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Samedi, Janeiro 23, 2010

Programme d'autorrepararão

ClearView est le nom d'un logiciel qui a été construit pour se protéger ordinateurs. Le plus intéressant c'est que le ClearView fonctionne sans assistance humaine et est plus rapide que les ingénieurs, depuis ceux-ci, ils quand découvrent un point faible dans un logiciel, retardent en moyenne un mois pour restaurer les systèmes touchés.

Quand le ClearView détecte un intrus dans le système, il détermine la cible exacte de l'attaque et crée une « software-remendo ». Ensuite il expérimente l'appareil pour voir si la solution déjà est en fonctionnement. En moyenne, le ClearView a construit un « raccommodage » efficace dans l'espace de cinq minutes après être exposé à l'attaque.

Si quelqu'un lui dit que ce système d'autorreparação est le résultat de millions d'années de mutations accidentelles filtrées par l'élection naturelle, tu allez croire ? Mais, ils quand observent des systèmes biologiques qui font exactement cela (autorreparação), pourquoi est que Darwiniens athées croient que ces systèmes simplement ont commencé à exister sans que quelqu'un intelligent ait créé ?

Le système immunologique l'indique pour pouvoir et l'intelligence de Dieu, outre inspirer les chercheurs à développer de meilleures défenses pour les ordinateurs.

Michelson Borges

Semence qui vole

Uma sementinha connue comme maple a l'intéressante capacité se libérer de l'arbre et descendra dans un vol tranquille et stable jusqu'arriver au sol, où il pourra se développer dans nouvel arbre. Elle a seulement un « ailes » et il a toujours intrigué les chercheurs. Inspirés dans cette caractéristique des semences maple, des étudiants de l'Université de Maryland, nous États-Unis, ont réussi à développer un véhicule aérien capable de glisser doucement à l'être lancé d'un avion, de quelque lieu haut ou même lancé avec les mains - et il fait cela exactement en imitant le « vol » de maple.

Premières tentatives de répliquer la capacité de glisser des semences de maple datent de 1950. Jusqu'à présent, toutes ces tentatives avaient échoué par le manque de contrôle sur le vol des véhicules. C'est-à-dire, les chercheurs ont pris presque 60 ans en utilisant intelligence et technologie pour répliquer la performance montrée par la semence de maple depuis toujours… Design intelligent il inspire design intelligent.

Michelson Borges

Mardi, décembre 08, 2009

Panse de bactéries

Fin de
traduction
Cliquez pour traduire le texte ci-dessous Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, em Diego, nos Estados Unidos, desenvolveu ferramentas que permitem ver como as bactérias “conversam” umas com as outras e como enfrentam e vencem a batalha contra outros microrganismos. Isso mesmo! As bactérias batem papo, mas não como nós. Para se comunicar, elas liberam moléculas que enviam sinais a outros microrganismos para, por exemplo, obter mais nutrientes. Os cientistas observaram que as “conversas químicas” entre bactérias envolvem muitos sinais que funcionam ao mesmo tempo. As trocas de moléculas feitas por microrganismos são muito mais complexas do que os pesquisadores imaginaram, envolvendo dez, 20 ou até 50 moléculas de uma só vez. A ideia é mapear centenas de interações bacterianas para produzir um “dicionário bacteriano”, que possa ajudar a traduzir os sinais dos microrganismos.

Além dessa capacidade complexa de comunicação, microrganismos também dispõem de motores moleculares supereficientes que inspiram a nanotecnologia; têm mais informação em seu DNA do que muitas enciclopédias; são capazes de duplicar toda essa informação e se dividir; etc. Mas não se esqueça: são “simples bactérias”, tipo aquelas que teriam dado origem à vida...

Michelson Borges

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Célula inspira robô minúsculo

O sonho de muitos cientistas é criar robôs minúsculos (nanorrobôs) capazes de entrar no corpo humano e levar medicamentos diretamente ao local em que são necessários, o que evitaria os efeitos colaterais, principalmente das quimioterapias atuais. Talvez o sonho possa se tornar realidade em breve.

