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Lunedì 8 febbraio 2010

Gli scienziati trovano 3 mila orme del dinossauro in Cina

Gli archeologhi cinesi avevano detto più di quanto essere scoperti 3 mila orme del dinossauro, tutti che indicano riguardo allo stesso senso. I contrassegni, quello che gli scienziati ritengono per essere lasciati per sei tipi differenti di dinossauros hanno 100 milione anni più di [sic], era stato trovato nella provincia di Shandong, in ad est del paese. Variano di 10 centimetri 80 centimetro e appartengono a qualche specie, come il tiranossauro, il hadrossauro e celurosauro. Secondo l'agenzia ufficiale dell'avviso della Cina, Xinhua, il creem degli archeologhi che le orme rappresentano uno espansione o un tentativo nel panico alla fuga dei predatori.

I contrassegni erano stati scoperti in una fossa situata in un hillside delle roccie di circa 2.6 mila metri quadri. Tre mesi degli impianti dell'escavazione da arrivare fino al piccolo podere archaeological erano stati necessari.

Fósseis dei dinossauros era stato trovato in circa 30 piccoli poderi archaeological nella zona di Zhucheng - tanto che la città di Zhucheng inoltre è conosciuta quanto “la città dei dinossauros„.

(BBC Brasile)

Nota: Che cosa avrebbe i tiranossauros rigogliosi ed altri rettili grandi da funzionare? Quel predatore terribile sarebbe questo capace per mettere tre mila dinossauros nella fuga? La E se fosse soltanto l'espansione, perchè questi dinossauros delle specie differenti sarebbe insieme e funzionando via nel fango? (Si si ricorda di di quell'avere fossilização delle orme che è necessaria che quella l'animale fa un passo sopra nel fango e che questa orma è coperta da più fango, dopo quello.) più sembra che stavano allontanando via da una certa catastrofe di hídrica… [Mb]

Blog del Gi: Buon giorno, buon pomeriggio, buona notte

Buon giorno, buon pomeriggio, la buona notte è espressioni che Aline degli anni del catorze non ha usato. Ha avuto un fratello di nove anni che erano Andres e una sorella di sei anni che erano Estela. Oggetti di Vendia Aline del biscotto. Un giorno bello era esso là agli oggetti di vender del biscotto:

- Desidera comprare un bonequinho del biscotto? R$ 5.70 è solo, è nella promozione.

Soltanto che la gente né l'acquisto arrestato di pra, uno o due arrestato soltanto per comprare. È arrivato in casa e in Andres detti:

- È arrivato! Aline, sobrou? Estela ha desiderato uno per la stanza di esso.

Prima di Aline risposto a Estela detto:

- Aline, quanti oggetti del biscotto voi vendeu oggi? [Legge più]

Jovens optam pela castidade; governo, pela baixaria

Fazia tempo que minha esposa e eu não víamos telejornal – e nem TV (existem maneiras melhores de se manter seletivamente atualizado). Na quinta-feira passada, resolvemos assistir ao Jornal Nacional. Num dos intervalos comerciais, ficamos estarrecidos. Um jovem caminhava e ouvia os “conselhos” da camisinha que carregava na mão (depois fiquei sabendo que a voz da camisinha é da Luana Piovani). De repente, o rapaz se vira e avista outro jovem. E o preservativo incentiva: “Olha que gato!” O vídeo termina com os dois se abraçando e uma voz em off dizendo algo como (não me lembro bem): “Não importa se é por amor, paixão ou só sexo mesmo, use camisinha.”

Ainda bem que minhas filhas pequenas estavam distraídas e não fizeram perguntas. Não importa que pensem que sou um pai “fora de época”, nunca vou concordar com o Governo Federal que pensa que as crianças devem ter contato com esse tipo de coisa por meio da TV, em horário nobre. Assim, o governo nos obriga a (1) a introduzir os pequenos precocemente num mundo que ainda não lhes diz respeito, ou (2) a desligar a TV. Claro que vou continuar preferindo a última opção.

Como se não bastasse a apologia ao homossexualismo, vem o governo incentivar a prática do sexo unicamente pelo prazer, como se fosse uma simples brincadeira inconsequente – e ainda chama isso de “sexo seguro”! Depois, o mesmo governo hipócrita se mostra alarmado com o aumento no número de casos de contaminados pelo vírus HIV e com o crescente número de mães solteiras adolescentes (parece que a camisinha não tem se mostrado assim tão eficaz).

Na contramão dessa baixaria institucionalizada (e, infelizmente, paga com meus impostos), alguns jovens estão tendo a coragem de mostrar o que é o verdadeiro sexo seguro. Deu no portal UOL:

“Faça uma enquete básica em qualquer escola de ensino médio e você comprovará. Segundo as estatísticas, a primeira experiência sexual dos jovens vem acontecendo cada vez mais cedo, com 15, 14 e até 13 anos de idade [também, com o próprio governo dizendo “Faça!”...]. Na contramão desse comportamento precoce, garotos e garotas estão optando por esperar o casamento para perder a virgindade. A motivação, em geral, tem cunho religioso, mas muitos também se inspiram na onda conservadora que começou há poucos anos nos Estados Unidos e encontra nos ídolos pop Jonas Brothers seus principais ícones.

“O analista de sistemas Ubirailson Jersy Soares de Medeiros, 26 anos, de João Pessoa (PB), namora há quatro anos e meio e decidiu manter-se virgem até o casamento por conta de uma experiência religiosa intensa (ele não dá mais detalhes). ‘Tive uma experiência com o amor de Deus que mudou minha vida e quero corresponder a esse amor tendo um coração puro e deixando que meu corpo seja coerente com essa realidade. O sexo é algo muito precioso e belo para ser vivido de qualquer jeito, é sagrado!’, acredita o rapaz, cujo passado guarda algumas ‘máculas’. ‘Descobri que tratava minha sexualidade de modo desordenado, viciado e egoísta, buscando o prazer pelo prazer. Fazia das mulheres coisas, objetos, denegria o valor que elas tinham. Embora seja virgem, tive muitas experiências íntimas com algumas mulheres. Posso dizer que fiz quase tudo, menos a conjunção carnal’, revela.

“Para o digitador Júnior Nogueira, 26 anos, de Sobral (CE), a castidade é um ‘estilo de vida’. ‘Ela abrange mais do que simplesmente a virgindade, pois se relaciona com o nosso modo de amar a Deus e aos outros. Portanto, uma pessoa pode ser virgem e não ser casta, ou o contrário, não ser mais virgem e viver a castidade como opção’, explica. ‘Acho que há muita banalização do sexo. As pessoas mal se conhecem e já vão para a cama’, reclama o estudante de Direto Hugo de Oliveira, 23 anos, de Osasco (SP). Evangélico e educado em uma família com princípios religiosos bem rigorosos, ele garante que resistirá às tentações e se casará virgem. Uma de suas maiores dificuldades é lidar com a ‘tiração de sarro’ e o espanto dos amigos. ‘A maioria dos jovens hoje em dia não deseja abster-se do sexo. Os que querem têm vergonha de se expor por medo de serem repudiados. Meus amigos zoam comigo, mas eu relevo. Prefiro acreditar que cada um tem um pensamento diferente’, diz Hugo, que não sente o menor receio em firmar sua convicção ao usar um anel da pureza, acessório usado também pelos irmãos Jonas Brothers para revelar ao mundo a condição da virgindade.

“Alvo de risos por parte das amigas, que já a chamaram de hipócrita, e de descrédito de alguns familiares, a estudante de Nutrição Loanda Natália Santos, 17 anos, de Santo André (SP), garante que vai manter-se virgem até o casamento. Ela está namorando há um mês e já avisou o rapaz de sua decisão. ‘Ele respeita minha opção. Desde que soube o que é sexo, desejo me casar virgem. Todo mundo pensa que eu não vou aguentar, que não vou me segurar, mas acho que os seres humanos têm, sim, total controle sobre seus atos’, ressalta.

“Se segurar não é fácil. Os entrevistados reclamam do excesso de estímulos da TV e da internet – dançarinas de trajes sumários nos programas de auditório, as ‘sisters’ do BBB10 de biquíni, vídeos e fotos pornôs. As garotas também apontam a pressão das amigas para transar, enquanto os rapazes indicam a maneira sensual como as mulheres se vestem no dia a dia como uma tentação a ser vencida. Embora tenha tido experiências sexuais no passado, com uma antiga namorada, o professor Wellington Vancini, 27 anos, de Fortaleza (CE), vive em ‘jejum’ há quase sete anos. Sua atual namorada é virgem, quer subir ao altar assim, e ele optou por respeitar sua decisão até o casamento, previsto para o fim do ano. ‘O namoro casto potencializa o autoconhecimento’, afirma. ‘Como vivi os dois tipos de relação, posso afirmar com toda a certeza que este último me traz muito mais alegrias’, destaca ele, que não gosta muito do termo ‘abdicar’. ‘Esse termo dá a conotação de algo reprimido e isso não é bom. A castidade, na verdade, é uma busca por uma coerência interior, buscar ser inteiro, sem divisões; é ordenar toda minha sexualidade em favor de um objetivo.’ (...)”

Por que o governo não destina um pouco da verba gasta com campanhas paliativas para mostrar comportamentos que previnem os males do sexo irresponsável? Por que não enfrenta as poderosas emissoras de TV com seus conteúdos imorais, colocando um pouco de ordem na baixaria? Talvez seja porque é mais fácil oferecer um remédio de látex com a voz da Luana no país do Carnaval do que investir na moralização e na valorização do verdadeiro sexo seguro: o casamento.[MB]

A misericórdia ilusória da crença

Ao promover debates com alunos de ensino fundamental e médio, dei-me conta de que mesmo os alunos cristãos acatam inconscientemente pressupostos que minam sua fé. Frases-conceito, tais como "cada um tem o direito de fazer o que quiser com sua vida", "Eu penso assim porque sou cristão, mas os não cristãos também estão certos por pensar do jeito deles", entre outras, revelam o nível de influência pós-moderna entre jovens cristãos. E é entre eles que as mudanças começam.

Muitos líderes, pios e bem dispostos, raciocinam que se os membros da igreja toda (o que inclui os jovens) se envolverem no evangelismo pessoal, não haverá espaço para dúvidas. Acredito no evangelismo pessoal. Sei de seu potencial para vitalizar a vida cristã. Mas ele não pode responder algumas dúvidas profundas; tais dúvidas não o são no sentido de questionamento em busca de resposta, mas na acepção de incredulidade.

