do público.

Fiquei pessoalmente encantada com os shows do Léo Áquila.
Performático e elástico, o artista se desdobrou, literalmente, na passarela.
O público ficou sem fôlego e nem queria piscar para não perder nada.
Haja fôlego!
Léo Áquila correu, pulou, dançou e revirou a cabeça até a gente se perguntar em que momento ela sairia voando pelo ginásio.
Muito bom!

A atração internacional anunciada foi a Georgia Brown.
Nascida na Itália e criada no Brasil, ela faz muito sucesso nos Estados Unidos e é considerada a "Diva da House Music".
A cantora é reconhecida pelo Guiness Book como detentora da voz mais aguda do mundo.
E ela usa e abusa desse timbre nos shows.
De cabelos vermelhos e vestido preto, ela não parou um minuto na passarela.

Difícil mesmo é trabalhar no Miss Brasil Gay.
Todos são muito solícitos na organização.
Mas, o espaço é pequeno e sobra apenas uma faixa estreita nos fundos do ginásio para os cinegrafistas.
O Robson se ajeitou em cima de uma caixa do equipamento de som.
As assessoras de imprensa e produtoras acharam alguns bancos e improvisaram praticáveis.
Podemos dizer que a imprensa ficou imprensada lá no fundo.
Mas, tudo acabou bem e todo mundo trabalhou sem perturbar o público.

Passava das quatro da manhã, quando o resultado foi anunciado.
Os apresentadores Fernanda Müller e Paulo Nahan fizeram o suspense tradicional, antes de anunciar que a Miss São Paulo, Taysa Shinayder, ficou com o terceiro lugar.
A Miss Santa Catarina, Carol Zwick, ficou com o segundo lugar.
E a Miss Espírito Santo foi a eleita.
Ava Simões vinha há quatro anos disputando o concurso e sonhando com o título.
Ela gastou em torno de 50 mil reais com as roupas e plásticas.
Mas, valeu a pena.
Ela ficou ainda com os títulos de Melhor Traje Típico, Melhor Traje de Gala e Miss Brasil Gay eleita pelo júri popular.

Ava Simões nasceu em Recreio, Minas Gerais, e mora no Rio de Janeiro.
É comum no Miss Brasil Gay que candidatas de outros estados representem as unidades que não elegeram Misses Gays estaduais.
Apesar do susto dado pela Miss São Paulo, a vencedora deste ano mostrou jogo de cintura.
Assim que o tumulto diminuiu, ela recompos o visual e voltou para terminar a entrevista que estava dando antes do ataque.
Sorriu, mostrou confiança e disse que com ou sem peruca, ela é a Miss Brasil Gay e vai ser uma Miss diferente.
Não quer pensar apenas na aparência, quer fazer algo mais, quer ajudar as pessoas.
Boa sorte!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Assembléia acaba em tumulto em Juiz de Fora - Esclarecimento

Estamos postando na íntegra o texto do esclarecimento enviado pelo Presidente do Sinserpu-JF, Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora.

"Caros, Michele e Robson

Compreendo a revolta de vocês, mas é preciso esclarecer alguns fatos. Quando a sua equipe chegou, já havia ocorrido um tumulto maior e os ânimos estavam ainda muito alterados. O grupo que veio de fora não interpretou de forma correta o edital de convocação, que chamava sindicatos de prefeituras e câmaras municipais do estado que estivessem em consonância com a Portaria 186 do Ministério do Trabalho para apoiar o ato de fundação da nova federação. A Portaria 186 abre a possibilidade de pluralidade entre entidades sindicais de grau superior.

É preciso esclarecer ainda o seguinte:

1) A Fesempre, entidade que liderou os protestos, é uma federação interestadual de sevidores municipais e estaduais com base em Minas e em outros estados. Sendo ela interestadual, a base única de servidores municipais estava vaga, o que fortalece o nosso movimento.
2) Desde os primeiros passos da criação da nova federação, a Fesempre vem tentando impedir seu êxito Antes desta assembleia geral de fundação, sete sindicatos do Estado publicaram editais de convocação para aprovar internamente tal proposta. As assembleias foram marcadas para 26 de outubro nas cidades de Juiz de Fora, Matias Barbosa, Carandaí, Barroso, Ijaci, Nepomuceno e São João Nepomuceno. A direção da Fesempre enviou pessoas para todas essas assembleias para impedir suas realizações.Várias tiveram boletins de ocorrência, mas conseguiram realizar os encontros. Somente em Barroso, onde o presidente da Fesempre, Sr. Aldo Liberato foi pessoalmente, a assembleia não aconteceu.
3) Diante dos fatos ocorridos anteriormente e ciente que a Fesempre viria a Juiz de Fora para tumultuar e através disso impedir o ato de fundação, a comissão organizadora da assembleia adotou medidas para garantir a segurança daqueles que são favoráveis ao movimento. Durante o tumulto, muitos dos nossos companheiros também foram impedidos de entrar no local.

Se existe falta de democracia não é da comissão pró-fundação da nova federação, mas sim de um grupo que não aceita a quebra de uma hegemonia que nada tem a oferecer de concreto para a nossa categoria. Nesse sentido, o tumulto que se generalizou não foi provocado por nós. É preciso lembrar que em nove anos à frente do Sinserpu, nunca criamos qualquer dificuldade ou obstáculo aos funcionários da TV Alterosa ou qualquer outro órgão de imprensa. Sempre fomos solícitos em compartilhar os fatos que ocorrem em nossa área de atuação. O incidente de ontem não deve ser um rótulo negativo a um trabalho e a uma convivência sempre respeitosa e fraterna que tivemos ao longo dos anos.

Saí escoltado por orientação da própria Polícia Militar e não por estar querendo fugir de qualquer responsabilidade e se fui vaiado, foi pelo grupo orquestrado pela Fesempre da qual somos dissidentes por não concordarmos com atitudes que consideramos nocivas ao movimento sindical.


Travamos muitas batalhas em Juiz de Fora, como as questões salariais e da Amac, e nunca a Fesempre compareceu com caravana para manifestar apoio. Agora, para não perder impostos dos sindicatos dissidentes eles reagem desta forma.
Nosso movimento é apoiado pela Confederação Nacional dos Servidores, CGTB, CTB e Nova Central Sindical, uma vez que os sindicatos que compõem esse movimento fazem parte dessas três centrais sindicais. Citamos os sindicatos que nos apoiam: Sindicatos dos Servidores Municipais de Varginha, Uberlândia, São Lourenço, Nova Lima, Leopoldina, São João Nepomuceno, Ponte Nova, Matias Barbosa, Carandaí, Nepomuceno e Ijaci, Barroso e Ouro Branco.