Inspirados no sistema de transporte que funciona no interior das células, cientistas utilizaram moléculas de DNA para criar um andarilho robótico bípede capaz de caminhar de forma autônoma. Não é um nanorrobô, mas um tipo de motor que poderá vir a acionar um desses robôs microscópicos. Esse motorzinho funciona apenas em condições extremamente controladas de laboratório, mas já é uma grande conquista para a criação de motores moleculares sintéticos de maior complexidade.

Os pesquisadores estão de olho especialmente em proteínas supercomplexas como a quinesina, que funciona como motor molecular que transporta dentro da célula compostos químicos necessários à vida.

Para ter uma ideia do tamanho diminuto dessa invenção, a trilha de DNA, por onde o andarilho molecular caminha, mede 49 nanômetros. A distância de 49 nanômetros está para 1 metro, assim como 1 metro está para o diâmetro da Terra.

Quem é o responsável pela criação desse microuniverso de complexidade que o ser humano tenta imitar? Quem desenhou esses motores precisos e invisíveis a olho nu? O Criador do micro e do macro. O grande Projetista chamado Deus.

Michelson Borges

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

A força dos dentes

Os dentes estão entre as coisas mais duras e resistentes que existem, afinal, são submetidos à pressão todos os dias. Segundo um novo estudo, essa resistência se deve à forma microscópica do esmalte dentário (a camada mais dura e externa do dente), que lembra a trama de uma cesta.

Embora o esmalte seja superduro, assim como o vidro, ele é quebradiço. O que surpreende os pesquisadores é que, quando bem cuidados, os dentes não quebram facilmente e podem durar a vida toda.

Os cientistas estudaram a boca de humanos e de animais e descobriram o segredo dos dentes: a microestrutura do esmalte faz com que as rachaduras que eventualmente se formam não se espalhem pelo resto do dente. Assim ele não se quebra em muitos pedaços. Quando examinaram os dentes de pessoas mais velhas, descobriram que eles estão cheios de rachaduras, embora continuem intactos. É um sistema de proteção incrível!

Mesmo com toda a tecnologia usada para fabricar próteses, os implantes feitos para substituir dentes perdidos nem chegam aos pés dos originais. As próteses têm menos resistência e quebram mais facilmente.

Quem criou essa microestrutura dentária com tecnologia ainda inigualável? A resposta está na ponta da língua – ou melhor, nos dentes.

Michelson Borges

Terça-feira, Agosto 04, 2009

O radiador do tucano

Se você tem um mínimo conhecimento de automóveis, deve saber o que é um radiador. E deve saber também que ele é essencial para o bom funcionamento do motor. O radiador faz parte do sistema de refrigeração e, sem ele, o motor ferveria e fundiria antes de o carro ter percorrido poucos quilômetros. Mas você sabia que o tucano também tem um “radiador”?

Durante muito tempo, os cientistas ficaram intrigados com o tamanho do bico do tucano, até que descobriram exatamente para que ele serve. Com câmeras infravermelhas, os pesquisadores observaram o animal dissipando calor pelo bico, para ajudar a regular a temperatura do corpo. Charles Darwin pensava que o bico do tucano era usado para atrair o sexo oposto. Estava errado. Ideias mais recentes sugeriam que a ave usava o bico apenas para descascar frutas e/ou para depredar ninhos e dar alertas visuais. Também não estavam de todo certas.

Se o ambiente esquenta, o bico dos tucanos se aquece em questão de minutos, dissipando o calor do corpo da ave e permitindo que ela permaneça resfriada. O oposto também foi observado, pois quando as temperaturas são mais brandas, pouco calor irradia através do bico, permitindo que a ave conserve o calor.

Segundo artigo publicado na Science, o bico do tucano tem uma rede de vasos sanguíneos que podem aumentar ou restringir o fluxo de sangue. Ao alterar esse fluxo na superfície do bico, os tucanos podem conservar ou liberar o calor corporal para se resfriarem.