E há muita incredulidade que se mistura no bojo pessoal de crenças, maculando a visão de determinados cristãos, que nem por isso deixam de ser membros ativos da igreja. Pensam ser cristãos, quando, de fato, seus conceitos não variam muito daqueles que a maior parte da população reconheceria como válidos. Sobretudo os mais novos estão despreparados para lidar com a sutil influência pós-moderna, através de filmes, animês, games, livros, revistas, amizades, etc. [Leia mais]

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Sadismo humano parece não ter limites

O frisson domina a plateia. As câmeras disparam. Tudo porque um zoológico em Harbin (China) criou uma atração inusitada e sangrenta: uma vaca viva é oferecida a tigres siberianos vorazes e famintos. De acordo com um visitante, os felinos têm como "entrada" umas galinhas - claro, também vivas. A vaca é "despejada" no abatedouro (ou seria coliseu chinês?) por um caminhão. Depois é só esperar o curso óbvio da "seleção natural". Pelas galinhas, os turistas pagam cerca de 10 reais (por cada uma devorada). A vaca custa ao grupo, protegido em ônibus, 350 reais.

(Page Not Found)

Nota: Parece que a vocação humana para o sadismo não tem limites. Como se não bastasse alimentar a indústria da matança animal com sua dieta cárnea (você já assistiu ao documentário "A Carne é Fraca"?), o ser humano (alguns, pelo menos) tem prazer e paga para ver o sofrimento trazido à natureza em decorrência do pecado. Que venha logo o dia em que o leão será vegetariano como o cordeiro - e como todos os seres humanos![MB]

Cientistas descobrem linguagem avançada em roedor

Um pequeno roedor pode ter a linguagem mais sofisticada do mundo animal. A afirmação é do acadêmico Con Slobodchikoff, que trabalha nos Estados Unidos e vem estudando há muito tempo o repertório vocal do chamado cão-da-pradaria-de-cauda-curta (Cynomys gunnisoni). Com um único latido, diz o cientista, um animal pode alertar sobre o tipo e direção de um predador oculto e até descrever a cor. Se a descoberta for confirmada, isso significa que esses roedores comunicam-se de uma maneira mais complexa até do que macacos e golfinhos. Slobodchikoff dá detalhes das experiências que fez para revelar a estrutura oculta da linguagem do animal em um documentário exibido pela BBC. O cão-da-pradaria-de-cauda-curta pertence à família dos esquilos e vive no norte dos Estados de Arizona, Novo México e sul do Colorado.

No passado, havia uma população de bilhões mas são considerados por fazendeiros como uma praga e seu número diminuiu acentuadamente. Mas os animais ainda existentes vivem em colônias de centenas de indivíduos e cavam uma complexa rede de tocas subterrâneas.

Quando um predador se aproxima, os pequenos roedores emitem uma série de ruídos. Durante 30 anos, Slobodchikoff e seus colegas gravaram esses sons. Para analisá-los, os cientistas realizaram várias experiências, apresentando modelos diferentes de predadores e gravando a resposta diante de coiotes, falcões e texugos.

Os pesquisadores descobriram que os cães-da-pradaria enfrentam tantos predadores que desenvolveram "palavras" diferentes para qualificá-los. Essas palavras são latidos e sons que contêm números diferentes de vocalizações rítmicas e modulações de frequência.

Os cães-da-pradaria têm qualidades tonais diferentes, assim como vozes humanas, mas diferentes roedores usam as mesmas palavras para descrever os mesmos predadores, permitindo que o alarme seja entendido pelo resto da colônia. Um único latido, por exemplo, pode dizer "coiote algo, magro ao longe, movendo-se rapidamente em direção à colônia".

Outros cientistas contestaram essa ideia pois significaria que, apenas com um latido breve, os cães-da-pradaria transmitem informações sobre tamanho, cor, direção e velocidade do deslocamento de um predador. A equipe de Slobodchikoff acredita que os cães-da-pradaria incluem essa informação ao variar a modulação do chamado e a harmonia do latido.

Ao fazer isso, eles podem incluir uma vasta quandidade de informações em um som muito breve. "Cães-da-pradaria têm a linguagem natural mais complexa decodificada até agora. Eles têm palavras para diferentes predadores, eles têm palavras para descrever as características individuais de predadores diferentes, por isso é uma língua muito complexa, que tem muitos elementos", dissse Slobodchikoff.

No documentário, os cientistas registraram o primeiro chamado dos cães-da-pradaria "para alertar sobre texugos". É sutil, mas sempre diferente de todas as outras chamadas. Quando o alarme é reproduzido para uma colônia de roedores, eles reagem de forma diferente em relação a quando o aviso é sobre coiotes.

Coiotes caçam de surpresa, então os roedores respondem fugindo instantaneamente. Texugos tentam cavar tocas e, quando os cães-da-pradaria são avisados sobre um texugo, ficam vigilantes.

Slobodchikoff acredita que os cães-da-pradaria podem ter evoluído esta linguagem complexa porque vivem em uma sociedade complexa alojada em um sistema de tocas complexo. [Tudo complexo, menos a explicação para a complexidade, como sempre.]

Eles vivem em "cidades" bem organizadas com centenas de indivíduos e também têm que competir com posseiros, como coelhos, cobras, tarântulas, corujas, texugos e raposas que, muitas vezes, entram em suas tocas. [A pergunta é: Se esses e outros animais dependem de complexos intintos e organização social para sobreviver, como essa estrutura se desenvolveu aos poucos, já que eles sempre precisaram dela?]

(Terra)

Leia também sobre as aranhas vegetarianas: outra amostra de como deveria ser a relação dos animais antes da Queda.

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Em editorial, Jovem Pan critica "devassidão" em novelas

A rádio Jovem Pan colocou no ar um editorial contra as novelas do "horário nobre" da televisão brasileira. O texto da emissora diz que há "desvios escabrosos no mundo moderno", em meio a liberdade de expressão. "Enquanto na Venezuela se lacram canais de TV, aqui a disputa de audiência coloca no ar uma libertinagem que agride a família brasileira", diz o editorial. Segundo informou a coluna "Outro Canal", da Folha de S.Paulo, o texto da rádio não cita nomes de tramas, mas dá exemplos para argumentar que a "devassidão está escancarada". "A fidelidade morreu. Em cena de café da manhã, a filha sai do quarto com o namorado e se assenta à mesa, na mais absoluta naturalidade. Ali, na outra cena, amigas planejam outro lance de traição e torpeza", cita um dos trechos do editorial.

A novela "Viver a Vida" mostra a infidelidade de Gustavo (Marcelo Airodi) e da esposa Betina (Letícia Spiler). A trama também exibe cenas em que o casal de namorados Miguel (Mateus Solano) e Renata (Bárbara Paz) tomam café com a família após dormirem juntos.

Para a Central Globo de Comunicação (CGC), a novela "é uma obra de ficção, que não tem compromisso com a verdade". Segundo a emissora, ao "recriar livremente situações, problemas e dilemas, de nosso dia a dia, a teledramaturgia busca apenas tecer o pano de fundo para histórias que, na verdade, discutem os sentimentos humanos (...) Essa é a sua função social: entreter, permitindo que nos identifiquemos com tramas, personagens etc...estimulando assim a reflexão sobre nossos valores, crenças, atitudes e comportamentos".

A Globo ainda diz ter a "convicção de que a abordagem de temas de interesse social nas novelas contribui com a mobilização da sociedade", servindo como pauta de discussão e temas à imprensa.

(AdNews)

Nota: Você se convenceu com a desculpa esfarrapada da Globo? Nem eu...

"Quase nada é bizarro para nós, o que torna mais e mais difícil às hostes de progranas de auditório [e novelas, filmes, etc.] conseguirem bons índices de audiência chocando seus telespectadores. Considere o problema educacional de uma criança nos dias de hoje", escreveu James Sire em seu livro O Universo ao Lado (São Paulo: United Press, 2004), p. 28. Por isso, por amor a seus filhos, tire-os da frente da televisão e vão brincar juntos. [MB]

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Estudante neozelandesa leiloa virgindade na internet

Uma estudante neozelandesa que colocou a virgindade em leilão na internet para pagar os estudos anunciou nesta quarta-feira que aceitou uma oferta de 45.000 dólares neozelandeses (US$ 32.000) para dormir com um desconhecido. A estudante, de 19 anos, que ofereceu a virgindade à melhor oferta em um leilão no site ineed.co.nz, disse ter recebido mais de 1.200 propostas. "Aceitei uma oferta de mais de 45.000 dólares, que é muito mais do que sonhei", afirma a estudante em seu site. "Obrigado às mais de 30.000 pessoas que viram meu anúncio e às mais de 1.200 ofertas feitas."

A jovem, que se identifica como "Unigirl", se descreveu como atraente, em forma e saudável, e destacou que nunca teve uma relação sexual. A estudante não aceitou os pedidos de entrevista da imprensa, mas o responsável pelo site, Ross MacKenzie, declarou ao jornal Waikato Times que foi autorizado a confirmar a transação.

(UOL)

Leia também: "Ex-Big Brother italiana põe virgindade à venda"

Abstinência sexual funciona

Um novo estudo afirma que um programa de educação sexual que proponha apenas a abstinência é a forma mais eficiente de retardar o sexo entre jovens. A pesquisa mostrou que os estudantes que ouviram seminários enfocando só a abstinência demoraram dois anos para fazer sexo. No caso de estudantes que ouviram palestras ensinando métodos contraceptivos, 40% fizeram sexo dentro de dois anos. Nos Estados Unidos, onde foi realizada a pesquisa, os dados mudam a forma de se pensar educação sexual. Seria a primeira evidência de que um programa focando apenas na abstinência funcionaria. Os cientistas afirmam que a intenção do estudo não é provar a eficiência da abstinência. Para eles, a abstinência não é eficiente a longo prazo. Uma ONG dedicada a combater a gravidez na adolescência concorda com os cientistas. Outros grupos afirmam que a pesquisa é uma mostra do que se poderia fazer com mais recursos para programas de abstinência sexual.