Mais uma vez, peço desculpas pelo incidente, que, entretanto, não foi uma determinação de minha parte, mas uma inabilidade daqueles que estavam na linha de frente do impasse."

Cosme Ricardo Gomes Nogueira
(presidente do Sinserpu-JF)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assembléia acaba em tumulto em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Hoje tinha tudo para ser um dia tranqüilo de trabalho.
Poucas pautas e assuntos leves.
Mas, por volta de 3 da tarde ficamos sabendo de um tumulto na rua Batista de Oliveira, quase esquina com a avenida Getúlio Vargas, no centro de Juiz de Fora.
Seguimos direto para o local.

Chegando, várias viaturas da PM já estavam no local e muita gente na rua.
As pessoas no local gritavam palavras de ordem.
Enquanto a Michele apurava as informações para entender o motivo da manifestação, eu aproveitei para registrar as imagens da confusão.

A história era que uma notícia no Diário Oficial da União convocava servidores públicos do estado de Minas para participar de uma Assembléia Geral Extraordinária pela FESERP-MINAS - Comissão pró-fundação da federação única, democrática dos sindicatos de servidores, funcionários públicos das câmaras de vereadores, fundações, empresas publicas, autarquias e prefeituras municipais de Minas Gerais.

Os contrários à FESERP ficaram de fora da votação e se revoltaram.
A policia ficou na porta para evitar confrontos.
Gravamos entrevistas com os sindicalistas e eles explicaram o motivo do protesto.
Queriam participar da votação, para reforçar a opinião contrária a uma nova federação de servidores públicos em Minas, já que a atual Federação não foi desfeita e seria ilegal ter duas.

Gravamos com manifestantes que contaram ter vindo de 200 cidades de várias partes do estado e tivemos que esperar a votação acabar para que subíssemos.
Não tenho opinião formada sobre a polêmica.
Mas, não estava entendendo a falta de transparência da coisa.
A imprensa não poder mostrar uma votação que seria democrática?

Autorizaram nossa subida e a Michele foi na frente enquanto eu gravava algumas imagens do trânsito confuso e os policiais tentando organizar a coisa.
Logo, fui subir até onde estavam os representantes do sindicato dos servidores públicos de Juiz de Fora, que encabeçavam o grupo favorável ao FESERP.

Pra minha surpresa, o espírito democrático com que foram tratados os contrários foi o mesmo com que fomos tratados.
Fui barrado, não muito educadamente, pelos seguranças.
Eles me disseram que eu não poderia passar dali.
O que será que eles escondiam de tão importante lá dentro, eu não sei.

O engraçado é que durante manifestações contra o poder público municipal, o mesmo sindicato adora reclamar do tratamento dado a eles pela policia, pelos seguranças da prefeitura...
Mas, quando eles estão do outro lado, agem de forma idêntica a que eles denunciam.
E logo com a imprensa, que é quem dá voz aos protestos durante as greves.

Com certeza, depois do que aconteceu hoje, vou avaliar melhor o que é falta de espírito democrático de quem está no poder.
Os sindicalistas denunciam falta de abertura para negociação, que é um absurdo a prefeitura não deixar a imprensa registrar as reuniões, entre outras coisas durante greves de servidores em Juiz de Fora.
Pois, vi tudo isso acontecer hoje, partindo de quem devia defender a discussão, o debate, a transparência.

Gravamos com o presidente do sindicato em JF e deixei bem claro a minha indignação com a falta de educação e respeito com a imprensa.
E eu, que sempre fui simpático ao trabalho do sindicato em Juiz de Fora, tinha mudado meu conceito com relação ao Sinserpu, Sindicato dos Servidores Públicos.
Hoje, provaram que são, no mínimo, imaturos para lidar com situações adversas.

Durante a entrevista, o presidente do sindicato local, que convocou a assembléia, explicou que a decisão do edital foi tomada por uma necessidade levantada por sindicatos de vários pontos do estado.
A reclamação é de falta de atuação da Fesempre, a atual Federação.
Cosme Nogueira afirmou que a lei permite a criação de uma Federação para atender os servidores municipais.

Por fim, descemos.
Meu bom humor tinha desaparecido.
Estávamos ali trabalhando e não para tomar partido de ninguém.
Mesmo assim, fomos tratados como parte da manifestação.
Em muitos casos, a gente da imprensa já espera esse tipo de reação.
Mas, ali realmente eu não esperava.
Nem as polícias, que as pessoas adoram atirar pedras, nunca impediram o nosso trabalho.
Nem em situações criticas.

Continuando a novela, o pessoal ficou todo acuado dentro do prédio.
Eles pararam na escada e ficaram aguardando o momento em que pudessem sair.
Isso, porque na rua o pessoal continuava gritando palavras de ordem contra a votação.
E a Polícia Militar pediu que eles aguardassem um pouco, porque não dava para garantir a integridade de quem saísse.

Depois de um tempo o presidente do Sinserpu saiu escoltado pela polícia militar e vaiado pela multidão, que o seguiu até um estacionamento próximo, onde a PM fechou a passagem.
Logo depois, ele saiu escondido em um carro.

Os manifestantes fizeram outra assembléia na calçada e fizeram uma votação.
Eles aprovaram por unanimidade a recusa à criação de uma nova Federação.
Depois seguiram para registrar a ata em cartório.
Mais tarde, uma pessoa do sindicato ligou pedindo desculpas pelo ocorrido com nossa equipe.
É uma pena que seguranças despreparados coloquem em dúvida a credibilidade de atos que deveriam ser democráticos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Acidente mata motociclista na zona nordeste de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

A segunda-feira foi marcada por mortes e acidentes em Juiz de Fora.
Pela manhã, por volta das nove horas, o motorista de um caminhão perdeu o controle da direção e o veículo capotou.
Ele morreu no local.
O caminhoneiro estava descendo a BR 267, chegando ao trevo da zona norte, conhecido como trevo para Caxambu, no bairro Santa Lúcia.
Encontramos os bombeiros em outro acidente, na parte da tarde e eles confirmaram que o dia estava corrido.

Além de várias batidas e atropelamentos, a chuva forte deixou vários veículos com defeito em locais perigosos, exigindo trabalho dobrado das polícias de trânsito e dos bombeiros.
Com os alagamentos, os bombeiros tiveram que buscar rotas alternativas para deixar a zona norte e seguir para a área central, onde estão concentrados os principais hospitais.
Os caminhos encontrados aumentaram muito o trajeto, complicando os atendimentos médicos.
Para piorar, os acidentes foram pipocando em pontos distantes da cidade.

O pessoal do SAMU também teve muito trabalho.
Durante a tarde, muitas ocorrências ficaram pendentes, porque não havia ambulâncias suficientes para atender a todos os casos.
Tanto o SAMU quanto os bombeiros estavam com todas as equipes empenhadas em atendimentos de rotina e de acidentes.