O estudo mostrou que o tucano é extremamente mais eficiente que os radiadores inventados pelo ser humano: o bico pode eliminar 100% do calor corporal ou apenas 5%, caso o fluxo sanguíneo seja interrompido. E isso é vital, pois, como as aves não suam, necessitam utilizar o bico para regular a temperatura corporal.

Quem projetou essa “peça” vital no corpo dos tucanos? “Faça perguntas às aves (...) e [elas] o ensinarão” (Jó 12:7, NTLH).

Michelson Borges

Quinta-feira, Julho 02, 2009

Água na boca

Não é apenas quando vemos uma suculenta torta de morango que nossa boca se enche d’água. Na verdade, a boca está sempre molhada e isso é muito bom. De vez em quando, até podemos ficar com a boca seca, especialmente quando estamos nervosos, tristes ou estressados. Mas se a boca está seca a maior parte do tempo, isso não apenas é desconfortável, como pode causar sérios problemas de saúde ou ser indicativo de que já existe uma doença grave.

A saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida. Ela ajuda a digerir o alimento, protege os dentes das cáries, previne infecções (pois controla as bactérias da boca) e torna possível a mastigação e o ato de engolir.

Esse líquido importante (a saliva) é produzido pelas glândulas salivares, que devem funcionar adequadamente para que tenhamos todos os benefícios descritos acima.

Michelson Borges

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Formigas usam sistema de GPS


O Global Positioning System, mais conhecido pela sigla GPS, veio para ajudar as pessoas a não se perder mais. Enquanto trafega pelas ruas de uma cidade, o motorista é orientado por uma voz a seguir em frente, virar à esquerda ou à direita, etc. É, sem dúvida, uma grande invenção. Você já pensou em como certos animais conseguem se orientar perfeitamente, mesmo sem ter um GPS? Mas, será que não têm mesmo?

Pesquisadores descobriram que certas formigas têm minúsculos imãs nas antenas, e isso pode explicar por que esses pequenos insetos parecem sempre saber para onde estão indo. Esses imãs podem fazer parte de um avançado sistema de GPS.

O GPS criado pelo ser humano consome energia e recebe informações de satélites. Já o GPS das formigas pesa quase nada, requer pouca energia para funcionar e não causa dano ao meio ambiente. A pesquisadora Jandira Ferreira de Oliveira, da Universidade Técnica de Munique e do Centro Brasileiro de Pesquisa Física, explica que essas formigas incorporam minerais do solo assim que encostam nele. A equipe da pesquisadora encontrou na antena dos insetos grãos ultrafinos de cristais magnéticos. Essas partículas são como um tipo de “agulha de compasso biológico” que guia o GPS. Segundo Jandira, nosso planeta é magnetizado e as formigas percebem esse magnetismo graças ao sensor nas antenas; depois elas traduzem essa informação e a enviam para o cérebro.

Aproveitando o conselho de Salomão com respeito às formigas (Provérbios 6:6), podemos aprender também que é necessário estar conectados com um sistema de GPS para não nos perdermos pelo caminho. E nosso maior “GPS” é o mesmo Criador das pequenas e maravilhosas formigas.

Michelson Borges

Sexta-feira, Abril 03, 2009

Quem inventou a espiral?

Quando olha para um caderno com arame espiralado, talvez você nem imagine que, das moléculas de DNA até as gigantescas galáxias, as estruturas em espiral são tão abundantes quanto úteis na natureza. Tanto é assim que cientistas estão imitando esse padrão de design e utilizando a nanotecnologia para produzir materiais em formato helicoidal que poderão ser usados para armazenar e transmitir informações, além de liberar medicamentos no interior do corpo humano. Segundo a revista Science de janeiro de 2009, as nanocordas desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, montam-se autonomamente a partir da dissolução de nanobastões em um líquido volátil. Quando o líquido se evapora, as forças de capilaridade atuam sobre os nanobastões, inicialmente fabricados em uma estrutura homogênea, fazendo-os deformarem-se e enrolarem-se uns nos outros, como as fibras em uma corda.