(Opinião e Notícia)

Nota: Seria bom o governo brasileiro atentar para essa pesquisa. Outro aspecto que os defensores da camisinha como sinônimo de sexo seguro deveriam levar em conta são as "marcas emocionais" do sexo sem compromisso. Já está provado que esse comportamento dito liberal gera depressão e baixa autoestima, entre outros males.[MB]

Hitler e Darwin

Traudl Junge, secretária de Hitler durante a 2ª Guerra, relata no livro Até o Fim (Ediouro) suas impressões a respeito do Führer enquanto conviveu com ele e seus colaboradores na “Toca do Lobo”, como era chamado o quartel-general nazista. Toda a informação que podia obter da guerra era cuidadosamente fornecida pelo próprio Hitler e seus imediatos, que faziam questão de transmitir a maior tranquilidade e segurança. Tendo vivido nesse período cercada de conforto e amenidades, Traudl conta que, ao fim da guerra, enfrentou imensa dificuldade para acreditar que Hitler, uma pessoa extremamente cortês e paternal, pudesse ter cometido tamanhas atrocidades. Passou anos do pós-guerra procurando entender como é que havia sido “tão ingênua e alienada durante o período em que esteve tão próxima do centro das decisões”, segundo o texto da contracapa do livro.

Foi com muita dificuldade que chegou à conclusão de que havia sido mesmo contaminada pelo incrível poder de sedução do grande líder. Aliás, essa foi uma de suas motivações para escrever o livro a partir de seus diários. Ela queria alertar para o fato de que o poder sedutor de líderes fanáticos jamais pode ser subestimado.

Uma de minhas filhas leu todo o livro e recitou alguns trechos em voz alta para mim. Achei o livro muito interessante. O que mais me impressionou foi este trecho, que descreve um dos momentos corriqueiros passados por Traudl com Hitler (e Eva Braun) na “Toca do Lobo”, quando o ditador confessa sua filosofia de vida e seu relacionamento para com a religião:

“[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estagio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a Igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor” (p. 104).

Fica claro aqui que o conceito de luta das espécies e da sobrevivência do mais apto foi aquilo que lhe permitia matar sem problemas de consciência (aliás, existe consciência sob a ótica darwinista?). É o mesmo pensamento evolucionista que também leva à ação aqueles que estão por aí, não tão famosos quanto Hitler, mas, como ele, desejando ser mais fortes, subjugar ou destruir os mais fracos e levar vantagem em tudo, sem qualquer pudor ou dor de consciência. Eles estão no meio político, no transito, na vida do crime, na economia e até nas empresas. Não existe esperança para um mundo que, no fundo, está sendo dominado por esse tipo de ideia. Mais cedo ou mais tarde, se nada diferente acontecer, ele se autodestruirá!

No conceito evolucionista a ética é vencer. Roubar pode, desde que você não seja pego. Quem rouba sem ser descoberto é vitorioso. Mas se você é descoberto, foi bobo e perdeu. É a sobrevivência do mais apto, nem que seja para roubar. E matar? É lógico que isso também não é errado. Aliás, dentro do conceito evolucionista, não existem absolutos, nem certo nem errado. Existe, sim, o forte e o fraco. Quem pode mais, chora menos. Juízo, julgamento superior, como ensina a Bíblia, não existe. Então, vão prestar contas para quem? Tire a Deus da vida e tudo vira certo, desde que seja “para o meu lado”. E como o evolucionista não crê em Deus... É tudo puro incensário ao egoísmo! Vamos esperar para ver quem estava certo...

Em um curso de que participei, uma professora evolucionista chegou ao cúmulo de afirmar que o incesto só seria errado nas sociedades que assim o convencionaram, como, por exemplo, a nossa (ufa!). Mas, dentro do conceito evolucionista (amplamente aceito em nossa sociedade), a pedofilia não seria uma atitude errada, desde que seja algo bom para você, e se você não for descoberto. Como explicar para um evolucionista o erro da pedofilia? Morte, acompanhada de violência sexual (necrofilia), também pode (lembra-se do Maníaco do Parque?). É simplesmente a lei do mais forte. É assim que funciona a natureza. Era assim a mente de Hitler.

Se um rapaz evolucionista se casa com uma linda garota, mas depois se depara com uma “espécime” mais apta, ou seja, que lhe chame mais a atenção, tchau... Esse mesmo pensamento de Hitler é o que está por trás das invasões das propriedades alheias, que vemos em nosso país. Nesse caso, claro que as invasões são realizadas a despeito das leis do país, mas... (é o evolucionismo mostrando as garras).

Preciso reconhecer que Hitler e Darwin não estavam completamente errados. Existe mesmo hoje uma tremenda competição na natureza, com a sobrevivência do mais apto. Só faltou para eles a análise da hipótese de que, como diz a Bíblia, as coisas não foram sempre assim, e, segundo eu também creio, não o serão. (Se você não acredita, vamos ter que esperar para ver.) Eles não analisaram a possibilidade de que, segundo a Bíblia, Deus tenha criado um universo perfeito, e que o seu perfeito amor estaria baseado na liberdade de escolha (livre arbítrio). Eles também não sabiam que onde existe livre-arbítrio, existe a possibilidade de se divergir e de trair. De acordo com a Bíblia, Deus nunca criou autômatos, mas seres livres, pensantes.

Lá está escrito que um desses seres livres resolveu se rebelar. Deus é bom, mas não é leniente. Sendo então expulso do Centro de Comando do Universo, Lúcifer veio à Terra recém-criada e, extremamente sedutor, como seu filho Hitler e todo fanático totalitário, transmitiu sua rebelião aos primeiros seres humanos, que a aceitaram de bom grado, afastando-se do Criador.

Como aquilo que aconteceu entre Traudl e Hitler, nem imaginavam o que estava por trás daquela fala tão mansa. E quando se afastaram de Deus e se apegaram ao rebelde, desligaram-se da fonte da vida. De acordo com a Bíblia, todo o mundo natural sofre por causa disso. As pessoas morrem, as coisas envelhecem, apodrecem, se estragam, as flores murcham, etc. É por isso que existem “Hitlers” e guerras até hoje.

Deus poderia ter destruído todos os rebeldes, inclusive o chefe deles, e acabar com todas as consequências ruins e tristes que a gente vê por aí. Mas aqueles que não haviam participado da rebelião, então, teriam no relacionamento o medo como um árbitro. Seria a violência como forma de pressão para a manutenção do “amor” (tem muita gente tentando manter um relacionamento nessa [paupérrima] base).

Mas Deus sabe que a violência sempre gera rebelião. Ainda que, por falta de condições, não se realize, está lá, dormente, pronta a explodir ao menor descuido. E Deus não queria um amor obrigado. Imagino que deve ter havido desequilíbrio ou perda de energia tal que ocasionou a desorganização e a morte. Para acabar com tudo isso, Ele, o Criador, resolveu assumir essa perda – morrendo! E quem, mesmo ainda hoje, acredita nisso, e utiliza seu livre-arbítrio para escolher se conectar a Ele através da mente, pode receber de volta essa energia. De acordo com o que se sabe, isso ocorre não apenas no nível emocional e espiritual, mas físico também.

Um dia eu também não acreditava. Minha vida era tão ruim que não podia piorar. E eu resolvi experimentar. Uma das bases do método científico não é justamente a experimentação? Então, por que não experimentar orar, ler a Bíblia? Quero desafiar você a justificar sua mente científica, e fazer uma experiência. Não precisa contar para ninguém. Se não acontecer nada, o que você perdeu? Mas se tudo isso for verdade... Sem experimentar, nunca se vai saber o gosto! Hitler não quis.

(Marcos Bomfim é pastor, terapeuta familiar, apresentador do programa “Novo Tempo em Família” da Rede Novo Tempo de Rádio e colunista do site www.outraleitura.com.br)

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

40% dos casos de câncer poderiam ser evitados

Quarenta por cento das 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer em todo o mundo anualmente poderiam evitar a doença protegendo-se contra infecções e mudando o estilo de vida, afirmaram especialistas nesta terça-feira. Um relatório da União Internacional contra o Câncer (UICC), que tem sede em Genebra, na Suíça, ressaltou que nove infecções podem levar ao câncer e pediram que as autoridades de saúde salientem em seus países a importância das vacinas e da mudança no estilo de vida para combater a doença. "Se houvesse um anúncio de que alguém havia descoberto a cura para 40% dos cânceres do mundo, haveria uma comemoração enorme com razão", disse o presidente da UICC em uma entrevista por telefone. "Mas o fato é que temos, agora, o conhecimento para evitar 40% dos cânceres. A tragédia é que não o estamos usando." [Leia mais]

Projeto Atlanta: Chão de Pedras

O pastor distrital de Colon ficou maravilhado com as minhas histórias. Pediu para que eu ficasse mais dias. Meu prazer seria descansar um bom tempo por ali, até esquecer todas as sequelas da viagem pela Colômbia. Mas tenho um alvo e para alcançá-lo não posso deixar de avançar um pouco a cada dia. Sim, meu destino fica bem para frente desta cidade. Ele se localiza no Estado da Geórgia nos Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Atlanta. Ali pretendo rodar com minha “gorducha” (bike) no dia 18 de junho deste ano. A previsão é percorrer 13.850 km. Até agora, deixei 4.500 km para trás. Ainda falta muito, mas estou confiante de que irei superar todos os desafios que surgirem no roteiro estabelecido até lá, porque acredito que tenho um Deus vivo adiante de mim. Sua espada será minha proteção. Seu escudo está me guardando do mal. Seu capacete está rebatendo dardos inflamados dos meus inimigos invisíveis. Ele é a minha sombra à minha direita. De dia não me molestará o Sol e nem de noite a Lua. Ele guardará a minha entrada e a minha saída, desde agora e para todo sempre.

Por isso recusei o carinhoso convite do pastor de Colon e no domingo cedo sai na direção da capital do Panamá. Viajando pela rodovia Interamericana, que alcancei após chegar a Colon, que inclusive dispõe de acostamento. Depois de percorrer 90 km, chego à Cidade do Panamá, capital do principal país da América Central.

A moeda mais usada é o dólar americano e a nacional é o Balboa. A economia gira em torno do comércio na região do Canal. É grande a imigração de pessoas de outros países de Centro América atraídas pela moeda mais forte. Encontrei vários brasileiros trabalhando por aqui. Também venezuelanos, costarriquenhos e muitos colombianos.