O caso mais grave que acompanhamos foi no bairro Bandeirantes, zona nordeste da cidade.
Na hora da chuva forte, a motorista de uma Pick-up subia a Serra do Grama, quando perdeu o controle da direção.
A motorista contou aos policiais militares que não conseguiu controlar a caminhonete, rodou na pista, bateu e atropelou um motociclista que vinha no sentido contrário.

Uma das pistas da Serra ficou interditada e o trânsito ficou complicado no local.
Os policiais militares da 31a Companhia fizeram o atendimento dessa ocorrência, pois as duas viaturas da companhia de trânsito estavam empenhadas em outros acidentes.
O tráfego foi controlado, liberando um sentido de cada vez para passagem.
Mesmo assim, a fila foi longa e o tempo de espera para passar pelo trecho do acidente também.

A motorista da pick-up saiu andando e disse aos policiais que estava de cinto de segurança.
Ela reclamava de dores pelo corpo e a equipe do SAMU achou melhor imobilizar a motorista com um colar cervical.
Depois, ela foi colocada numa prancha de madeira, para evitar movimentos bruscos da coluna, e deitada na maca.
A mulher foi levada pelo SAMU para atendimento médico.

A preocupação da equipe era com uma pancada forte que a motorista levou na cabeça.
Mesmo estando com o cinto de segurança, a cabeça dela bateu com violência no vidro traseiro.
Quando chegamos ao local, a marca da cabeçada estava evidente no vidro, que ficou arredondado e estilhaçado no ponto do impacto. A mulher seria levada para exames e avaliação.

O motociclista morreu no local.
Ele seguia no sentido bairro Grama - Centro, quando foi atingido pela caminhonete desgovernada no meio da pista.
Testemunhas contaram aos policiais que o rapaz foi arremessado com moto e tudo contra o muro, onde o carro já tinha batido antes.
A violência do impacto deixou o rapaz inconsciente.

José Ricardo da Silva Costa, de 39 anos, era de Rio Novo.
Alguns motociclistas que passavam pelo local reconheceram a vítima e ajudaram a PM a localizar a família para avisar sobre o acidente.

Segundo a médica do SAMU, Isabel Venâncio, o motociclista tinha indícios de fratura na coluna.
A causa da morte só poderia ser confirmada no IML.
Mas, a violência do impacto do José Ricardo contra o muro é um indício forte de que a hipótese levantada pela médica seja a correta.

sábado, 7 de novembro de 2009

Operação conjunta contra o tráfico de drogas em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Quando o amor pela profissão cai na corrente sanguínea, a gente está perdido!
O trabalho deixa de ser uma obrigação e se torna um prazer.
Hoje, saímos cedo de casa, levamos a Paula ao colégio para fazer prova e seguimos para a UFJF.
Minha aula começava às oito e tínhamos tempo de sobra.
Foi quando nos ligaram passando informações sobre uma operação conjunta da PM e da Polícia Civil na zona sul de Juiz de Fora.

Como estamos de folga, passamos o recado para o pessoal da TV.
Mas, como estávamos perto do local da operação, decidimos aproveitar a nossa câmera para garantir imagens da movimentação até a chegada da equipe de plantão.
No local conhecido como Rip rap, encontramos alguns policiais e muitos moradores acompanhando o trabalho.

Várias casas foram vistoriadas, durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão.
Uma jovem de 21 anos foi presa com cerca de 600g de crack.
A balconista tinha escondido a droga dentro de uma bolsa, que estava guardada numa gaveta.
Os policiais civis e militares foram à casa dela e apreenderam a droga.
As informações são de que o namorado dela é traficante e deixa a droga com a jovem.

Fui tirando fotos de tudo para colocar no blog, enquanto o Robson garantia as imagens para a TV.
Entre um click e outro, notei que algo estava destoando.
Era o Robson, no melhor estilo “estou de folga”.
De bermuda, camiseta e chinelos, ele parecia fora de lugar com a câmera na mão.
Claro que todo mundo da polícia fez questão de tirar uma onda.

Acompanhamos as equipes pelas ruelas do Rip rap, às margens do córrego.
Em vários pontos, havia policiais dando buscas em casas e escadões.
O local é apontado pelas polícias civil e militar como rota de fuga de criminosos.
Eles praticam assaltos e furtos na região, correm pelas ruas no entorno, descem os escadões e passam pelas vielas, saindo do outro lado do bairro Ipiranga.
Até os policiais deixarem os carros e seguirem os suspeitos, eles já desapareceram.

Num largo, no fim do Rip rap havia uma concentração de policiais civis e militares.
Um pintor de 29 anos também foi preso.
Ele estava com 24 papelotes de cocaína e 200 reais em dinheiro.
O jovem é suspeito de venda de droga na área do Ipiranga.

Enquanto acompanhávamos o trabalho policial, uma pedra foi lançada e bateu num carro da polícia civil estacionado.
Imediatamente os policiais assumiram posição de alerta e se dividiram em formações para garantir a segurança das equipes na parte de baixo e do preso.
Um carro da PM foi deslocado para a parte de cima do barranco, de onde veio a pedra.
Ninguém foi encontrado, mas o ataque não se repetiu.

Os policiais seguiram com os presos e o material apreendido para o 1º Distrito Policial, em São Mateus.
A operação foi feita a partir de investigações de policiais civis da 1ª e da 2ª Delegacias Distritais e policiais militares da 32ª Companhia PM.
O Capitão Almir Cassiano e o delegado Rafael Couto estão empenhados em reduzir a criminalidade na área de atuação das equipes deles.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gangue de adolescentes dá trabalho em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Na madrugada de hoje, os policiais da 135a Cia. de Polícia Militar apreenderam três adolescentes na zona leste de Juiz de Fora.
Eles fariam parte de uma quadrilha que atua no tráfico de drogas e em outros crimes para sustentar o tráfico.
Segundo os policiais militares, os integrantes do grupo têm todos menos de 18 anos e agem confiantes na impunidade, por não poderem ser presos.
A PM recebeu denúncia de que os três tinham ido a uma casa no bairro Vitorino Braga ameaçar o morador por dívida de droga.
Eles fugiram antes da chegada da polícia.
Com a confusão no bairro, dois desses adolescentes foram apreendidos com 20 pedras de crack.
O terceiro foi achado pouco depois com um revólver calibre 38 e seis munições.