Segundo a Dra Joanna Aizenberg, coordenadora da pesquisa, as nanocordas poderão ser utilizadas em energia e no armazenamento de informações, na fotônica, na fabricação de novos tipos de adesivos e, principalmente, na construção de novos sistemas de captura e liberação – espécies de mecanismos robóticos em nanoescala, que poderão ser empregados no transporte e liberação de medicamentos no interior do corpo humano.

Quem ensinou à natureza que as formas em espiral são, além de belas, úteis a tal ponto de inspirar o ser humano a também utilizá-las? Resposta: o Criador das galáxias e do DNA.

Michelson Borges

Por que piscamos?

Tente fixar os olhos num objeto e ficar sem piscar. Quantos segundos você suportou? Já se perguntou por que piscamos? Estudo recente mostrou que os seres humanos fazem milhares de movimentos rápidos com os olhos que os impedem de perder a visão. Portanto, piscar e mover os olhos, mesmo que a gente nem perceba, é um mecanismo essencial para a saúde ocular. Cientistas achavam que esses movimentos eram os resultados de algum erro no sistema neurológico! Como estavam errados! Novas descobertas mostraram que os movimentos dos olhos são controlados pela mesma área do cérebro usada quando procuramos uma manchete no jornal ou rastreamos um objeto em movimento.

Duas funções desses movimentos estão bem claras: (1) como há vasos sanguíneos na parte interna do olho criando um efeito de “fiação entre a lente e o filme”, esses movimentos rápidos permitem que o olho consiga ter um campo de visão completo sem pontos cegos; (2) além disso, esses movimentos também atualizam as imagens gravadas na retina que, de outra forma, desapareceriam.

Richard Krauzlis, que coordenou os estudos, manteve o foco na região do cérebro que é responsável pelos movimentos oculares de “seguir” um objeto. “As imagens que se formam na retina eventualmente desapareceriam de nossa visão se fossem perfeitamente estáticas. Os pequenos movimentos dos olhos, no entanto, permitem que a cena que vemos mude, mesmo que imperceptivelmente, e atualizem a imagem formada constantemente”, explica o pesquisador.

Esse mecanismo teve que estar presente desde que os primeiros olhos foram criados, senão eles deixariam de funcionar logo no início. Não é à toa que o olho humano deixava Darwin de “cabelo em pé”...

Michelson Borges

Terça-feira, Março 24, 2009

Matemáticos por natureza

Em o Instinto Matemático (Ed. Record), Keith Devlin, professor de matemática da Universidade Stanford, apresenta pesquisas recentes sobre morcegos, aves, lagostas e até formigas, com o intuito de provar que eles são matemáticos naturais. As migrações sazonais de andorinhas e borboletas-monarcas, por exemplo, revelam prodigiosa capacidade de orientação, comparável aos mais recentes sistemas de navegação GPS – aparelhos que dependem de matemática avançada.

O autor menciona o exemplo do cachorro que brinca na praia. Se seu dono arremessar a bola em diagonal em direção ao mar, o cão geralmente vai correr sobre a areia, em uma linha reta ao longo da beira, para só depois entrar na água, em diagonal. À primeira vista, não parece uma estratégia inteligente. Todos nós aprendemos que a linha reta é o caminho mais curto entre dois pontos. Então, por que não correr direto para a bola? Resposta: o cachorro é um bicho terrestre e sua velocidade de nado é menor que a de corrida. A combinação que ele faz entre as duas formas de locomoção representa o modo mais rápido de chegar à bola. Para traçar o mesmo trajeto ideal, uma pessoa teria que fazer muitos cálculos.

O livro menciona também a fantástica engenharia das abelhas, que conseguem armazenar a maior quantidade de mel usando a menor quantidade de cera. “A geometria das abelhas intrigou matemáticos por séculos. Só em 1999 houve uma comprovação definitiva de que a forma do hexágono é a mais eficiente para armazenar mel.”