Passei o domingo em um hotel no centro da capital. Na segunda-feira, fui até a sede da Associação Adventista Central Panamenha. Depois das apresentações e das cartas, deixei a sede administrativa sem nenhuma programação agendada. Por isso, desisti de passar mais dias na capital panamenha. Ainda na segunda, debaixo de um temporal, segui para a cidade de Capira, na qual cheguei por volta das 23h30, ainda debaixo de chuva.

Sem qualquer contato com membros da igreja nessa cidade, procurei uma sede do Corpo de Bombeiros para dormir, uma vez que não encontrei hotel ou pousada na cidade. Eles me informaram de que realmente Capira não tem hotéis ou pousadas e que também não havia onde eu dormir no quartel por falta de cama disponível.

Por isso, não tendo onde dormir nessa cidade, saí em busca de um cantinho onde virar a noite. Após pedalar alguns quilômetros, deparei-me na estrada com um posto de combustível abandonado e nele achei um abrigo coberto, onde me deitei sobre um chão de pedras. Sem lençol. Sem água. Sem banho. Sem comida. Mas, que privilégio, vigiado por anjos celestiais. Aliás, aproveitei a noite longa para um diálogo franco com as hostes divinas, porque falo com elas como quem conversa com um amigo.

Não tive como reclamar por passar a noite sobre um “chão de pedras”, pois lembrei que o Rei dos reis e Senhor dos senhores também passou noites em uma manjedoura junto a mudos animais, sendo Ele a majestade de todo o Universo. Portanto, quem sou eu para ter direito a algo melhor. Se Deus permitiu, faça-se a Sua vontade.

Eu sou George Silva, o Atleta da Fé. Sigo para Atlanta na companhia de Deus. Ele está aqui. Venha comigo!

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Nota: O Atleta da Fé, George Silva, está enfrentando grandes dificuldades financeiras para prosseguir nessa missão esportivo-evangelística e precisa urgentemente fazer uma revisão na bicicleta. Ele não me pediu isso, mas eu convido: se você puder colaborar de alguma maneira, escreva para ele: georgepalestras@yahoo.com.br

Revista da Unesp publica carta do coordenador do NBDI

No ano Darwin 200, nem os antidarwinistas imaginavam: a Unesp Ciência abordou o status epistêmico da teoria da evolução de Darwin e apresentou visões antípodas e extremas da evolução. O título e o subtítulo induziram o leitor ao detalhamento do grau de dificuldade que a complexidade encontra­da nas ciências do DNA trouxe para a corroboração da teoria da evolução de Darwin num contexto de justificação teórica. As evidências contrárias foram quase “invisíveis” ao longo do texto. Serviram tão somente de “gancho” para desvelar as evidências a favor do fato da evolução.

O editorial celebrou a teoria de Darwin (omitiram Wallace) como “revolucionária” quando há precursores. A afirmação de Dobzhansky — “nada em biologia faz sentido a não ser sob a luz da evolução” — não veio acompanhada da “confissão de fé” dobzhanskyana feita naquele artigo: ele era teísta evolucionista.

A obra de Darwin teve repercussão com rejeição. Os anos de 1859 a 1882 foram de controvérsia. A teoria entrou em eclipse em 1909. Hoje, o ensino da evolução é versão expandida e melhorada do pensamento darwiniano, mas é teoria morta desde 1980. O espectro de Lamarck ronda Darwin, mas a mudança conceitual mais importante não é o ambiente agindo no processo evolutivo: é a origem da informação complexa especificada e da complexidade irredutível de sistemas bióticos.

A falta de explicações dos saltos evolutivos é objeção fatal à teoria de Darwin e fortalece a teoria do Design Inteligente. A revista está de parabéns pela abordagem, mas faltou “ouvir o outro lado”...

Enézio E. de Almeida Filho, coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente (NBDI)

(Unesp Ciência)

Domingo, Janeiro 31, 2010

O mito da Terra plana

O livro Inventando a Terra Plana (São Paulo: Editora Unisa, 1999), de Jefrey Burton Russel, historiador e pesquisador da Universidade da Califórnia, mostra convincentemente que a ideia da Terra plana foi uma elaboração mais ou menos recente. Embora hoje se saiba que os europeus renascentistas tenham supervalorizado a ideia de que houve um período de mil anos de trevas intelectuais entre o mundo clássico e o moderno, Russel acredita que o erro da Terra plana não havia sido incorporado à ortodoxia moderna antes do século 19. “[Russel] descobriu o fio da meada nos escritos do americano Washington Irving e do francês Antoine-Jean Letronne [responsáveis pela posterior propagação do mito da Terra plana]. Mas sua disseminação no pensamento convencional ocorreu entre 1870 e 1920, como consequência da ‘guerra entre a ciência e a religião”, quando para muitos intelectuais na Europa e nos Estados Unidos toda religião tornou-se sinônimo de superstição e a ciência tornou-se a única fonte legítima da verdade. Foi durante os últimos anos do século 19 e os primeiros anos do século 20 que a viagem de Colombo tornou-se então um símbolo amplamente divulgado da futilidade da imaginação religiosa e do poder libertador do empirismo científico. ... os pensadores medievais, da mesma forma que os clássicos que os antecederam, criam na redondeza da Terra” (p. 10).

Irving (1783-1859) retocou a história para parecer que a oposição à viagem de Colombo se deveu ao pensamento de que a Terra fosse plana . Isso foi provado falso. A oposição se deveu, na verdade, à preocupação com a distância que os navegadores teriam que percorrer. A esfericidade da Terra não foi tema de discussão naquela ocasião.

O fato é que nem Cristóvão Colombo, nem seus contemporâneos pensavam que a Terra fosse plana. Não há uma referência sequer nos diários do navegador (e de outros exploradores) que levante a questão da redondeza da Terra, o que indica que não havia contestação alguma a esse respeito, na época. Assim, segundo Russel, é comum a regra de Edward Grant de que no século 15 não havia pessoas cultas que negassem a redondeza da Terra. No entanto, esse mito permanece até hoje, firmemente estabelecido com a ajuda dos meios de comunicação e dos livros didáticos. Com que interesse?

Para Russel, o mito da Terra plana pode ser rastreado até o século 19, especialmente a partir de 1870, à medida que autores de livros-textos se envolveram na controvérsia em torno do darwinismo. “No início do século [20] a força dominante subjacente ao erro [da Terra plana] foi o anticlericalismo do Iluminismo no seio da classe média na Europa, e o anticatolicismo nos Estados Unidos” (p. 35).

Antes disso, na Divina Comédia, o poeta Dante Alighieri (1265-1321) já apresentava o conceito de uma Terra redonda. Os filósofos escolásticos, incluindo o maior deles, Tomás de Aquino (1225-1275), conhecedores de Aristóteles, igualmente afirmavam a esfericidade da Terra.

No entanto, como os escolásticos e filósofos medievais se baseavam em Aristóteles e este defendia a esfericidade da Terra, os iluministas tiveram que arranjar outros referenciais para dizer que o mito se baseava neles. E os encontraram em Lactâncio (245-325 d.C.) e Cosme Indicopleustes, autor de Topografia Cristã (escrito entre 547 e 549 d.C.). Só que, segundo Russel, Lactâncio tinha ideias muito estranhas sobre Deus e não foi levado em consideração na Idade Média (na verdade, foi considerado herege) – até que os humanistas da Renascença o “ressuscitassem”, apregoando sua suposta influência. Indicopleustes, partindo de escritos de filósofos pagãos e interpretando erroneamente textos bíblicos poéticos, defendeu a ideia da Terra plana. Era ignorado, ao invés de seguido.

Detalhe: a primeira tradução de Cosme para o latim não foi feita senão em 1706. Portanto, como poderia ele ter tido influência sobre o pensamento ocidental medieval?

Russel arremata:

“[Lactâncio e Cosme] foram símbolos convenientes a serem uados como armas contra os antidarwinistas. Em torno de 1870, o relacionamento entre a ciência e a teologia estava começando a ser descrito através de metáforas bélicas. Os filósofos (propagandistas do Iluminismo), particularmente [David] Hume, haviam plantado uma semente ao implicar que estavam em conflito os pontos de vista científicos e cristãos. Augusto Comte (1798-1857) havia argumentado que a humanidade estava laboriosamente lutando para ascender em direção ao reinado da ciência; seus seguidores lançaram o corolário de que era retrógrado tudo o que impedisse o advento do reino da ciência. Seu sistema de valores percebia o movimento em direção à ciência como ‘bom’, de tal forma que o que atrapalhasse esse movimento era ‘mau’. (...) O erro [da Terra plana] foi, desta forma, incluído no contexto de uma controvérsia muito maior – a alegada guerra entre ciência e religião” (p. 67, 77).

O próprio Copérnico, no prefácio de seu clássico trabalho De Revolutionibus, usou Lactâncio para ilustrar como a ignorância dos opositores à ideia da Terra esférica era comparável à dos que insistiam no geocentrismo. Curiosamente, Copérnico não diz que Lactâncio era típico do pensamento medieval. Esse prefácio foi enviado para o papa a fim de obter aprovação eclesiástica. Copérnico não atacaria Lactâncio e sua ideia da Terra plana, se a igreja estivesse de acordo com esse pensamento. O problema, como já vimos, teve que ver com o geocentrismo aristotélico versus heliocentrismo, e não com o formato da Terra.

Michelson Borges

Leia outra resenha aqui.

Governo do Irã persegue minorias religiosas

A matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo e assinada pela jornalista Adriana Carranca reflete a repercussão da entrevista com a ganhadora do Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi. Em síntese, espera-se que a audiência de julgamento dos sete líderes bahá'ís, designada para o dia 7 de fevereiro de 2010, possa contar com a presença de observadores brasileiros. Ademais, a matéria cita o ex-ministro da Justiça, José Gregori, para quem “será um escândalo se o presidente Lula não se manifestar, porque um governo democrático, com liberdade religiosa, não pode permitir a um parceiro, ainda que apenas comercial, violar direitos humanos universais”.