A arma estaria sendo usada pelos adolescentes em vários atos infracionais.
A PM recebe inúmeras denúncias.
O grupamento de policiamento à pé está sempre atento à movimentação da gangue.
Mas, os garotos contam com a solidariedade de alguns moradores, que acabam atrapalhando a ação policial.
"A gente chega nos locais onde os adolescentes costumam se esconder e a população age como se a polícia é que estivesse errada.
Alguns chegam a nos ofender, dizendo que devíamos ir prender bandido de verdade em outro lugar" relatou um policial.

Esse tipo de atitude só traz prejuízos aos próprios adolescentes.
Quanto antes eles forem retirados desse convívio criminoso, maiores as chances de se recuperarem e se tornarem cidadão honestos.
A naturalidade com que os adolescentes agem no mundo das drogas mostra a certeza de que não vão ser punidos.
E essa impunidade, infelizmente, serve de incentivo para que outros adolescentes entrem para o crime.
A sociedade não deve ter pena de crianças e adolescentes envolvidos com a violência e a criminalidade.
É preciso ter consciência e agir.
Denunciar essa quadrilha pode ser a forma mais eficaz de tirar essa turma do caminho sem volta das drogas.

sábado, 31 de outubro de 2009

Taça Minas Gerais - Tupi perde e Uberaba se classifica

Por Michele Pacheco

O Tupi precisava vencer para seguir na Taça Minas Gerais.
O time de Juiz de Fora já tinha perdido por 2 a 1 o confronto contra o Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Com isso, perdeu a vantagem de jogar por dois empates.
O Ivan Costa (o Xodó da Galera) e Ricardo Wagner, da rádio Globo Juiz de Fora, estavam otimistas com o Galo.
A torcida carijó esperava a revanche em casa.
Mas, ela não veio.

Num sábado de tempo fechado e ameaça de chuva, o galo carijó entrou em campo sem energia.
Apesar da necessidade da vitória, o time parecia apático.
Poucas jogadas perigosas foram criadas.
O Felipe Canavan bem que tentou aproveitar os lances de bola parada e deu trabalho ao goleiro do Uberaba, Glaysson.
Rafael Aguiar também tentou marcar.

Acho que o melhor ditado já criado no futebol é "quem não faz, leva".
E foi o que aconteceu hoje.
A torcida contava com a vitória em casa e a repetição de 2008, quando o Tupi venceu a Taça Minas.
Mas, o resultado foi bem diferente.
Quem abriu o placar foi o Samir, para o Uberaba.
Ele tinha acabado de entrar em campo.
O gol veio logo depois de uma série de falhas do time carijó.
João Junior foi substituído e saiu de campo ouvindo reclamações da torcida.
Podemos dizer que ele teve o seu dia de inferno astral.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, o temporal desabou sobre o Estádio Municipal.
Em campo, Samir viu o colega furar na entrada da área e fez falta dura, tomando cartão vermelho.
A partida, que já estava monótona, ficou mais lenta ainda.
O gramado é muito bom e não atrapalhou tanto as jogadas.
O problema era que o Uberaba estava com um jogador a menos e tentando segurar o placar.
E o Tupi parecia cada vez mais desmotivado em campo.

Na cabine, comentamos com a equipe da TVE Juiz de Fora que era uma pena ver o sonho do bi na Taça Minas ir literalmente por água a baixo.
O torcedor enfrentou o mau tempo, levou a família ao estádio, acreditou na equipe e na capacidade de vencer em casa.
Mas, viu um jogo sem emoções, frio e lastimável.
O técnico do Tupi, Leo Condé, bem que tentou empurrar a equipe, motivar os jogadores.
Foi em vão!

No segundo tempo, o Uberaba continuou tentando segurar o resultado.
O Tupi tentou aproveitar a vantagem de um jogador a mais.
Rafael Aguiar partiu para cima.
Os jogadores carijós se revezaram no ataque, sem balançar a rede.
O técnico do time do Triângulo reclamou tanto que acabou expulso de campo.
Danilo fez um papel feio.
Ele sofreu a falta e, para amarrar o jogo, ficou se revirando no chão.
Os carregadores entraram com a maca e estavam retirando o jogador de campo, quando ele pulou e saiu andando de volta ao centro do gramado.
Tomou cartão amarelo, claro!

O empate veio aos 20 minutos do segundo tempo.
Rafael Aguiar marcou de cabeça e saiu comemorando com as mãos em forma de coração e beijando a aliança, numa declaração de amor.
Pena que o clima entre a torcida e o time não fosse mais tão amorosa.
O gol saiu pouco depois das torcidas organizadas vaiarem o Tupi e gritarem "olé" cada vez que o uberaba colocava o pé na bola.
Diante da chance de vitória, alguns torcedores até arriscaram festejar o carijó.

A partida terminou em 1 a 1 e deu a classificação ao Uberaba.
O técnico Marcos Birigui disse que agora é pensar no próximo adversário, que ainda não estava definido.
Ele lembrou que a equipe teve alguns desfalques, mas conseguiu a vitória, que é o mais importante.
Ele não entrou em detalhes sobre a expulsão e os lances polêmicos da partida.

Já o técnico do Tupi, Léo Condé, foi isentado de culpa pela desclassificação.
A comissão técnica já foi toda recontratada e deve começar a planejar a equipe para 2010.
O presidente do Tupi, Áureo Fortuna, estava nitidamente insatisfeito nos vestiários.
Mas, manteve a tranquilidade ao falar que agora é pensar no futuro e buscar os reforços pedidos pela comissão técnica.
Bola pra frente, Tupi!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

PM prende foragido da Polícia Federal e dono de bazuca

Por Michele Pacheco

Em setembro, Juiz de Fora ficou chocada com a notícia de que a Polícia Militar tinha apreendido uma bazuca enterrada numa casa do bairro São Bernardo e que a arma pertenceria a traficantes.
Afinal, uma cidade relativamente calma fica em alerta ao saber que os bandidos estão se armando com lança-foguetes de uso restrito das Forças Armadas.
Os pms estavam à procura do dono do armamento, que não foi localizado no dia da apreensão.

Hoje, ele não teve a mesma sorte.
Os policiais do Tático Móvel da 70a Cia. faziam patrulhamento pelo bairro São Bernardo e notaram um homem em atitude suspeita saindo de uma casa.
Ele foi abordado e os pms encontraram algumas pedras de crack.
O suspeito contou que comprou a droga na casa.

Os policiais deram buscas no local e encontraram mais droga.
Dois homens foram presos.
Um deles, o dono da casa, era foragido da Polícia Militar.
Marcelo Souza Segundo foi preso em novembro do ano passado, durante a Operação Metralhas da Polícia Federal.
Ele seria um dos integrantes de uma quadrilha comandada por três irmãos que dominavam o tráfico em várias regiões de Juiz de Fora.