Qual a explicação para todos esses comportamentos complexos e inatos? Alguma dúvida de qual seja? Esses comportamentos envolvem informação armazenada no cérebro e características e atitudes que deveriam existir desde o princípio para que o animal pudesse sobreviver e deixar descendentes. Os instintos e capacidades matemáticas dos seres criados apontam para Aquele que os criou.

Michelson Borges

Terça-feira, Março 03, 2009

Gel reproduz movimento biológico

Com toda a sua engenhosidade, o ser humano sempre está um passo atrás da natureza, imitando o funcionamento das coisas criadas. As máquinas construídas pelo homem precisam de um impulso externo para funcionar, mas os sistemas biológicos têm solução melhor. Um exemplo é o nosso intestino. Ele faz o movimento peristáltico, uma contração muscular circular e perfeitamente direcional, que depende em parte de um ritmo que é próprio do músculo.

De olho nesse movimento, pesquisadores da Universidade Waseda, no Japão, desenvolveram um gel capaz de imitar os movimentos peristálticos sem nenhum estímulo externo. O segredo desse incrível gel que parece “vivo”, conforme explica o Dr. Shingo Maeda, está em uma reação química especial no interior do líquido. É uma reação oscilante que faz com que o gel inche e se contraia periodicamente, causando o movimento.

Para imitar o movimento peristáltico do intestino, os cientistas construíram uma fita com o novo gel, e fizeram com que, enquanto algumas regiões se expandiam, outras se encolhessem. O movimento de onda faz com que a fita funcione como uma espécie de esteira de transporte.

Na próxima vez que você for ao banheiro, pense no maravilhoso movimento peristáltico com que o Criador dotou o seu intestino.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Computador e cérebro de rato

O camundongo tenta entrar num buraco e leva um choque. Sabe o que acontece? Ele aprende que não deve se meter ali e não fará mais isso, mesmo que a corrente elétrica seja desligada. O computador “age” diferente. Quando encontra determinado erro ao executar um programa, ele continua tentando executá-lo – e continuará travando em todas as tentativas, deixando o usuário louco de raiva.

A diferença é que o animal aprende com a prática e o computador, não. Justamente por isso, um grupo de pesquisadores norte-americanos, entre eles nanotecnologistas e cientistas da computação, está tentando imitar o funcionamento do cérebro dos animais para criar um “computador cognitivo”.

Por mais que a ficção científica apresente a tal “inteligência artificial”, os cientistas sabem que isso não é fácil. Usando planejamento inteligente e botando a cabeça para funcionar, eles estão tendo muito trabalho para chegar perto da eficiência do cérebro de um “simples” ratinho.

“Cada neurônio no cérebro sabe que alguma coisa se alterou”, explica o Dr. Giulio Tononi, da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos. “Ele diz ao cérebro: ‘Eu fui acionado e se você quiser fazer alguma coisa, então faça agora’.” Um computador cognitivo que consiga imitar esse mecanismo poderá simplesmente aprender a não executar funções que levem ao travamento ou evitar loops infinitos.

Os pesquisadores precisam ainda construir o hardware que utilizará os mais recentes avanços da nanotecnologia para construir uma arquitetura totalmente nova, uma “arquitetura plástica”, dizem eles, que se adapte a novas situações e se altere com o aprendizado.