Assim, o presidente Lula não pode perder a oportunidade de questionar o presidente iraniano sobre as questões relacionadas com as gravíssimas violações de direitos humanos no Irã. A omissão de Lula poderá manchar a sua biografia no futuro. Os direitos humanos consagrados nos tratados internacionais estão acima de qualquer interesse comercial. É o que diz a Constituição brasileira de 1988. Sobre a primazia dos direitos humanos nas relações internacionais, confira o artigo publicado na revista jurídica Consulex, em 15 de dezembro de 2009.

A jornalista Adriana Carranca conclui a matéria expondo a opinião do advogado adventista Aldir Guedes Soriano, no sentido de que o julgamento dos sete líderes bahá'ís pode estar de acordo com a sharia law, mas viola o direito internacional dos direitos humanos. De acordo com esse direito, os Estados não estão livres para perseguir e matar os representantes das minorias religiosas. Nesse sentido, a "legalidade" das prisões dos líderes bahá'ís pode ser contestada por tratados internacionais.

Agende-se: Solidariedade aos Líderes Bahá'ís. 4 de fevereiro de 2010, às 10h
UMAPAZ - Parque do Ibirapuera - São Paulo. Mais informações: (11)3085-4628

Terremotos: catástrofes mais mortais da última década

Os terremotos foram a causa da maioria das mortes por catástrofes na década passada e seguem representando uma importante ameaça para milhões de pessoas que vivem em algumas das maiores megalópoles do mundo, informou na quinta-feira a ONU. Segundo estudo patrocinado pela ONU, quase 60% das cerca de 780 mil mortes em desastres entre 2000 e 2009 ocorreram devido a terremotos. Os furacões foram responsáveis por 22% do total de mortes enquanto que as temperaturas extremas causaram 11% de vítimas mortais nos 3.852 desastres registrados no período estudado. Os investigadores expressaram sua preocupação pelos desastres climáticos, cujo número foi o dobro em comparação com a década anterior.

"Os terremotos foram os desastres naturais mais mortais dos últimos 10 anos e seguem sendo uma ameaça séria para milhares de pessoas no mundo todo, já que oito das dez cidades mais povoadas do planeta se encontram em cima de falhas geológicas", explicou Margareta Wahlstroem, Representante Especial das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres.

Os desastres mais mortíferos entre 2000 e 2009 foram o tsunami no oceano Índico em 2004 - que matou 226.408 pessoas em vários países -, o ciclone Nargis na Mianmar em 2008 - que deixou 136.366 mortos -, e o terremoto de Sichuan, na China, no ano passado, com 87.476 vítimas mortais.

Cerca de 73.340 pessoas morreram em um terremoto no Paquistão em 2005 e 72.210 nas ondas de calor na Europa em 2003.

O ano de 2010 começou igualmente mortífero, com cerca de 170 mil mortos no violento terremoto que sacudiu o Haiti no dia 12 de janeiro.

As oito grandes cidades localizadas em falhas geológicas são Tóquio, Cidade do México, Nova York, Mumbai, Nova Délhi, Xangai, Calcutá e Jacarta.

(Yahoo Notícias)

Nota: Enquanto pairam dúvidas sobre o papel preponderante do ser humano nas alterações climáticas, terremotos são eventos totalmente naturais. E eles estão aumentando em poder destrutivo e frequência, exatemente como previu Jesus (Mt 24).[MB]

Leia também: "Terremoto atinge a costa da Guatemala (mais um)"

"Se", poema que, em certa medida, reflete Gl 5:22-23

Se és capaz de manter a tua calma quando / Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; / De crer em ti quando estão todos duvidando, / E para esses no entanto achar uma desculpa; / Se és capaz de esperar sem te desesperares, / Ou, enganado, não mentir ao mentiroso, / Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, / E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, / De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores. / Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires / Tratar da mesma forma a esses dois impostores; / Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas / Em armadilhas as verdades que disseste, / E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas, / E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada / Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, / Resignado, tornar ao ponto de partida; / De forçar coração, nervos, músculos, tudo / A dar seja o que for que neles ainda existe, / E a persistir assim quando, exaustos, contudo / Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes / E, entre reis, não perder a naturalidade, / E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes, / Se a todos podes ser de alguma utilidade, / E se és capaz de dar, segundo por segundo, / Ao minuto fatal todo o valor e brilho, / Tua é a terra com tudo o que existe no mundo / E o que mais - tu serás um homem, ó meu filho!

(Rudyard Kipling, em tradução de Guilherme de Almeida)

Mais que perder peso, manter a saúde

Quando nos alimentamos, estamos provendo ao corpo os nutrientes que ele precisa para manter suas funções, renovar células e dar energia para os movimentos de trabalho dos órgãos internos e também para o movimento dos músculos, quer seja no trabalho ou na prática de atividades físicas através dos esportes. Quando nos alimentamos em equilíbrio, as funções vitais são mantidas e o peso permanece estável. Ao contrário, quando nos alimentamos muito e não mantemos atividade física para gastar essa energia obtida através dos alimentos, nosso corpo acumula essa reserva em forma de células gordurosas, entendendo que a qualquer momento essa energia poderá ser solicitada. Abaixo estão algumas dicas práticas sobre perda de peso saudável: [Leia mais]

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Os adventistas e a cafeína

A Igreja Adventista não mudou sua posição na questão do chá, café e outras bebidas que têm cafeína. Nos Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Associação Geral de 2007/2008, página 293, lemos o seguinte: “É desaconselhado o uso do café, chá e outras bebidas que contêm cafeína e qualquer substância prejudicial.” Também, no Concílio Anual, no outono de 2007, a administração da igreja confirmou que “os ministérios adventistas de cuidado da saúde devem promover apenas as práticas baseadas na Bíblia ou no Espírito de Profecia, ou métodos de prevenção de doenças, tratamentos e manutenção da saúde baseados em evidências” (Ibid., p. 297).

Temos declarações firmes do Espírito de Profecia concernentes às bebidas que contêm cafeína, aconselhando o não uso. Ellen White nunca falou da cafeína propriamente dita, mas a descrição que ela faz dos efeitos do chá e do café reflete as ações dessa substância, e presumimos que esteja falando contra ela. [Leia mais]

Defesa prática do cristianismo integral

O cristão deve harmonizar os vários aspectos de sua vida intelectual a fim de se tornar uma pessoa integral, não-fragmentada. No entanto, algumas objeções tem sido feitas por ateus, cristãos e outros. Alguns sugerem que a pessoa não deve misturar suas convicções religiosas com suas convicções acadêmicas. Outros sugerem que a ciência é o padrão pelo qual se julga a teologia e a filosofia, e que a religião fica livre para “pensar” apenas nas áreas em que a ciência ainda não tem nada a dizer. Não vamos aqui analisar e refutar cada objeção levantada. Mantemos nossa posição a favor da coerência: não se pode acreditar numa coisa na igreja e em outra na sala de aula, no escritório ou no consultório.

Um leitor sugere a “suspensão do juízo como heurística”, o que parece uma boa ideia pois muitas pressuposições se revelam falsas e ilógicas quando confrontadas. Podemos até abrir mão de nossas pressuposições quando fazemos exercícios mentais numa discussão. O cristão pode raciocinar como um ateu a fim de fazer especulações filosóficas e científicas. A dúvida e o ceticismo metodológico têm espaço dentro da cosmovisão cristã. [Leia mais no blog da Vanessa]

Céticos vão tomar overdose de remédio homeopático

Centenas de céticos da homeopatia vão encenar uma “overdose em massa” diante de várias unidades de uma rede britânica de drogarias. O ato, marcado para este sábado (30), é para protestar contra a venda pela rede Boots de remédios homeopáticos e denunciar a falta de base científica dos tratamentos. A informação é do jornal The Guardian. No evento, cada manifestante vai ingerir todas as pílulas de vários frascos, para demonstrar que “não passam de pílulas de açúcar”. Entre as organizações que articulam a manifestação está a Merseyside Skeptics Society, entidade sem fins lucrativos dedicada a “desenvolver e apoiar a comunidade cética”. As “overdoses” ocorrerão diante de unidades da rede Boots em Birmingham, Bristol, Brighton, Edimburgo, Glasgow, Hampshire, Leeds, Leicester, Londres, Liverpool, Manchester, Oxford e Sheffield.

(G1 Notícias)

Nota: Vai ser a manifestação mais sem graça. Suspeito que não vai acontecer nada...[MB]

Leia mais sobre homeopatia aqui.

EUA adotam acordo climático de Copenhague

Os Estados Unidos notificaram oficialmente a Organização das Nações Unidas (ONU) na quinta-feira de que adotaram o Acordo de Copenhague, estabelecendo objetivos não obrigatórios para reduzir as emissões de gases-estufa que foram negociados no mês passado. Todd Stern, o principal negociador de clima do governo de Barack Obama, também destacou que, como era esperado, o país vai almejar uma redução de 17 por cento nas emissões de dióxido de carbono e outros gases responsáveis pelo aquecimento global até 2020, com 2015 como o ano base. Um objetivo final de redução de emissões será submetido, disseram os EUA, assim que o Congresso promulgar a legislação interna exigindo as reduções de poluição de carbono. Mas essa legislação tem destino incerto no Senado.

O Acordo de Copenhague pede que os países enviem até o dia 31 de janeiro dados relativos ao quanto cada um vai cortar nas emissões de gases de efeito estufa. No último dia 21, contudo, o secretário-executivo da Convenção da ONU para o clima, Yvo de Boer, disse que o prazo é "flexível".

(G1 Notícias)

Nota: Para quem duvidava que o governo de Barack Obama, diferentemente do de Bush, era ECOmênico, esta aí a resposta. Obama vai cumprindo uma de suas promessas de campanha, que é a de combater o aquecimento global. A questão é: Como reduzir as emissões de gases fósseis na atmosfera sem frear o desenvolvimento econômico, beneficiando ao mesmo tempo a população? Parar um dia na semana para dedicar-se inteiramente a família e deixar a Terra "descansar" seria uma boa solução... E ela já foi proposta.[MB]

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Avatar e a hipótese Gaia


Muita coisa se tem dito a respeito do sucesso Avatar. Entretanto, creio que faltou abordar ainda o maior problema do filme, que é seu personagem mais importante: Eiwa. Trata-se de uma entidade espiritual formada por todos os seres vivos e o ambiente físico de Pandora, que se manifesta no fim da batalha, quando a derrota está evidente para os mocinhos, virando o jogo. Eiwa é para Pandora o que Gaia é para a Terra.