Os presos na Operação Metralhas conseguiram um Habeas Corpus no carnaval e deixaram a cadeia.
Pouco depois, foram liberados os pedidos de prisão preventiva para todos.
É claro que eles já tinham sumido da cidade e não foram localizados.
Até hoje.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito preso no São Bernardo confessou trabalhar com tráfico de drogas.

Na época da apreensão da bazuca, o nome do Marcelo foi citado.
Ele teria dado à dona da casa 400 reais para ela esconder a arma e a cocaína.
O lança-foguetes estava enterrado no quintal, debaixo de uma escada.
E a cocaína estava enterrada num canil.
A mulher presa agia como "guarda-roupas" que, na gíria policial, significa a pessoa que guarda drogas e armas para bandidos.
Em geral, são escolhidas para o serviço pessoas que não tenham antecedentes criminais e não chamem a atenção da polícia.

Na prisão de hoje, um detalhe chamou a atenção dos policiais militares.
Eles agiram rápido, assim que deram buscas no suspeito que saía da casa e acharam o crack.
Eles comunicaram ao Copom que fariam um averiguação de suspeita de tráfico e foram para a casa.
Desceram a escada e encontraram uma porta com uma mensagem religiosa.

Mas, parece que os moradores não confiaram apenas na proteção divina.
Eles também capricharam no reforço da porta.
Três trancas fortes foram instaladas.
Se os pms tivessem demorado, encontrariam a porta trancada e não teriam conseguido o flagrante de tráfico.
O sistema de segurança parece arcaico, mas funciona.
Com as trancas fechadas, a porta nem mexe.
Se alguém tentasse arrombar, com certeza teria sérios problemas.

Mas, hoje não era o dia do Marcelo.
Ele foi preso por estar foragido e ainda estava com 100g de crack, 100g de cocaína, 7 bisnagas de lidocaína (produto usado no refino da cocaína) e 412 reais em dinheiro.
O material reforça a denúncia de tráfico de drogas.
Na delegacia, ele foi ouvido.
O delegado de plantão disse que, diante do mandado de prisão em aberto e das evidências, o suspeito teria a prisão confirmada e seria enviado ao Ceresp.
Quando saímos da delegacia, ainda não havia confirmação da prisão dos outros dois suspeitos.

Taxistas e prefeitura de Juiz de Fora assinam Termo de Ajustamento de Conduta

Por Michele Pacheco

A polêmica com os taxistas começou no governo passado.
O então prefeito José Eduardo Araújo determinou as mudanças que deveriam ser feitas e houve resistência por parte dos taxistas.
O Ministério Público entrou na discussão e propôs um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta.
Foi pedido um estudo sobre o serviço de táxis na cidade.
O trabalho foi feito pela Universidade Federal de Juiz de Fora.
E o resultado foi que 75% dos entrevistados gostam do serviço, mas a maioria reclama do número insuficiente de veículos.

A pesquisa ajudou a nortear as propostas do TAC.
Hoje, a cidade tem 433 táxis.
Vão ser liberadas mais 45 permissões.
O número foi calculado a partir da média entre a proposta de 100 veículos novos feita pela prefeitura e a contra-proposta da categoria.
Nessa tarde, representantes dos taxistas e da Secretaria de Transporte e Trânsito se reuniram na Promotoria de Defesa do Consumidor para assinar o documento.

A imprensa estava toda lá.
Enquanto a reunião não começava, colocamos os assuntos em dia.
Quando começou, cada um tratou de fazer o melhor possível.
Apesar da sala ser bem maior do que as de outros promotores, o espaço ficou pequeno para tanta gente.
O pessoal de imagem foi se revezando nos locais melhores para gravar a reunião.
Os cinegrafistas e fotógrafos trabalharam em harmonia, sem atrapalhar o serviço uns dos outros.

Depois de discutirem os artigos do TAC, os representantes dos taxistas fizeram alguns comentários, o secretário de Transporte também se manifestou e todos assinaram o documento.
Assim, foi encerrada a polêmica e dado o primeiro passo para melhorar ainda mais o serviço de táxis na cidade.
A prefeitura deve abrir em breve a licitação para os 45 novos permissionários.

Os que já estão atuando têm um ano para se adequarem às mudanças exigidas no TAC.
A secretaria de Transportes deve aumentar a fiscalização e garantir que as determinações sejam cumpridas.
Caso contrário, vai pagar multa de mil reais por artigo descumprido.
Os taxistas que não cumprirem as determinações vão passar por processo administrativo e podem perder a permissão.

Entre as mudanças, fica definido que os táxis têm que ter obrigatoriamente potência mínima de 65 cavalos e capacidade do porta-malas a partir de 260 litros.
Além disso, só serão aceitos veículos com quatro portas e os taxistas vão ter que trabalhar uniformizados.
O prazo de validade da frota é de oito anos a partir da data de fabricação do carro.
O objetivo do Ministério Público ao propor o TAC é garantir a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos consumidores que moram ou passam por Juiz de Fora.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acidentes deixam 5 feridos em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Hoje, a tarde foi acidentada em Juiz de Fora.
Estávamos voltando da zona sudeste da cidade, quando nos avisaram sobre um carro forte que tinha batido num poste no bairro Mariano Procópio.
Fomos para lá.
No caminho, a Carla Detoni, produtora, ligou passando a mesma notícia.
Ficamos mais confiantes de que era verdade.

Mas, no local, descobrimos que não havia nenhum carro forte.
O motorista de um Voyage bateu num poste, que quase tombou.
O carro ficou em péssimo estado.
Os policiais militares encarregados de registrar a ocorrência disseram que o homem foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital de Pronto Socorro.
Segundo parentes, ele disse ter passado mal e perdido o controle do veículo.

Acabamos de fazer as imagens e apurar os dados e já estávamos deixando o local do acidente, na Avenida Brasil, quando um taxista assustado parou e avisou aos policiais militares que havia outro acidente atrás da rodoviária.
Pegamos os dados e fomos para lá.
No meio do caminho, encontramos uma ambulância do Resgate e carros dos bombeiros indo na mesma direção.
No bairro São Dimas, na zona norte, a batida era parecida com a primeira.

O motorista de um Gol, daquele modelo mais antigo, perdeu o controle da direção após uma curva e bateu num poste.
Os três passageiros ficaram feridos.
O motorista nem teve arranhões.
A cena que encontramos era de caos total.
As vítimas ensanguentadas sentadas na calçada, os curiosos se acotovelando para ver mais de perto e o carro destruído.

Havia três homens machucados na calçada.
Um deles, mais idoso, estava com o rosto muito ferido, coberto por sangue.
Ele foi a vítima em pior estado.
Teve traumatismo com afundamento craniano.
Foi imobilizado e colocado numa ambulância do SAMU.
Os socorristas estavam visivelmente preocupados com ele.
O homem ficou internado em estado grave.