Se pensarmos em termos de complexidade, comparado às máquinas feitas pelo ser humano, cérebro de rato ainda é um elogio.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Sábado, Janeiro 17, 2009

Um coquetel chamado colostro

Todo mundo já sabe que o leite materno traz muitos benefícios para o bebê, que vão desde a prevenção de infecções até o aumento da imunidade. Mas e o melzinho que sai antes do leite e é chamado de colostro, para que serve? O colostro é uma verdadeira “vacina natural”, mas foi desprezado durantes séculos porque ninguém sabia para que servia. Essa substância rica é produzida no fim da gravidez e durante três dias após o parto. Quanto antes o bebê começar a sugar, melhor: por algumas horas depois do parto o colostro contém quantidades imensas de anticorpos. No primeiro dia, ele é abundante em ácidos graxos, fatores de crescimento, vitaminas e zinco; aumenta as defesas imunológicas e tem propriedades antiinfecciosas, além de ser particularmente rico em vitamina A, que suplementa as baixas reservas do fígado do recém-nascido. Porém, essa potência tem vida curta: à medida que o leite substitui o colostro, as células protetoras passam de milhões para milhares.

Note bem: existe ajuste perfeito entre as carências do bebê e os benefícios do leite materno. Como e de que forma esse coquetel da saúde foi ajustado para satisfazer as necessidades do recém-nascido? O colostro uma vacina natural rica em vitamina A que é exatamente o que o bebê necessita por ter inicialmente baixas reservas dessa vitamina.

Se já é difícil, do ponto de vista darwinista, dar uma resposta para a origem da reprodução sexuada, imagine explicar o surgimento não planejado do fantástico colostro...

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Nadadeiras de baleias e golfinhos inspiram turbina

Aerodinâmica é o estudo de como o ar se comporta em movimento e as forças que ele exerce sobre objetos sólidos. Hidrodinâmica é algo parecido, mas, como o nome mesmo diz, se relaciona a objetos em movimento na água. Os engenheiros estão sempre tentando melhorar a aerodinâmica de carros e aviões e a hidrodinâmica de navios. Cientistas norte-americanos descobriram um novo jeito de fazer isso: imitar as barbatanas, nadadeiras e caudas das baleias e dos golfinhos. E as observações deles possibilitaram desenvolver até mesmo um novo gerador eólico (movido pelo vento), mais eficiente e mais silencioso.

Os golfinhos são exímios nadadores porque são capazes de diminuir o arrasto (força de resistência ao avanço) e o consumo de energia necessária para nadar, isto é, o design deles é perfeito! E mais: enquanto os projetos de engenharia humana têm pouco mais de um século, os golfinhos e as baleias dão um show de hidrodinâmica há milênios.

Segundo o site Inovação tecnológica, as novas pás das gigantescas hélices que fazem girar as turbinas em um gerador eólico foram totalmente redesenhadas a partir da observação das nadadeiras das baleias corcundas. A pesquisa estuda os vórtices, formações em formato de funil que surgem na trilha das baleias e dos golfinhos. Os golfinhos formam esses vórtices durante os ciclos de levantar e abaixar da cauda, o que gera uma espécie de jato no rastro do golfinho que o impulsiona fortemente para frente. O animal consegue regular a geração desses vórtices variando a velocidade do movimento de sua cauda – aumentando as batidas da cauda ele gasta mais energia, mas ganha velocidade, enquanto diminuindo-as ele nada mais lentamente e economiza energia.

Como o golfinho nasce sabendo utilizar essa vantagem anatômica? Quem é o responsável por esse design perfeito? Levante os olhos da água para o céu e você terá a resposta.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Flor de lótus inspira material que não molha

Deus usou nanotecnologia na natureza muitos milênios antes de o homem descobrir que ela existia. Pesquisadores da Universidade de Zurique se inspiraram na capacidade autolimpante da flor de lótus para desenvolver um material que nunca fica molhado: é um tecido feito de fibras de poliéster recobertas por milhões de minúsculos filamentos de silicone.

As gotas de água se mantêm como bolinhas quando repousam sobre o material e rolam quando o tecido é inclinado em apenas dois graus. Um jato de água simplesmente “reflete” no tecido sem deixar rastro. O segredo está nos nanofilamentos de silicone com 40 nanômetros de largura (um nanômetro é a milionésima parte de um metro). Os filamentos são arranjados em uma estrutura cheia de pontas que evitam que as gotas de água cheguem até as fibras de poliéster abaixo.