Em Avatar, vê-se claramente que Cameron faz proselitismo declarado a favor da hipótese de Gaia, originalmente proposta pelo investigador britânico James E. Lovelock, hipótese essa que vê a Terra como "um complexo sistema interagente", e que descreve nosso planeta como "um único organismo vivo". Essa hipótese recebe nome e inspiração da deusa grega Gaia, que se acreditava ser "a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo".

"Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado credibilidade entre cientistas" (Wikipedia).

Todos saem do cinema com a clara sensação de que o planeta Pandora só encontrou a harmonia quando seus habitantes se harmonizaram com Eiwa.

Para mim, trata-se de um pesado e muito bem pensado investimento, dentro de um plano cuidadosamente arquitetado para difundir (e encantar) com as teorias da Nova Era, principalmente as mentes e corações dos mais novos.

(Jeferson Quimelli, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR)

O beija-flor e a paciência

Ao olhar as flores, não é raro ver um paciente beija-flor, em dança frenética e misteriosa. O fotógrafo Flávio Cruvinel Brandão fez raríssima imagem da ave, em Brasília, DF, cujo nome científico é Eupetomena macroura. Seu tamanho de 17 cm, em média, impressiona, mas sua força, ao bater 80 vezes as asas por segundo, deixa-nos três lições de paciência, como fruto do Espírito.

A primeira: demonstrar que tamanho não é documento. Na disputa por territórios e fontes de alimento, o beija-flor vence os predadores naturais com técnica e maestria, pelo método da paciência. Tem a capacidade de enfretar desafios, a ponto de ser conhecido entre os ornitólogos (estudiosos de pássaros) como campeão dos pesos-leves entre as aves.

Ser paciente é mais do que ter paciência. Diante dos percalços da vida, ser paciente é demonstrar constância e firmeza, mesmo que as circunstâncias sejam desafiadoras e se apresentem destituídas de lógica. Um exemplo de paciência diante de uma situação sem lógica foi a de Noé. Ele construiu um barco no seco e pregou sobre enchente, sem nunca ter chovido. [Leia mais]

Cérebro tem banda larga interna

Uma nova tecnologia ligada a uma importante descoberta, pode abrir amplas janelas para entender o funcionamento do cérebro. No fim do ano passado foi anunciada a descoberta de circuitos de neurônios especiais que podem trafegar dados em velocidades até 3 mil vezes maiores que a rapidez normal entre certas áreas do cérebro. O mais surpreendente é que esses circuitos estão em áreas que até recentemente se consideravam inúteis no cérebro. Tradicionalmente os cientistas concentraram seus estudos no mapeamento e funcionamento dos neurônios, as principais células nervosas, tentando monitorar como elas disparam potenciais elétricos que conduzem mensagens ao longo do seu corpo e liberam neurotransmissores químicos nos pontos de contatos com outros neurônios.

Os neurônios estão principalmente no que se chama "massa cinzenta" que ocupa a metade do volume do cérebro. A outra metade, chamada de "massa branca" é constituída de longos filamentos com poucos neurônios.

Pouquíssimo se sabia da função dessa massa branca, que se parece uma cabeleira de filamentos isolados por uma substância gordurosa isolante chamada mielina. Sabia-se que danos nesse encapamento de mielina, quando rompido por doenças, pode ser uma das causas do mal de Alzheimer, assim como fios elétricos desencapados podem causar curtos-circuitos danosos.

O que se descobriu recentemente é que as longas fibras brancas desempenham um papel importante na transmissão de informações dentro do cérebro. Essas fibras, aparentemente, funcionam como se fossem conexões de banda larga popularizadas na Internet. George Bartzokis, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, explica as recentes descobertas na edição de dezembro da Technology Review: "Graças às camadas de isolamento que impedem a fuga de impulsos elétricos, as fibras com mielina podem mandar sinais aproximadamente 100 vezes mais rápidas que as não isoladas. A mielina também faz transmissão de mais informações por segundo, reduzindo o tempo de espera entre sinais. Com isso os neurônios blindados por mielinas podem processar 3 mil vezes mais informações. Isso é crucial para a fala e processamento da linguagem," diz Bartzokis.

[Se você tiver tempo e se interessar pela leitura do restante do texto, clique aqui.]

Três trechos me chamaram a atenção de maneira especial:

"Os neurônios formam conexões que lembram rios correndo numa planície, seguindo leitos de menor resistência. ... esses caminhos, pela experiência e aprendizado, acabam formando feixes densos em direções predominantes. O reforço de conexões muito usadas acaba alterando sua forma, da mesma maneira que músculos muito exercitados ficam mais fortes e definidos." [Isso quer dizer que aquilo que lemos, assistimos, ouvimos, pensamos acaba "moldando" o cérebro e tornando mais fácil ou mais difícil pensar de determinada maneira. "Pela contemplação somos transformados", já dizia Ellen White, há um século.]

"Seres humanos têm mais de 100 bilhões de neurônios que fazem entre eles mais de 100 trilhões de conexões, as chamadas sinapses. Para se ter ideia da complexidade, um dos dispositivos mais complicados produzidos pela tecnologia, o microprocessador Intel duocore mais avançado tem apenas 400 milhões de transistores, os equivalentes aos neurônios."

"O cérebro é essencialmente um computador que cria sua fiação durante o desenvolvimento e que pode refazer seus circuitos", explica Sebastian Seung, um neurocientista computacional do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

[Curioso como, quando o assunto é extremamente complexo, o jargão darwinista baseado no tempo e no acaso desaparece e dá lugar, ainda que discretamente, à sugestão de design inteligente. - MB]

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Neandertal usava pintura corporal e bijuteria

Uma equipe de pesquisadores disse que encontrou as primeiras evidências convincentes de que o homem de Neandertal pintava o corpo e usava bijuteria há 50 mil anos [sic]. Conchas contendo resíduos de pigmentos usados para este fim foram encontradas em dois sítios arqueológicos em Múrcia, no sul da Espanha. O arqueólogo português, João Zilhão, que lidera a equipe a partir da Universidade de Bristol, na Inglaterra, disse que foram examinadas conchas que eram usadas como utensílios para a mistura e armazenamento de pigmentos. Bastões pretos com um pigmento à base de manganês podem ter sido usados como tinta para o corpo. Artefatos semelhantes foram encontrados na África no passado. "(Mas) esta é a primeira evidência segura do uso de cosméticos", disse o arqueólogo à BBC. "A utilização dessas receitas complexas é novidade. É mais do que tinta para o corpo."

Os cientistas encontraram fragmentos de um pigmento amarelo que, segundo eles, pode ter sido usado como base para maquiagem. Eles também descobriram um pó vermelho junto com manchas de um mineral negro brilhante.

Algumas das conchas, entalhadas e pintadas com cores fortes, também podem ter sido usadas como bijuteria.

Até agora, muitos especialistas acreditavam que só os seres humanos modernos usavam maquiagem como adorno ou para rituais.

Durante um período na pré-história Neandertais e humanos podem ter compartilhado a Terra, mas Zilhão disse que a descoberta de sua equipe data de 10 mil anos antes do contato entre ambos e, portanto, ela não indicaria uma influência humana. Zilhão vê na prática do uso de pintura corporal e bijuteria um certo grau de sofisticação.

"As pessoas têm que acabar com essa ideia de que os Neandertais eram débeis mentais", afirmou.

O estudo foi divulgado em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

(BBC Brasil)

Nota: Quem tem que acabar com essa ideia de que nossos ancestrais eram "débeis mentais" são os evolucionistas. Os criacionistas sabem que eles eram superiores em inteligência, longevidade e força (lembre-se de que a ilustração acima é uma concepção abestalhada imaginada a partir de ossos por algum artista darwinista). Outra coisa: Como esse pigmento pôde ser preservado por tantos milhares de anos? Ou os neandertais conheciam técnicas de pintura superavançadas ou esse pigmento não é assim tão antigo...[MB]

Leia mais sobre neandertais aqui.

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Bíblia: mito ou realidade?

Conta a anedota que uma mulher de Manhattan que morava próximo à ferrovia ligou para a companhia para reclamar de danos em seu apartamento causados pela passagem dos trens. Ela alegou que pedaços do reboco de seu quarto estavam se desprendendo devido à vibração e exigia indenização. Dois meses depois, no momento em que ela se preparava para entrar no banho, a campainha tocou. Com a toalha enrolada no corpo, ela espiou pelo olho mágico e viu um homem de boné, uniforme e crachá. Era o técnico da companhia de trem. Justo naquele momento?! Dali a poucos minutos, ela teria que comparecer a uma entrevista de emprego.

A mulher tentou explicar a situação, mas o técnico disse que teria que anotar em seu relatório que a cliente não pôde recebê-lo, e disse também que uma nova visita poderia demorar outros dois meses. Contrariada, ela pediu que o homem entrasse, se dirigisse ao quarto, sentasse ao pé da cama e esperasse o trem que passaria dentro de poucos minutos. Enquanto isso, ela tomaria banho e trocaria de roupa no banheiro.

O que ela não esperava era que o noivo chegasse naquele momento para lhe fazer uma surpresa, oferecendo-lhe carona até o local da entrevista. Como tinha a chave do apartamento, ele foi logo entrando e se dirigiu ao quarto.

– O que significa isso?! – gritou para o rapaz sentado na cama, que empalideceu instantaneamente.

– O senhor acreditaria se eu lhe dissesse que estou esperando o trem?

Deixando a graça – e a imprudência da moça – de lado, essa história revela um fato curioso: por mais inverossímil que seja um relato, ele pode ser a pura expressão da verdade.

Deus criou o mundo em sete dias. O diabo usou uma serpente para enganar a primeira mulher. Um dilúvio cobriu toda a Terra e apenas uma família e representantes das espécies terrestres de animais foram salvos numa grande arca de madeira. Deus criou a diversidade de línguas para impedir a construção da Torre de Babel. Escravos cruzaram o Mar Vermelho que se abriu diante deles. Jesus curou paralíticos, deu vista aos cegos e até ressuscitou mortos. Isso tudo é possível? Trata-se de fatos reais ou meras alegorias para transmitir verdades espirituais? É preciso analisar os fatos antes de chegar a uma conclusão precipitada.