Outro passageiro estava atordoado e tinha o lábio inferior cortado até o queixo.
O ferimento sangrava muito e ele parecia anestesiado pelo choque.
A terceira vítima estava apenas com um corte na testa.
Quem viu o carro teve a impressão de que nenhum dos feridos usava cinto de segurança.
Perguntei ao policial militar que registrava a ocorrência se ele sabia algo a esse respeito.
Fomos até o veículo, olhamos e não vimos sinal de que o cinto estivesse sendo usado na hora da batida.

O motorista não quis gravar entrevista.
Ele disse que não lembrava direito o que tinha acontecido.
Só lembrava de ter feito a curva para entrar na rua e ter sido fechado por um caminhão com baú.
O homem estava muito nervoso e acabou sendo levado para o hospital junto com o passageiro que teve menos ferimentos.

Uma moradora acompanhou de casa o acidente.
Ela negou que algum caminhão ou outro veículo estivesse envolvido na batida.
"Eu estava na varanda da minha casa e vi o Gol entrando na rua, depois do sinal.
Ouvi o barulho e achei que o carro tivesse batido apenas no meio-fio.
Depois, vi que tinha sido no poste.
O que não entendo é que o homem que saiu de trás do volante não é esse que está se apresentando como motorista" explicou a mulher ainda assustada com o acidente.
Os policiais militares e os bombeiros acreditam que ela tenha visto o passageiro saindo pela porta do motorista, já que o carro é antigo, modelo duas portas.

Uma cena que nos chamou atenção foi o trabalho de equipe ágil e competente feito pelas equipes dos bombeiros e do SAMU.
Ao contrário do que foi visto há pouco tempo em Belo Horizonte, quando uma vítima morreu esperando socorro enquanto as equipes brigavam para ver quem a levaria ao hospital, em Juiz de Fora o clima é de harmonia.
Os bombeiros e os profissionais do SAMU dividiram as tarefas e deram apoio uns aos outros para agilizar o socorro e evitar que a situação dos feridos se agravasse.

A médica Isabel Venâncio, do SAMU, se desdobrava para atender a todos.
Com a competência que a tornou famosa no meio policial e médico, ela examinou a todos, avaliou a gravidade de cada um, chamou mais uma ambulância para levar o terceiro ferido e o motorista ao HPS...
Fez tudo isso, sem perder a calma e sem elevar a voz com ninguém.
E ainda encontrou tempo entre os atendimentos para conversar conosco sobre o estado aparente das vítimas.

Conhecemos a Isabel há um bom tempo e nossa admiração por ela só cresce.
Acho que é um exemplo de amor à profissão.
Como outros médicos que trabalham no socorro a acidentados, ela convive com situações extremas, sem perder a humanidade e o desejo de salvar vidas.
Os bombeiros também estão de parabéns por mais um trabalho sério e bem realizado.

Quanto a nós, da imprensa, temos um desafio grande nesse tipo de cobertura.
Temos que registrar as melhores imagens, mas sem prejudicar o trabalho de quem presta o socorro.
Não tem cabimento sair empurrando o microfone no nariz dos acidentados para saber o que ocorreu.
Há momento certo para tudo.
Se uma das vítimas está em melhor estado, converse com ela.
Apure o máximo que puder. Se ela quiser gravar entrevista, ótimo.
Se não quiser, pelo menos temos as informações para a matéria.

Não acho justo atrapalhar o serviço dos socorristas.
Um minuto perdido pode fazer diferença entre a vida e a morte.
Para o pessoal da imagem é mais difícil.
O Robson tem que ficar de um lado para o outro da área de atendimento.
Ele registra cada detalhe, cada gesto, sem incomodar quem está em ação.
É complicado, mas possível.
Basta ter bom-senso e profissionalismo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Óleo na pista causa acidentes em Juiz de Fora

Por Robson Rocha

Hoje chegamos na tv e as pautas eram tranqüilas.
A primeira matéria era sobre reclamação de moradores no bairro Olavo Costa, depois duas gravações sobre manifestações, uma de servidores da UFJF e outra dos funcionários do Fórum.
Mas, tudo mudou quando estávamos saindo da TV.
A Michele recebeu uma ligação de um amigão nosso, dizendo que havia um carro capotado próximo ao antigo Pronto-Socorro.

Saímos da TV e demos de cara com um congestionamento na rua Santo Antônio, no centro de Juiz de Fora.
Logo à frente, nos deparamos com os bombeiros jogando serragem no asfalto que parecia sujo de óleo.
Isso, no trecho de subida da Santo Antônio, entre as ruas Oscar Vidal e Espírito Santo.
Paramos o carro atrás da viatura dos bombeiros para tentar descobrir o que havia acontecido.

Um dos bombeiros explicou para a Michele que um caminhão teria derramado óleo por várias ruas do centro da cidade e que moradores teriam acionado os bombeiros porque os carros não conseguiam subir a via.
Eles derrapavam no asfalto e voltavam de ré.
Estava tão escorregadio que estava difícil gravar as imagens dos militares jogando a serragem na pista para absorver o óleo.

A Michele comentou que estávamos indo gravar um carro capotado na avenida dos Andradas e o bombeiro disse que o acidente teria acontecido devido ao óleo na pista e que teria vazado do mesmo caminhão que derramou na Santo Antônio.
Com a confusão no trânsito, seguimos para a avenida dos Andradas.

Chegando lá, pista fechada e os bombeiros jogando terra no asfalto para absorver o óleo.
O nosso amigo André Bertoldo, técnico da Rede Record Minas, parou o carro ao lado da nossa Parati e fez a mesma pergunta que todos faziam.
O que tinha acontecido, porque aquela bagunça toda?
Depois de uma explicação rápida, rápida mesmo, comecei a gravar.

A Michele seguiu até onde estava o Chevette capotado e logo conseguiu a explicação para o acidente.
Um caminhão teria derramado óleo na pista e o motorista do Chevette disse que depois de fazer a primeira curva perdeu o controle do carro, capotou quatro vezes, bateu em um canteiro e parou virado de lado.
Ele não se feriu.

Um frentista disse que um motociclista não teve a mesma sorte.
Pouco antes ele derrapou na pista, caiu com a moto e se machucou.
A vitima não quis gravar entrevista.
O frentista ainda disse da sorte do carro não ter ido para a calçada do outro lado da rua onde o movimento de pedestres é grande.