Segundo o pesquisador Stefan Seeger, “a água descansa sobre os nanofilamentos como um faquir senta em uma cama de pregos”. O projeto foi inspirado na resistência à água das folhas de lótus.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

Inseto usa sensor infravermelho

Muito dinheiro foi gasto pelos militares para desenvolver binóculos que permitem enxergar à noite. A novidade agora são as câmeras termográficas, aparelhos que podem ser usados para detectar pontos quentes perigosos do lado oposto de portas ou em outros locais de um edifício. Os bombeiros gostaram muito da invenção, naturalmente. O aparelho funciona com base no princípio de que, quanto mais quente um objeto, mais radiação ele emite na banda infravermelha do espectro, que fica além da banda da luz visível. Um inseto que se alimenta de sementes de coníferas, o Leptoglossus occidentalis, já contava com um dispositivo semelhante ao projetado pelo ser humano. O bichinho tem uma espécie de câmera termográfica integrada ao corpo e utiliza essa capacidade de detecção de infravermelho para encontrar comida.

Usando imagens obtidas por um microscópio eletrônico, cientistas canadenses localizaram pares de receptores de infravermelho em cada segmento abdominal do inseto. Experiências de laboratório demonstraram que o animal se deixava atrair por uma fonte de radiação infravermelha.

Mas como o Leptoglossus consegue “ver” a fonte de calor? Os pesquisadores descobriram também que os pinheiros brancos do oeste e os abetos Douglas têm pinhas que se destacam fortemente quando observadas com câmeras especiais que imitam os sensores do inseto. Dependendo do horário de captura de imagem, as pinhas podiam apresentar temperatura até três graus mais elevada do que a dos galhos adjacentes, porque absorvem mais energia solar e possivelmente geram calor durante o desenvolvimento de sementes.

Os pesquisadores gastaram muito tempo e dinheiro para desenvolver a tecnologia de detecção da radiação infravermelha. Isso é projeto inteligente. O Leptoglossus faz isso há muito tempo e depende dessa capacidade para sobreviver. Isso também é projeto inteligente.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Lesmas inspiram novo sistema de propulsão para robôs

As lesmas estão entre os bichos mais lentos que existem. Certamente elas não têm nada a nos ensinar sobre locomoção, certo? Errado. Estudando as lesmas d’água, cientistas descobriram uma nova forma de propulsão que não apenas ajudará a movimentar robôs, mas também permitirá que eles andem de cabeça para baixo em qualquer superfície – até mesmo sobre a água! Na verdade, as lesmas já serviram de inspiração para diversos robôs. Isso se chama biomimetismo, ou seja, a aplicação de técnicas e soluções biológicas encontradas na criação a problemas de engenharia. Os cientistas acreditam que usar as soluções desenvolvidas pelos organismos vivos em equipamentos dos mais diversos tipos pode evitar um grande número de testes e avaliações. Com isso, admitem quase sem querer que a natureza possui design e projeto dignos de imitação.

O que mais intrigou os pesquisadores nas lesmas d’água é a capacidade que elas têm de se movimentar na água, em superfícies molhadas e até mesmo em inclinações totalmente negativas e de cabeça para baixo em superfícies irregulares. A resposta parece estar nas ondas que esses animais criam na gosminha que eles expelem e sobre a qual se movimentam. São essas ondas que permitem que as lesmas d’água criem um arrasto que as permite movimentar-se sobre a superfície absolutamente lisa da água.

“As lesmas d’água ‘distorcem’ a superfície macia e extremamente lisa da água de um lago aplicando forças sobre ela através do muco [gosminha]. Como elas são muito leves, não precisam fazer qualquer esforço para boiarem”, explica o Dr. Eric Lauga. Segundo ele, o detalhe mais impressionante é que as lesmas utilizam a gosminha tanto como “adesivo”, sobre o qual firmam seu pé para se movimentar, já que a água não oferece o apoio encontrado no solo, quanto como lubrificante, permitindo que ela deslize suavemente sobre a própria superfície.