1. A Criação. Quando analisamos os relatos ou mitos de criação antigos, percebemos semelhanças interessantes com o texto Bíblico. Exemplo: o Enuma Elish, datado do 7º século a.C., traz sete tabletes de argila que descrevem a criação do mundo dividida em sete partes. Apesar das diferenças, as semelhanças entre esses mitos e o relato bíblico apontam para uma mesma fonte primordial. Kenneth Kitchen, respeitado egiptólogo da Universidade de Liverpool, Inglaterra, e especialista em literatura do antigo Oriente Médio afirma que geralmente na cultura literária daquela região os relatos mais simples contêm a narrativa original de um evento. Quando comparado com os mitos babilônicos, assírios, hititas e egípcios, o relato da criação em Gênesis desponta como a versão menos elaborada, logo, original. Mais: De onde teria surgido o ciclo semanal, que não depende de movimentos de corpos celestes, como os dias, os meses e os anos? E como ficaria o quarto mandamento da lei de Deus, que estabelece a guarda do sábado semanal – “porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11) –, caso a semana da Criação não fosse literal?

2. A Queda. De modo semelhante, o relato da queda pelo engano da serpente é sugerido em outras culturas. Um selo mesopotâmico do 3º milênio a.C. traz a imagem de um casal sentado em frente a uma árvore com uma serpente por trás deles. Resquícios dessa história são encontrados em outras culturas, apontando igualmente para um relato primordial.

3. O Dilúvio. Mais de 200 culturas espalhadas pelo mundo preservaram relatos de uma grande inundação que destruiu a Terra e da qual foram salvas algumas pessoas num grande barco. Além disso, há várias evidências geológicas que apontam para uma tremenda catástrofe hídrica. Exemplo: cerca da metade dos sedimentos continentais são de origem marinha; são encontrados em montanhas fósseis de animais marinhos; os estratos da coluna geológica se apresentam de forma paralela em grandes extensões, sem revelar sinais de erosão entre as camadas, o que indica uma formação rápida; etc.

4. A Torre de Babel. Os zigurates encontrados em Ur, no Iraque, e que eram usados para facilitar o contato dos sacerdotes com os deuses, atestam que o povo de Babel construiu torres com propósitos religiosos. Além disso, estudos línguísticos têm demonstrado que os idiomas remontam a um tronco comum, à medida que se recua no tempo.

5. O Êxodo. Estudos indicam que, de fato, houve escravos hebreus no Egito, como atestam pinturas nas paredes de pirâmides. E um papiro do sacerdote egípcio Ipuwer menciona, inclusive, algumas das pragas que assolaram a nação. Há diversas palavras e expressões hebraicas nas narrativas do livro de Êxodo que são claramente de origem egípcia, o que indica a autoria de alguém versado em ambos os idiomas e conhecedor do local de origem do relato. Por que, então, duvidar do restante do relato do livro bíblico do Êxodo?

6. Milagres de Jesus. Fontes extrabíblicas, como o historiador judeu do 1º século Flávio Josefo e o Talmude, importante obra do judaismo concluída por volta do ano 500 d.C., sugerem que Jesus de Nazaré foi responsável por feitos miraculosos. Quando Jesus ressuscitou, os maiores interessados em desmentir o fato eram os líderes judaicos e os soldados romanos. Mas eles não puderam fazer isso. O surgimento do cristianismo em Jerusalém só pode ser explicado por meio da ressurreição de Jesus Cristo, uma vez que se o corpo dEle ainda estivesse na tumba de José de Arimatéia, a crença num Messias ressurreto seria infundada e insana.

E o mais interessante é que Jesus, o Filho de Deus, confirmou todos os eventos bíblicos citados acima ao fazer referência a eles como fatos históricos e não meras alegorias.

Michelson Borges

Leia também: "O Novo Testamento é historicamente confiável" e "Ele ressurgiu!"

Bento XVI pede união de todas as Igrejas cristãs

O papa Bento XVI pediu hoje a unidade de todas as igrejas cristãs, porque "a comunhão dos cristãos torna mais crível e eficaz o anúncio do Evangelho", antes de rezar o Ângelus dominical na Praça de São Pedro, diante de cerca de 50 mil fiéis. Bento XVI anunciou que assistirá amanhã à cerimônia ecumênica presidindo as solenes vésperas na Basílica de São Paulo Extramuros, no encerramento da Semana de Oração para a União dos Cristãos, que coincide com a conversão de são Paulo. "A Igreja é concebida como o corpo, do qual Cristo é a cabeça, e forma com Ele um uno", acrescentou o papa, citando São Paulo: "Todos fomos batizados mediante um só espírito em um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou libertos, e todos saciamos nossa sede espiritual."

Graças aos carismas, "a Igreja se apresenta como um organismo rico e vital, não uniforme, fruto do único Espírito Santo que conduz todos a uma unidade profunda, assumindo as diferenças sem aboli-las e realizando uma união harmoniosa", disse.

Portanto, é justo em Cristo e no espírito que a Igreja é una e santa, o que é uma íntima comunhão que supera a capacidade humana e a sustenta, afirmou o pontífice.

O papa lembrou a figura de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica, cuja memória litúrgica é celebrada hoje e a relacionou com a mensagem que enviou ontem aos sacerdotes para que divulgassem o evangelho pela internet.

(Yahoo Notícias)

Nota: Que a igreja é um "corpo", isso é fato. Mas a Bíblia apresenta Cristo como o único cabeça dessa igreja, ao passo que a Igreja Católica entende que o papa é o "cabeça visível da igreja". Assim, a pergunta que fica é: Quem será o líder visível dessa coalizão ecumênica? No livro O Grande Conflito (recomendo a leitura), Ellen White afirma que o papado nunca mudou e que essa união religiosa seria um dos sinais do fim. Quando Cristo previu que haverá um só rebanho e um só Pastor (João 10:16), estava Se referindo a Si mesmo e às pessoas sinceras que abraçarão a verdade bíblica. Essa união se dará em torno da Verdade, com o consequente abandono do erro doutrinário. O ecumenismo propõe a união em torno de uma religião, independentemente do que se creia.[MB]

Pornografia distorce sexualidade dos meninos

Uma pesquisa sobre pornografia confirmou o que muita gente já sabia: meninos expostos à pornografia em vídeos e fotos acham mais complicado manter um relacionamento do que ter “casos de uma noite só” quando ficam adultos. Além disso, estudos anteriores mostraram que seis em cada dez meninos na Grã-Bretanha com menos de 16 anos tinham acesso à pornografia. A média de tempo que eles usavam para “analisar” o material era de 90 minutos por semana.

Educadores concordam que a pornografia não fornece informação suficiente para ser a única fonte de informações sobre sexo para um indivíduo. O sexo mostrado ali é diferente do real e, além disso, não mostra intimidade e amor. As mulheres retratadas são caricaturizadas e a descrição delas é hostil.

Obviamente, isso não quer dizer que quem assiste filmes pornôs vá estuprar alguém, mas a chance de que isso aconteça aumenta, já que a idéia que o menino tem de sexo e de mulheres fica comprometida.

(Hypescience)

Nota: Alguma dúvida sobre quem inventou a pornografia em oposição ao puro relacionamento sexual criado por Deus?[MB]

Leia também: "Sensualidade pura"

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

O ateu que quase se converteu

Depois de ler minha postagem "Camus descreve uma vida sem Deus", um amigo ex-ateu me deu a dica: No início da década de 1950, Albert Camus visitou a Igreja Americana de Paris para ouvir o famoso organista Marcel Dupré. Naquele dia, acabaria ouvindo também o sermão do norte-americano Howard Mumma, um reverendo metodista que estava em Paris a convite daquela igreja. Intrigado pela filosofia e teologia de Mumma, Camus o convidou para almoçar, iniciando um inusitado relacionamento que seria permeado de conversas sobre teologia e existencialismo, com grande ênfase na questão da teodiceia. Mumma ainda voltaria a Paris e se encontraria com Albert Camus em diversas ocasiões. Em uma de suas passagens pela cidade, teve a oportunidade de visitar Jean-Paul Sartre e debater com o filósofo alguns conceitos e ideias. Agora, décadas mais tarde, Howard Mumma recupera os diálogos que manteve com esses dois escritores existencialistas, apresentando ao leitor um texto profundo, filosófico e extremamente agradável, em Albert Camus e o Teólogo.

Nota: Essa é uma faceta pouco conhecida de Camus, que os ateus não gostam de abordar.[MB]

Projeto Atlanta: depois da tempestade vem a bonança

Quando abri os olhos no dia seguinte ao quase naufrágio nas águas do Mar do Caribe, senti grande paz interior. Paz que me trouxe uma sensação de força e poder. Poder para ousar, para lutar e vencer. Foi gostoso despertar e sentir ao meu lado o Senhor dos Exércitos que me dará a vitória sobre os obstáculos que surgirem em meu caminho até Atlanta, nos Estados Unidos.

Depois da Colômbia, tenho a impressão de que tudo será mais fácil física, mental, espiritual e até materialmente. Este último fator se baseia em um menor desgaste da “gorducha”, uma vez que não terei montanhas gigantes para subir. Havendo menor desgaste, haverá menor quebra de peças e, consequentemente, menor despesa com peças de reposição. Gastando menos com equipamentos para a bike, terei mais recursos para comer e pagar as pousadas nas cidades onde não encontro quem me receba em casa.

Saí da pousada às 6h30 da manhã. Pedalei 85 km por uma estrada estreita, asfaltada, até que cheguei a Colon, primeira cidade grande no Panamá. Ali estão as eclusas que permitem a transposição dos navios do Oceano Atlântico para o Pacífico. Alcancei a cidade por volta das 13h. Não tinha endereço de ninguém. Apenas a informação de haver uma escola adventista. Sai perguntando e encontrei. Localiza-se em um bairro nobre. Entreguei a carta de recomendação e pedi apoio para dormir. A diretora pediu a um dos funcionários que me levasse até uma pousada. Combinamos que eu voltaria no dia seguinte para fazer uma palestra em uma das salas de aula sobre o Projeto Atlanta e a seguir pegaria a estrada em direção à Cidade do Panamá, capital deste país.

No dia seguinte, acordei cedo e me dirigi à escola. Às 9h30 comecei a palestra. A diretora assistiu e gostou tanto que me levou para fazer o mesmo em todas as salas. A vice-diretora ligou para um canal de TV local e vieram à escola fazer uma entrevista sobre esta viagem continental. Fui entrevistado enquanto dirigia palavras de ânimo aos alunos para viverem um estilo de vida saudável e confiarem a vida a Jesus.