A Michele gravou as entrevistas e a parte em que ela contava a história.
Gravamos entrevista com o sargento Brugguer, que nos avisou de mais dois acidentes à frente, mas sem gravidade.
Um problema que a policia enfrentou foi a falta de informações ou informações desencontradas sobre o caminhão.
Uma testemunha chegou a afirmar que se tratava de um caminhão de uma transportadora de combustível.
Mas, a história foi logo esclarecida.

O caminhão havia sido abordado em um antigo posto de combustíveis, no bairro Cerâmica e o motorista trapalhão estava detido no local.
Registramos a outra batida e fomos para o bairro Cerâmica.
Pelo caminho, quase que outros carros se acidentaram.
Um fusca quase bateu na Parati da TV.

Mas, voltando à história, chegamos no local e o motorista não queria que gravasse o caminhão.
Expliquei a ele que iria gravar e preservaria apenas a imagem dele.
Aí, veio a surpresa.
O caminhão não transportava óleo.
O que vazou por oito quilômetros de vias da cidade era gordura vegetal.
Fui gravar a carga e, mais uma vez, o motorista não queria que gravasse.

O material era transportado em uma espécie de saco plástico tamanho família e amarrado com arame.
Eram 280 quilos de gordura vegetal hidrogenada que escorriam pela traseira do caminhão e já faziam uma poça no chão.
A tal da gordura no chão escorrega de verdade!
Tínhamos que tomar cuidado pra não cair.

O motorista não falou muito.
Mas, disse que pegou a carga numa empresa no bairro Benfica, na zona norte de Juiz de Fora, e iria pra Contagem, na Grande BH.
As notas pareciam estar corretas e informavam que a carga de gordura e farinha seria devolvida ao fornecedor.

Porém, o caminhão não tinha a documentação de 2009.
Os policiais que registraram a ocorrência fizeram duas autuações:
a primeira pela falta de documentos e a segunda por derramamento de carga na pista.
Esta última rendeu multa gravíssima, de 180 Ufirs, e teria rendido a apreensão do veículo.
Mas, a legislação permite que, em caso de carga perecível, o caminhão seja liberado.
Esperamos para gravar com os responsáveis pela transportadora e pela empresa dona da carga. Mas, ninguém apareceu por lá.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chuva causa inundações, soterramento e acidentes em Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

O temporal começou por volta de nove da noite dessa segunda-feira.
No início, era só uma garoa.
Depois, foi piorando e virou uma tempestade.
A zona leste de Juiz de Fora foi a região mais atingida no município.
45 ocorrências foram registradas pela Defesa Civil na área.
O bairro Linhares foi o mais prejudicado, com 10 registros, seguido por Grajaú, com 8, e Vila Lapina, com 5.

No Linhares, a rua Diva Garcia ficou alagada em frente ao Posto Policial.
Quem estava na rua, teve que se proteger debaixo das marquises.
Mas, isso não impedia que ficassem encharcadas cada vez que um carro se arriscava no alagamento.
O córrego do Yung transbordou e a água se espalhou por toda a parte baixa do bairro.

Um motoqueiro precisava passar e a saída encontrada por ele foi a calçada.
O rapaz foi aos poucos, lutando contra a correnteza quando chegou perto do córrego e conseguiu passar.
Outros desistiram diante do risco.
Os carros que estavam estacionados foram cercados pela água.

Por volta de dez e meia da noite, no bairro Bom Jardim, a enxurrada que descia da parte alta do bairro transformou ruas e calçadas em corredeira.
A força da água formava redemoinhos ao redor dos postes.
Muitas motoristas ficaram parados na Diva Garcia, esperando a água baixar um pouco para tentar passar.
Outros, preferiram seguir pela contramão em direção ao centro da cidade.

No bairro Três Moinhos, mais estragos.
Ruas alagadas, casas inundadas, quedas de barreiras.
A passagem para o centro teve que ser interditada, por conta de um barranco que deslizou e de áreas de alagamento.
Muitas famílias passaram a madrugada tirando lama e água de dentro de casa.

No Vitorino Braga, a força da enxurrada abriu buracos em vários pontos.
O asfalto levantou e se quebrou onde os bueiros não deram conta da quantidade excessiva de água.
Algumas tampas quebraram e saíram do lugar, deixando buracos enormes abertos.
Um perigo para veículos e pedestres.

Os comerciantes passaram a madrugada limpando as lojas invadidas pela enchente.
O dono de uma papelaria reuniu um monte de revistas e jornais molhados e acumulou tudo na calçada.
Ele disse que ainda levou muita coisa para casa, a fim de ver se consegue salvar parte da mercadoria depois que secar.
O comerciante calcula prejuízo de seis mil reais.

Os bombeiros foram chamados para socorrer uma família presa dentro de um carro que caiu numa vala.
O acidente foi no bairro Bandeirantes, zona nordeste da cidade.
O motorista, de 29 anos, a mulher dele, de 30 anos, e os filhos, uma menina de 6 meses e um menino de 6 anos, estavam indo para casa.
Na rua Aurora Tristão, o temporal inundou a pista e o jovem não viu a cratera.
O buraco foi aberto para manutenção na rede de água ou esgoto e fechado com terra.
A chuva forte antes do asfaltamento lavou a terra e abriu a cratera.
Os quatro foram socorridos e levados para o Hospital de Pronto Socorro.

No centro da cidade, a Avenida Rio Branco, uma das mais movimentadas, ficou engarrafada por quase quatro horas.
O problema foi a inundação do Mergulhão.
Os carros não conseguiram passar e houve confusão no tráfego das ruas no entorno do Largo do Riachuelo.

Os motoristas de ônibus estacionaram os veículos na pista central e ficaram de prontidão, esperando a água baixar para poderem seguir no trajeto de cada um.
A fila era longa quando chegamos.
Os motoristas estavam do lado de fora, vigiando a chuva forte.
Agentes trânsito sinalizaram a área e impediram a passagem pelo trecho até a água escoar.

Nas ruas ao redor, estava difícil passar.
A gente tentou pela Francisco Bernardino.
Mas, o trânsito parado não parecia voltar ao normal tão cedo.
Seguimos para a Rio Branco e notamos que a situação era pior.
Não havia para onde correr.
Seguimos então em direção à zona norte, demos uma volta imensa e paramos do outro lado do Mergulhão para fazer imagens.

Hoje cedo, voltamos aos locais onde estivemos durante a noite.
No Linhares, duas máquinas ajudavam os funcionários do Demlurb, Departamento de Limpeza Urbana, a raspar a lama agarrada no asfalto.
A rua Diva Garcia, em frente ao Posto da PM, foi um ponto complicado para limpar.
A enxurrada passou, deixando para trás quase um metro de lama e lixo.