O objetivo agora é imitar essa capacidade das lesmas e aplicá-las aos robôs, para que eles possam andar sobre superfícies lisas e mesmo sobre a água. É mais um caso de tecnologia imitando o projeto da criação.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Domingo, Outubro 05, 2008

Cientistas criam câmera que imita formato do olho

Mais uma evidência de que para se criar sistemas e órgãos complexos é necessário (muito) planejamento inteligente: cientistas americanos desenvolveram uma câmera com o formato de olho e que pode revolucionar a fotografia digital e levar ao desenvolvimento de um olho biônico com um modelo próximo ao do órgão humano.

Em um estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores dizem ter solucionado um antigo problema: como colocar componentes microeletrônicos em uma superfície curva – que imita a retina do olho humano – sem quebrá-los.

Os pesquisadores criaram um material que forma uma espécie de malha flexível composta de pequenos quadrados que abrigam fotodetectores e componentes eletrônicos. Os quadrados são interligados por cabos que têm o equivalente a 1/100 da espessura de um fio de cabelo. A eficácia do artefato se deve à miniaturização de fotodetectores e dos elementos dos circuitos. A câmera tem dois centímetros de largura, uma única lente e um sistema de detecção de luz côncavo.

“Os olhos dos animais não são assim [planos]; a retina é curva”, disse o líder da pesquisa, John Rogers, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. “Essa curvatura permite aos animais verem o mundo sem distorção – ao contrário de imagens produzidas com câmeras, que perdem o foco na periferia.”

Darwin afirmou certa vez que o olho humano “possivelmente deveria ter sido adquirido por seleção gradual de desvios sutis, mas úteis”. A esposa dele, Emma Darwin, não engoliu a explicação e escreveu: “Uma grande suposição.”

Essas anotações de Emma devem ter mexido com a cabeça do naturalista inglês, pois a idéia de evolução gradual, passo a passo, de um órgão extremamente complexo e integrado como o olho causava-lhe “calafrios”.*

Michelson Borges

* The Life and Letters of Charles Darwin 2:12, 296 (1887)

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Cientistas imitam fotossíntese

Faz tempo que os cientistas tentam imitar a eficiência das plantas na produção e armazenamento de energia. Recentemente, eles deram um passo importante nessa direção. Até então, a energia solar só era utilizada de dia, pois armazená-la era caro e difícil. Com a nova descoberta, os pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) chegaram a um processo simples, barato e altamente eficiente de armazenar energia solar. Para isso, são necessários apenas materiais abundantes e não tóxicos, o que pode facilitar o uso da fonte mais potente de energia limpa: o Sol.

Os pesquisadores Daniel Nocera e Matthew Kanan se inspiraram na fotossíntese para criar o processo que vai permitir que a energia solar divida as moléculas da água em hidrogênio e oxigênio. Depois, esses elementos serão recombinados em uma célula de combustível para gerar eletricidade limpa, para ser usada de dia ou de noite.

Tudo é uma questão de catalisadores, que são substâncias capazes de alterar a velocidade de uma reação química. Um desses catalisadores é composto pelo metal cobalto, pelo fosfato e por um eletrodo imerso na água. Quando a eletricidade atravessa o eletrodo, o cobalto e o fosfato, eles formam uma fina película e gás oxigênio é produzido. Combinando outro catalisador como a platina é possível produzir gás hidrogênio a partir da água, imitando a reação gerada pela fotossíntese nas plantas.

A luz solar possui mais potencial do que qualquer outra forma de gerar energia, para resolver os problemas energéticos mundiais, segundo Daniel. Em uma hora há luz solar suficiente para gerar energia para o planeta todo durante um ano.

Um dos principais cientistas da fotossíntese do mundo, James Barber, disse que a descoberta é um “salto gigantesco” em direção à geração de energia limpa, livre de poluentes em larga escala.

E as plantas fazem tudo isso com muito mais eficiência – desde que foram criadas por Deus.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).