Terminadas as palestras e a entrevista, comecei a preparar a “gorducha” para a próxima etapa de 100 km, quando chegou o pastor distrital e me convidou para ficar alguns dias em sua casa e ajudá-lo em um programa evangelístico. Então passei a quinta, a sexta e o sábado em Colon e preguei e testemunhei em três templos, nos quais não senti apenas a presença, mas a mão de Deus convertendo corações. Nada substitui o testemunho pessoal. Deus seja honrado pelas maravilhas e as decisões que presenciei em Colon, graças à atuação do Espírito Santo.

Que bom que Ele me livrou das garras das Farcs e das tempestades no mar do Caribe. Estar no Panamá é uma glória. É uma vitória em honra do meu Criador e Redentor.

Com a vida e nossos planos nas mãos de Deus, podemos dizer tranquilos: depois da tempestade sempre vem a bonança!

Estou quase deixando Colon para viajar mais 100 km. Levarei boas recordações daqui. Chegarei a Atlanta com elas. Escreverei para a posteridade.

Sigo para os Estados Unidos de bicicleta. Minha bike se chama “gorducha”. Ela é pesada. É forte. Estou montado nela e nos braços de Deus.

Venha comigo porque Ele está aqui. Até breve.

(George Silva de Souza, atleta e autor livro Conquistando o Brasil)

Nota: O Atleta da Fé, George Silva, está enfrentando grandes dificuldades financeiras para prosseguir nessa missão esportivo-evangelística e precisa urgentemente fazer uma revisão na bicicleta. Ele não me pediu isso, mas eu convido: se você puder colaborar de alguma maneira, escreva para ele: georgepalestras@yahoo.com.br

"Por amor de Deus, tenham um blog!"

"Por amor de Deus, tenham um blog!", disse o papa Bento XVI aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação para disseminar as mensagens do evangelho. Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, o papa, de 82 anos e conhecido por não amar computadores ou a internet, reconheceu que os padres devem aproveitar ao máximo o "rico menu de opções" oferecido pelas novas tecnologias. "Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais - imagens, vídeos, atributos animados, blogs, sites - que, juntamente com os meios tradicionais, podem abrir novas visões para o diálogo, evangelização e catequização", disse ele.

Os padres, disse ele, precisam responder aos desafios das "mudanças culturais de hoje" se quiserem chegar aos mais jovens.

Mas Bento XVI alertou os padres de que não tentem se tornar estrelas da nova mídia. "Os padres no mundo das comunicações digitais devem ser mais chamativos pelos seus corações religiosos do que por seus talentos comunicativos", disse ele.

No ano passado, um novo site do Vaticano, www.pope2you.net, foi lançado, oferecendo um novo aplicativo chamado "O Papa se encontra com você no Facebook" e outro permitindo acesso aos discursos e mensagens do papa nos iPhones ou iPods dos fiéis.

Bento XVI também escreve a maior parte de seus discursos à mão, em alemão, e seus ajudantes mais jovens ficam encarregados de colocá-los em conteúdo digital.

(Último Segundo)

Nota: O papa, inteligente como é, percebeu a utilidade e capacidade de capilarização da mensagem que a internet e as redes sociais possuem. Nestes tempos em que a informação "voa" à velocidade da luz por meio de cabos de fibra ótica, é inevitável (e imperioso) nos valermos das infovias para disseminar a verdadeira mensagem de esperança. Esse é o conselho de Habacuque 2:2.[MB]

Domingo, Janeiro 24, 2010

O poder da experiência

“A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo amargo é doce”, já dizia Salomão. De fato, para uma alma sedenta, um simples “bom dia” faz o dia. Porém, quando essa mesma alma está farta, pode desprezar as mais belas e ricas palavras de amor e sabedoria. É o poder da experiência. Não por acaso, é pelas chamadas “experiências” que a ciência comprava, empiricamente, suas teorias. Walter Benjamin conta, em A Omelete de Amoras, que certa vez um rei, com todos os poderes e tesouros da Terra, se sentia infeliz e a cada ano ficava mais melancólico. Um dia, chamou seu cozinheiro e disse: “Quero que você me dê uma última prova de sua arte. Você deve me preparar uma omelete de amoras igual àquela que eu comi há cinquenta anos, na infância. Naquele tempo, meu pai tinha perdido a guerra e nós fugimos, viajamos dia e noite pela floresta, e acabamos nos perdendo. Famintos e cansados, chegamos a uma cabana onde morava uma velhinha que nos acolheu. Preparou para nós uma omelete de amoras, quando a comi, fiquei maravilhado: a omelete era deliciosa e me trouxe novas esperanças ao coração. Na época, eu era criança e não dei importância ao fato. Já no trono, vasculhei todo o reino, porém, não a localizei. Agora, quero que você faça uma omelete de amoras igualzinha. Se você conseguir, eu lhe darei ouro, será meu herdeiro e sucessor no trono. Se você não conseguir, entretanto, mandarei matá-lo.”

Então, o cozinheiro falou: “Senhor, pode chamar o carrasco. Conheço todo o segredo da preparação de uma omelete de amoras. Conheço as palavras mágicas que devem ser pronunciadas. Mas não me impedirá de ser executado, porque a minha omelete jamais será igual à da velhinha. Ela não terá o sabor picante do perigo, a emoção da fuga, não será comida com o sentido alerta do perseguido, não terá a doçura inesperada da hospitalidade calorosa, não terá o sabor do presente estranho e do futuro incerto.” O rei ficou calado durante algum tempo. Não muito mais tarde, consta que o rei lhe deu muitos presentes, tornou-o um homem rico e despediu-o do serviço real.

É o poder da experiência. Muitos ateus criticam os teístas e vice-versa. Cada um com sua verdade estabelecida e defendendo seu ponto de vista que sempre, sempre será subjetivo. Questão de perspectiva. A “letra mata, mas o espírito vivifica”, assim sendo, cada indivíduo lerá o mundo e o entenderá de acordo com o “estado de espírito” que lhe foi dado. Para cada um haverá “uma omelete de amoras” e sua percepção será mudada pelas experiências por que passou. O ser humano é racional, porém, mesmo a racionalidade está transpassada pela subjetividade de cada pessoa. Essa afirmação não é de teoria teísta, mas de ateus. Não somos computadores ou máquinas, somos seres humanos. Muitos ateus ainda se converterão, e é possível que muitos teístas mudem seu caminho.

O que determinará tal escolha? A experiência e a perspectiva escolhida em relação a ela. Muitos consideram o Cristianismo uma imposição do imperador Constantino por interesses políticos e que, portanto, seria mais uma farsa da fé. Essa é uma perspectiva. Se a Bíblia foi escrita por homens, todo e qualquer enunciado também foi. Consequentemente, sua credibilidade não está abaixo de qualquer documento histórico-científico, afinal, este também foi escrito por homens, com técnicas de homens. Por que a Bíblia é vista como uma grande mentira e os outros documentos como verdades absolutas? Porque, segundo dizem, foi um livro compilado por pessoas com interesses escusos? E os outros documentos, mesmo os que rebatem a Bíblia, estão isentos de interesses escusos, imaculados e ilibados de intenções subjetivas? Essa é uma perspectiva, e uma teoria que pode ou não ser creditada.

Então, será que Deus realmente não existe e somos levados por impulsos pessoais e desequilíbrio emocional a “inventar” um Deus invisível para nos sentirmos amparados por mãos que não vemos? Para os ateus, essa é a verdade racional e óbvia (embora não seja plausível pensar que os crentes sejam pessoas desequilibradas emocionalmente, todo ser humano passa por momentos de desequilíbrio, independentemente do seu credo). E os teístas, podem criticar isso? Não. É questão de escolha, perspectiva, fé. Evidências? Sim, há evidências e discursos muito bem elaborados por teístas e ateus. De qual lado ficar? Questão de perspectiva. Agnósticos, ateus e teístas são os mesmos humanos com seus erros, acertos, com sua fé direcionada a caminhos diferentes.

Se os teístas são “melhores” do que os ateus e com melhor conduta? Não. “Examine o homem a si mesmo”, há muitos ateus honestos e honrados que, embora não acreditem em um ser Superior, possuem fé em valores Superiores, na ética moral, na filosofia humanista. Da mesma forma, há “cristãos” que, embora acreditem em Deus, são corruptos e hipócritas, como os fariseus da época de Cristo, para vergonha do evangelho. Não há separatismo nem generalizações, não deve haver. Cada homem é único e responde por suas atitudes, crenças e condutas. Cada homem busca felicidade a sua maneira. Por que, então, os cristãos teimam em converter os ateus? Porque descobriram um caminho, porque comeram uma “omelete de amora” e gostariam de dividir com todos. Os ateístas, por sua vez, acreditam que estamos cegos e tentam nos mostrar a luz, nos tirar da caverna da fé teísta para a fé ateia. Esse tem sido, talvez, o grande erro de teístas e ateus: a digladiação. Seja como for, ambos querem se ajudar, mas nada nem ninguém poderá substituir o poder da vivência pessoal.

Evidente que nos falta sabedoria em muitos momentos, não percebemos a força da experiência e o quanto ela é fundamental. O apóstolo Paulo jamais teria sido quem foi se não fosse a experiência pela qual passou quando se dirigia a Damasco. Muitos se converteram porque receberam um milagre, que os ateus atribuem a causas naturais. Muitos se tornaram ateus porque foram desrespeitados ou molestados por religiosos e, inconscientemente, culpam a Deus ou à inexistência dEle, ao invés de culpar o próprio homem pelas suas condutas deploráveis. Cada um escolhe o ângulo para observar o mundo, escolhe seu caminho. Será ateu, agnósticos ou teísta de acordo com uma experiência, uma perspectiva. E mesmo aqueles que dizem seguir simplesmente a razão, há uma razão subjetiva para as escolhas objetivas. Freud, um grande ateu, dizia que “o homem é cego diante do próprio desejo”, seja ele qual for, teísta ou não.

(Elisabete Ferraz Sanches, professora graduada em Letras pela USP, pós-graduada em Português: Língua e Literatura pela UniSant’Anna e mestranda em Literatura Brasileira pela USP)

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