Na esquina das ruas Lamartine Ferreira Leite e Itália, os moradores contaram que sempre são prejudicados.
Basta chover forte, para que as casas fiquem inundadas.
Uma família que mora de aluguel perdeu todos os móveis.
A Cleuza Carvalho contou que estava dormindo e acordou com o barulho da enxurrada entrando na casa.
Com medo de ficar ilhados, os moradores arrancaram uma grade para que a vizinha da casa de cima pudesse entrar para ajudar na retirada das crianças.

Na parte alta do bairro Linhares, os moradores reclamaram que uma rua aberta num loteamento seria o motivo da enxurrada de lama que desce por alguns terrenos.
Fomos em duas casas e vimos que realmente eles têm motivos para reclamar.
Uma cuidadora de idosos ficou ilhada dentro de casa, com duas frentes de deslizamento de cada lado, a escada destruída pela força da água e lama para todo lado.

No bairro Três Moinhos, além de muito barro espalhado, a rua Diva Garcia ficou interditada devido a um deslizamento de terra.
O barranco cedeu por volta de onze da noite de ontem.
O barro só foi retirado no meio da manhã de hoje.

A ocorrência mais grave registrada pela Defesa Civil foi no bairro Alto Grajaú.
Na hora do temporal, um aposentado de 77 anos estava sozinho em casa.
O barranco deslizou, derrubou as paredes e o telhado da casa e o homem ficou soterrado.
Ele foi socorrido pelo genro.

O rapaz desceu no meio dos escombros, no escuro, correndo o risco de também ficar soterrado e correu para ajudar o sogro.
O aposentado foi levado para o hospital, medicado e liberado.
Ele está na casa de parentes.
Pela manhã, ainda estava muito abalado e a família não permitiu que conversasse com os repórteres.

O prédio na parte de cima do barranco foi interditado pela Defesa Civil.
Os moradores deixaram o local.
Dez crianças estão com os pais na sede da Associação de Moradores do Alto Grajaú.
O presidente da associação disse que eles têm apoio da prefeitura, mas reconhece que se a situação se prolongar, vai ficar complicado.
A previsão é de mais chuva para os próximos dias.

sábado, 17 de outubro de 2009

Agentes penitenciários parados em Minas

Por Michele Pacheco

Minas Gerais tem 15 mil agentes penitenciários.
500 deles trabalham em Juiz de Fora.
Com a paralisação deflagrada em todo o estado, a manhã foi tensa na cidade.
Os parentes que chegaram para visitar os presos das penitenciárias José Edson Cavalieri e Arioswaldo Campos Pires foram barrados na porta.

Os agentes fecharam a entrada que dá acesso às duas penitenciárias e ao Hospital de Toxicômanos.
Com faixas e gritos de protesto, eles chamavam atenção para as reivindicações que fazem ao governo de Minas.
A manifestação estava prevista para este fim de semana.
Mas, se as negociações não avançarem, a categoria já pensa em greve.

Cumprindo as determinações da Lei de Greve, 30% dos agentes de Juiz de Fora continuam trabalhando.
Eles cobram, entre outras reivindicações, a equiparação salarial dos agentes com outros órgãos de Defesa, como os Bombeiros e a Polícia Militar.
Querem também o retorno de benefícios que foram suspensos pelo governo estadual.

Os parentes dos presos estavam revoltados com a suspensão das visitas, mas deram apoio ao movimento dos agentes penitenciários.
As mulheres foram pegas de surpresa, quando chegaram com sacolas de comida para os internos.
Elas reclamaram muito e uma comissão foi formada para negociar com a direção da Penitenciária Arioswaldo Campos Pires.
Enquanto o grupo entrava, houve um princípio de tumulto.
A informação era de que os presos estavam batendo grades.
O canil se posicionou e os agentes de plantão ficaram em alerta.
Das janelas, os presos faziam sinais para a imprensa.

No Ceresp, também houve adesão.
Mas, o serviço foi mantido e as visitas de domingo não tinham previsão de cancelamento.
Até porque, com a superlotação do Ceresp, nem é recomendado criar situações de tensão por lá.
O Centro de Remanejamento em Segurança Pública de Juiz de Fora foi inaugurado em agosto de 2000.
Desde então, tem se mantido com número de presos bem acima da capacidade.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Plantação de maconha em cobertura de Juiz de Fora

Por Michele Pacheco

Por volta de dez da manhã, a Polícia Federal de Juiz de Fora desencadeou a Operação Babilônia.
O nome é uma referência aos jardins suspensos.
A comparação é muito bem feita.
Afinal, na cobertura, no 11o andar do prédio, o morador transformou um quarto em estufa de maconha.
Os policiais encontraram 30 pés no local.

A polícia suspeita que a estufa
estivesse funcionando há 6 meses.
Os pés de maconha, com cerca de 1 metro e 70 cm de altura, foram plantados há um mês.
Eles cresceram mais rápido do que o normal, pois eram bem adubados e contavam com iluminação especial, à vapor de sódio.
As luminárias foram colocadas em pontos estratégicos do quarto, presas por correntes a um suporte afixado no teto.
Havia também um sistema de ventilação improvisado com ventiladores e exaustores.

O tipo de maconha apreendido é conhecido como Skank.

As sementes são geneticamente modificadas em laboratório, para aumentar o potencial sobre o organismo humano.
Segundo os policiais federais, o efeito é bem mais forte do que o provocado pela maconha comum.
Em compensação, um quilo de skank custa o dobro do quilo da maconha tradicional.
Um DVD com o título "Tudo sobre plantação de maconha indoor (em espanhol)" foi apreendido, junto com quase 3 kg de droga pronta para a venda.

A Polícia Federal recebeu
denúncias de que uma parcela da população de Juiz de Fora estava consumindo em larga escala o skank.
As investigações levaram ao eletricista de 33 anos que morava na cobertura com a mãe dele.
A mulher é doente e os policiais não acreditam que estivesse envolvida com a quadrilha de tráfico.
A maconha era cultivada, prensada e vendida na própria cobertura.
A alta rotatividade de pessoas estranhas no prédio chamou a atenção.

O morador da cobertura seria um dos
integrantes de uma quadrilha que estaria agindo em Juiz de Fora.
Ele seria o responsável por cultivar a droga.
As folhas eram colhidas e colocadas dentro de um armário em outro quarto.
Lá, arejadas e longe da claridade excessiva, elas iam secando até o ponto de serem prensadas e vendidas.

O suspeito preso vai responder
por cultivo e tráfico de maconha e pode pegar até 15 anos de prisão.
O delegado responsável pelas investigações pediu a perda do imóvel.
O motivo é que a cobertura era usada como um laboratório para pesquisa e como estufa de maconha.
Os policiais lembraram que plantação indoor de maconha está cada vez mais comum nos EUA.
Mas, nenhum deles já tinha visto algo parecido aqui no Brasil.